Manoel de Barros
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Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá, 19 de dezembro de 1916) é um poeta brasileiro. Nascido à beira do rio Cuiabá, mudou quando criança para Campo Grande e, mais tarde, para o Rio de Janeiro, a fim de completar os estudos. Formou-se bacharel em direito em 1941, tendo antes, em 1937, publicado seu primeiro livro, Poemas concebidos sem pecado. Na década de 1960 voltou para Campo Grande, onde passou a trabalhar como criador de gado.
Desde a década de 1930 foram vários livros publicados. Sua poesia tem como temática o pantanal, representado através de sua natureza e do cotidiano adquirido pelas experiências pantaneiras e leituras de filósofos e artistas plásticos. Recebeu vários prêmios, entre eles dois Prêmios Jabutis e um Prêmio APCA de melhor poesia.
Índice |
[editar] Obras
- 1937 — Poemas concebidos sem pecado
- 1942 — Face imóvel
- 1956 — Poesias
- 1960 — Compêndio para uso dos pássaros
- 1966 — Gramática expositiva do chão
- 1974 — Matéria de poesia
- 1980 — Arranjos para assobio
- 1985 — Livro de pré-coisas
- 1989 — O guardador das águas
- 1990 — Gramática expositiva do chão: Poesia quase toda
- 1993 — Concerto a céu aberto para solos de aves
- 1993 — O livro das ignorãças
- 1996 — Livro sobre nada
- 1996 — Das Buch der Unwissenheiten - Edição da revista alemã Alkzent
- 1998 — Retrato do artista quando coisa
- 2000 — Ensaios fotográficos
- 2000 — Exercícios de ser criança
- 2000 — Encantador de palavras - Edição portuguesa
- 2001 — O fazedor de amanhecer
- 2001 — Tratado geral das grandezas do ínfimo
- 2001 — Águas
- 2003 - Para encontrar o azul eu uso pássaros
- 2003 — Cantigas para um passarinho à toa
- 2003 — Les paroles sans limite - Edição francesa
- 2003 — Todo lo que no invento es falso - Antologia na Espanha
- 2004 — Poemas Rupestres
- 2005 — Riba del dessemblat. Antologia poètica — Edição catalã (2005, Lleonard Muntaner, Editor)
- 2005 — Memórias inventadas I
- 2006 — Memórias inventadas II
- 2007 — Memórias inventadas III
[editar] Prêmios
- 1960 — Prêmio Orlando Dantas - Diário de Notícias, com o livro Compêndio para uso dos pássaros;
- 1966 — Prêmio Nacional de poesias, com o livro Gramática expositiva do chão;
- 1969 - Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, com o livro Gramática expositiva do chão.
- 1989 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Poesia, como o livro O guardador de águas;
- 1990 — Prêmio Jacaré de Prata da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul como melhor escritor do ano;
- 1996 — Prêmio Alfonso Guimarães da Biblioteca Nacional, com o livro Livro das ignorãnças;
- 1997 — Prêmio Nestlé de Poesia, com o livro Livro sobre nada;
- 1998 — Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra;
- 2000 — Prêmio Odilo Costa Filho - Fundação do Livro Infanto Juvenil, com o livro Exercício de ser criança;
- 2000 — Prêmio Academia Brasileira de Letras, com o livro Exercício de ser criança;
- 2002 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria livro de ficção, com O fazedor de amanhecer;
- 2005 — Prêmio APCA 2004 de melhor poesia, com o livro Poemas rupestres;
- 2006 — Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro Poemas rupestres;[1]
Referências
- ↑ Enciclopédia Itaú Cultural - Literatura brasileira. Página visitada em 30 de janeiro de 2009.
[editar] Ligações externas
- Fundação Manoel de Barros
- Releituras sobre Manoel de Barros
- Caminhos da Língua
- Estudo sobre Manoel de Barros pela UFRJ
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