Manobra de flanco

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A manobra de flanco é uma táctica militar ofensiva que visa contornar as alas das posições inimigas atacando seus flancos (lados) ou a sua retaguarda.[1]

Vantagens[editar | editar código-fonte]

Algumas das possibilidades oferecidas pela manobra de flanco são:

  • evitar as defesas principais do inimigo.
  • possibilidade de concentrar forças apenas sobre a fração das tropas inimigas que está no flanco atacado.
  • possibilidade de causar surpresa tática.
  • possibilidade de isolar o inimigo da sua retaguarda, interrompendo suas linhas de comunicações e o influxo de provisões e de reforços.
  • possibilidade de cortar as vias de retirada do inimigo, evitando que este escape.

Assaltando as posições inimigas lateralmente, o atacante abre a possibilidade de utilizar o fogo enfiado e de rolar o flanco do defensor.

Riscos[editar | editar código-fonte]

Havendo equilíbrio de forças, a manobra de flanco é uma opção tática que acarreta riscos significativos para o atacante. Para evitar a exposição de sua própria retaguarda e para não revelar suas intenções, o atacante é geralmente obrigado a dividir as suas forças, utilizando uma parte na manobra de flanco, enquanto outra permanece bloqueando a frente do oponente. Isso contraria o princípio de concentração de forças, dando a um inimigo bem preparado a chance de combater cada grupo em separado.

Adicionalmente, as tropas empregadas na manobra de flanco são obrigadas a se separarem da sua própria retaguarda, arriscando-se a terem as suas linhas de retirada bloqueadas.

Medidas de Defesa contra Manobra de Flanco[editar | editar código-fonte]

Batalha de Gettysburg, assalto final ao Little Round Top. Em vermelho, divisão confederada de John Bell Hood. Em azul, a brigada federal de Strong Vincent. Os confederados do 15th Alabama realizam a manobra de flanco. Os federais do 20th Maine recusam o flanco com sucesso, formando um ângulo na sua linha defensiva.

Os comandantes militares dispõem de algumas medidas preventivas que podem evitar ou diminuir a eficácia de um ataque de flanco. Esses incluem:

  • Estabelecer postos de observação e lançar patrulhas para receber alerta tempestivo do ataque.
  • "Ancorar" os flancos em obstáculos naturais, como montanhas e rios. O trabalho do atacante será muito mais difícil se tiver que realizar o assalto montanha acima, ou atravessando um curso de água.
  • Manter tropas de reserva à retaguarda, prontas para reforçar o flanco atacado.
  • Dispor as defesas em profundidade, e não todas alocadas em uma única linha.
  • Preparar posições defensivas secundárias, atrás das linhas de defesa principais, para as quais possa recuar se as defesas principais não puderem se sustentar.
  • Preparar posições de defesa na lateral das alas, específicas para enfrentar o flanqueamento.
  • Simplesmente alocar mais tropas e armas para os flancos.

Uma vez com flanco sob ataque, o comandante defensor tem várias opções táticas. Algumas delas são:

  • mudar parcialmente ou totalmente de frente, voltando na para a direção do ataque. Essa manobra é conhecida como "recusar o flanco".
  • reforçar o flanco atacado, utilizando reservas ou tropas das partes que não estão sendo atacadas.
  • recuar toda a linha defensiva para posições secundárias, atrás das principais. Na sequência, pode ser tentado um contra-ataque.

Batalhas vencidas usando manobras de flanco[editar | editar código-fonte]

Nota[editar | editar código-fonte]

  1. Earl J. Hess. Pickett's Charge--The Last Attack at Gettysburg. [S.l.]: UNC Press Books, 1 March 2010. 193– pp. ISBN 9780807871294. Visitado em 28 June 2011.
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