Manifesto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Na literatura, define-se manifesto como um texto de natureza dissertativa e persuasiva, uma declaração pública de princípios e intenções, que objetiva alertar um problema ou fazer a denúncia pública de um problema que está ocorrendo, normalmente de cunho político. O manifesto destina-se a declarar um ponto de vista, denunciar um problema ou convocar uma comunidade para uma determinada ação. Estrutura relativamente livre, mas com alguns elementos indispensáveis: título, identificação e análise do problema, argumentos que fundamentam o ponto de vista do(s) autor(es) do manifesto, local, data, assinaturas dos autores e simpatizantes da causa.

Características[editar | editar código-fonte]

Embora a estrutura de um manifesto seja bastante livre, existem algumas características muito frequentes que o identificam:

  • estrutura de dissertação;
  • tom de conclamação
  • presença de vocativos;
  • a linguagem pode variar, dependendo de alguns fatores: a quem o manifesto é dirigido? onde será divulgado? em jornal, rádio, televisão? Costuma-se preferir a linguagem formal, com verbos no presente do indicativo ou no imperativo;
  • corpo do texto: o problema é identificado e analisado, apresentando-se argumentos que validem o que se diz. Como o texto é de caráter argumentativo (pretende convencer o leitor de algo), deve-se recorrer a argumentos sólidos;
  • local, data e assinaturas: tanto assinaturas das pessoas que participam na elaboração do texto como das que apóiam o que está sendo afirmado;
  • título: indica o conteúdo do manifesto;
  • é diferente do abaixo assinado, pois não é uma reivindicação, mas uma declaração de intenções.

Lista cronológica de manifestos[editar | editar código-fonte]

Manifesto Comunista (1848).

Políticos[editar | editar código-fonte]

Artísticos[editar | editar código-fonte]

Logotipo Versatilista (2007).

Tecnológicos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]Marx & Engels, Manifesto Comunista, acessado em 04-07-2011.
  2. Textos Políticos da História do Brasil, Vol. III, Primeira República, Paulo Bonavides e Roberto Amaral, org., ed. Senado Federal, 2002.
  3. [2] Segunda República, acessado em 04-07-2011.
  4. [3]A Era Vargas: dos anos 20 a 1945 - FGV, , acessado em 04-07-2011.
  5. Theodore Kaczynski, Cyber.eserver.org, acessado em 19-07-2013.
  6. [4] Manifesto Positio Fraternitatis Rosae Crucis, acessado em 26-09-2011.
  7. [5]Oswald de Andrade, Piratininga, Ano 374 da deglutição do Bispo Sardinha - Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928, acessado em 04-07-2011.
  8. [6] Memória Virtual, acessado em 04-07-2011.
  9. [7] Manifesto das Sete Artes, acessado em 16-09-2011.
  10. [8] Oswald de Andrade - Correio da Manhã, 18 de março de 1924, acessado em 04-07-2011.
  11. [9]Manifesto do Surrealismo de André Breton, acessado em 04-07-2011.
  12. [10] Aruša Theatre, acessado em 04-07-2011.
  13. [11] Manifesto Versatilista, acessado em 09-07-2011.
  14. [12] Desenvolvimento de Softwares, acessado em 04-07-2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]