Manic Street Preachers

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Manic Street Preachers
Manic Street Preachers in London2005-2.jpg
Em concerto, Inglaterra, 2005.
Informação geral
Origem Blackwood, País de Gales
País  Reino Unido
Gênero(s) Britpop
Rock alternativo
Hard rock
Pós-punk
Glam punk
Período em atividade 1986 - atualmente
Gravadora(s) Columbia Records
Epic Records
Heavenly Records
Página oficial Site Oficial
Integrantes
James Dean Bradfield
Nicky Wire
Sean Moore
Ex-integrantes
Richey James Edwards (falecido)

Manic Street Preachers é uma banda de rock alternativo formada no País de Gales em 1986. Os amigos de escola James Dean Bradfield (vocais e guitarras), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria) decidiram pelo nome de Betty Blue (título em inglês do filme 37°2 le matin de Jean-Jacques Beineix estrelado por Béatrice Dalle no papel de Betty.), mas antes mesmo de lançar o primeiro single, o trio adotou Manic Street Preachers.

Biografia[editar | editar código-fonte]

A capa do primeiro single Suicide Alley, bancado pela banda, foi desenhada pelo guitarrista Richey James, que logo depois se tornou membro do grupo. As influências estavam evidentes, a capa foi inspirada no primeiro álbum do Clash. O som tinha influências do punk e hard rock. O segundo single, New Art Riot, foi lançado em 1990.

As composições do Manic tinham como principais temas a política e a crítica social. O público se interessava e crescia a cada apresentação. Chamados de grupo socialista punk retro, o Manic vendia camisetas relacionadas ao socialismo. O início do grupo foi cheio de polêmicas. Eles diziam que lançariam um único CD para vender 16 milhões de cópias e encerrariam a carreira da banda. O objetivo era não se vender ao sucesso, mas as polêmicas só davam mais visibilidade ao grupo.

O primeiro sucesso, Motown Junk, foi lançado pela gravadora Heavenly Records. O single se tornou um clássico do grupo. You Love Us, segundo single, foi mais polêmico, era uma resposta à mídia que não os levava a sério. Deu certo, a música entrou na parada britânica e deu um empurrão na carreira do Manic. O resultado foi uma turnê no Reino Unido em 1991.

Manic mostrava mais uma vez que adorava uma história que se espalhasse pela mídia. Em um dos shows, em Norwich, estava presente o jornalista da New Music Express, Steve Lamarcq, mais um que duvidava da seriedade e autenticidade do grupo. Após o show, durante a entrevista com Richey, como o jornalista não parecia muito convencido de suas declarações, o guitarrista pegou uma navalha e escreveu no braço “4 Real”. A história terminou no hospital e Richey levou 17 pontos.

O resultado de tanta polémica foi o contrato assinado com a Sony Music. Em 1992 saiu o primeiro álbum, Generation Terrorists. Várias canções entraram no Top 40 da Inglaterra. O single Suicide In Painless, relançado, chegou ao Top 10 e foi tema do filme M*A*S*H. Em 1993 foi lançado o segundo álbum, Gold Against the Soul. O Manic continuou na mídia, ora por frases polêmicas, ora por supostos problemas de saúde.

Mas foi em 1994 e 1995 que as manchetes sobre o Manic se multiplicaram. Primeiro foi a internação de Richey James por colapso nervoso em uma clínica. Depois saiu o terceiro álbum, Holy Bible, uma gravação mais introspectiva e depressiva. E, por último, a tragédia. No dia 1º de fevereiro de 1995, Richey, abandonou o hotel em que estava em Londres, deixando no quarto o passaporte e cartões de crédito. Seu carro foi encontrado uma semana depois, perto da ponte Severen Bridge, em Bristol, local conhecido como palco de suicídios. O corpo de James, contudo, nunca foi localizado. Volta e meia aparecem relatos de que ele teria sido visto em locais improváveis. Num primeiro momento, os integrantes da banda não se preocuparam, pois não era a primeira vez que isso acontecia. Mas o sumiço se tornou longo demais e a preocupação aumentou quando encontraram o carro de Richey num local também conhecido pela procura de suicidas. O corpo nunca foi encontrado. O sumiço trágico do músico conferiu aura mítica à banda

Alguns meses depois a banda se recuperou da tragédia e decidiu continuar sem Richey depois de conversar com a família do guitarrista. Em 1996, Manic lançou o álbum “Everything Must Go”, ainda com algumas canções de Richey. O disco vendeu dois milhões de exemplares. O sucesso crescia e no Brit Awards 97 eles levaram para casa os prêmios de Melhor Banda e Melhor Álbum (repetidos em 99).

This is My Truth Tell Me Yours saiu em 98 e o single “If You Tolerate This Your Children Will Be Next” foi direto para o primeiro lugar das paradas. Em 2001, o Manic lançou Know Your Enemy. Gravado em El Cortizo, na Espanha, o álbum traz 16 faixas, mais uma, escondida (cinco minutos depois da última faixa, Freedom Of Speech Won't Feed My Children, começa We are all bourgeois now. Uma das canções, Baby Elian foi inspirada no caso de Elian, o menino cubano levado para os Estados Unidos sem o consentimento do pai e que ocupou as páginas dos jornais no mundo inteiro. A turnê incluiu também um show histórico em Cuba.

O show em Cuba, o primeiro show da turnê, foi realizado no Teatro Karl Marx, em Cuba, transformando o Manics na primeira banda ocidental a se apresentar na ilha socialista e ainda com Fidel Castro na platéia. Diz a lenda que James tentou avisar Fidel que o show seria muito barulhento. "Não será mais barulhento que a guerra", foi a resposta.

Em 2002 e 2003 saíram duas coletâneas, Forever Delayed e Lipstick Traces / A Secret Story of Manic Street Preachers e junto com elas boatos de que seria o fim da carreira do Manic. Tudo em vão. Em 2003 eles entraram em estúdio para gravar mais um álbum com produção de Tony Visconti produtor de David Bowie, o que resultou em Lifeblood 7º álbum da banda. Já em 2005 sai o EP God Save the Manics disponível apenas por download.

Após o grande sucesso de Lifeblood, em 2007, os Manics, como são carinhosamente conhecidos, voltam à cena com mais um álbum.

Trata-se do Send Away The Tigers, previsto para ser lançado em 7 de Maio de 2007.

O primeiro single é Your love alone is not enough, gravado em dueto com Nina Persson, vocalista da banda sueca The Cardigans. O nono album do Manic Street Preachers,Journal For Plague Lovers,foi lançado em 18 de Maio de 2009 recebendo,de um modo,geral críticas bastantes positivas. Todas as letras de Journal For Plague Lovers são de Richey Edwards,o guitarrista e letrista que desapereceu misteriosamente em fevereiro de 1995.A produção desse novo disco ficou por conta de Steve Albini ( Big Black/Shellac e produtor do clássico "In Utero" do Nirvana,dentre outros).Considerado pela crítica como o melhor disco Dos Manics desde Holy Bible,muito em função das letras inteligentes de Richey Edwards.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Flag of the United Kingdom.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Reino Unido, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.