Manoel Basilio

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Manoel Basilio

Manoel Basilio Furtado[1] (Queluz, 2 de novembro de 182613 de maio de 1903) foi um médico e escritor brasileiro.[2]

Batizado em 26 de maio na freguesia da capela Nova das Dores da paróquia da Real Vila de Queluz, na então província de Minas Gerais, onde habitavam seus pais, o capitão Manoel Antônio Furtado mais conhecido por Capitão Basilio e sua esposa Maria Luiza de Jesus.[3]

Quatro anos depois seu pai adquiriu a fazenda Independência situada na freguesia da Santíssima Trindade do Descoberto, mais tarde distrito de São João Nepomuceno e hoje município autônomo. Ali passou sua infância. O lugar prosperou passando a povoado, tornando-se o núcleo da futura cidade de Descoberto, cuja rua principal tem o nome de Capitão Basilio e onde está até hoje a primeira casa do lugar, um sobrado construído por ele, Capitão Basilio, onde o Dr. Basilio Furtado, seu filho, desfrutou as caricias de seus primeiros verdores, após os quatro primeiros anos passados em Queluz.

Atendendo a guerra civil em Minas em 1842, o capitão Basilio, fez causa comum com seus partidários, comprometendo-se na Revolução processado, esteve foragido seu filho Manoel, levava-lhe diariamente alimentos, noticias e conforto, colocando-o a par das ocorrências até que foi concedida anistia aos rebeldes, restituindo alegria ao lar do Capitão Basilio.

Logo após, o adolescente Manoel internava-se no seminário de Mariana, onde fez curso secundário preparando-se para o curso superior.

Vai em seguida para a antiga corte, concluído seus preparatórios no colégio Victorio. No Rio matricula-se na Faculdade de Medicina.Logo no 1º ano médico contraiu febre amarela e, por prescrição médica, vai convalescer em São Paulo. Na capital paulista matricula-se no 1º ano de direito.

A conselho paterno e por vocação volta ao Rio. Onde continuou os estudos médicos recebendo o grau de doutor em medicina em 26 de novembro de 1857. No decurso dos estudos foi interno da Santa casa de Misericórdia e do Hospital de Coléricos de Nossa Senhora da Lapa.

Recebendo o diploma, o Dr. Basilio Furtado foi clinicar em São João Nepomuceno. Ai permaneceu até 1862, quando contraiu núpcias com a srta. Felisbina Furtado. Filha do capitão Inácio da Silva Campelo e de D. felisbina Maria de Jesus, fazendeiros em Rio Novo.

O novo casal passou a residir na fazenda de Santa Eugênia em Rio Novo, pertencente ao capitão Francisco Werneck tio e ex-tutor de D Felisbina Furtado. Ai residiu até 1888, onde nasceram-lhe seus três e únicos filhos: Artur Eugênio Furtado, casado com Amélia Murgel Furtado, Petrolina Furtado Ladeira, casada com o Dr. Onofre Dias Ladeira médico em Rio Novo,onde clinicou durante 50 anos, D Eugênia F Murgel, esposa do capitão Gustavo Murgel.

Em 1890 deu-se na região uma epidemia de febre amarela, ficando o Dr. Basilio incumbido de combater o terrível mal e assistir aos doentes mais uma vez o grande sábio e médico demonstrou sua capacidade de trabalho e sua dedicação aos doentes.

Em 1900 voltou a Rio novo, indo residir na propriedade seu genro, o Dr. Onofre Dias Ladeira, hoje sítio São José, nas mãos de seu bisneto, o também médico Dr. Mario Hugo Ladeira, deputado estadual por cinco legislaturas, e ex-secretário de saúde. Ai viveu três anos, falecendo a 13 de maio de 1903, quase aos 77 anos de idade.

Clínico notável pelo seu saber, tendo possuído bens de fortuna, morreu pobre, no entanto deixando após si a imorredoura tradição de haver sido sempre o mesmo amigo, cultor da ciência, sempre o mesmo pai amantíssimo.[4]

O Dr. Basilio foi várias vezes vereador na câmara de Mar de Espanha, quando a freguesia de Rio Novo era distrito daquele antigo município mineiro.

Deputado na antiga assembleia provincial no biênio 1868/1869, com seu prestígio e muito respeitado por seus pares conseguiu a elevação de Rio Novo a município. Liberal de geração, republicano por convicção, não perdoou os pró-homens de 15 de novembro, que foram injustos com D Pedro II.

Como Médico, exerceu seu apostolado na Zona da Mata Mineira, na época em que a cólera e a febre amarela enlutaram as famílias, atendendo ricos e pobres com igual devotamento.

Como homem de ciência, desbravou os sertões de Minas e E Santo, estudando sua flora.fauna e subsolo,enriquecendo com seus trabalhos a literatura da História natural.Colaborado do Museu Nacional, visitou em companhia de Dom Pedro II a famosa gruta Babilônia situada na fazenda Santana Juiz de Fora.

Entre outros trabalhos feitos pelo sábio citam-se "Morcegos do Brasil", contribuindo para a zoologia no Brasil.

Patrono da cadeira 37 da Academia Mineira de Letras.

Referências

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