Manuel Benício

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Manoel Benício (Pernambuco, data desconhecida — local e data de morte desconhecidos) foi um professor, tabelião, militar e jornalista brasileiro radicado em Niterói.

Cursou o Colégio Militar, mas não chegou a se formar. Trabalhou como repórter do jornal O Tempo, durante a Revolta da Armada. Em 1897 o Jornal do Commercio o enviou a Canudos como correspondente de guerra.[1]

Foi o primeiro repórter a denunciar a desorganização, fome e erros estratégicos da quarta expedição contra o arraial de Canudos. Por isso, foi fortemente repudiado pelo Clube Militar, que exigiu sua retirada da frente de batalha, o que levou o Jornal do Commercio a parar de publicar suas reportagens sobre a guerra.

Dois anos depois, em 1899, publicou o livro O Rei dos Jagunços: crônica histórica e de costumes sertanejos sobre os acontecimentos de Canudos.[2] Três anos depois, Euclides da Cunha publicaria sua obra-prima Os Sertões (1902), sobre esta mesma guerra.

Referências

  1. BLAKE, Sacramento. Dicionário bibliográfico brasileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1900. v. 6.
  2. BENÍCIO, Manuel. O rei dos jagunços: crônica histórica e de costumes sertanejos sobre os acontecimentos de Canudos. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1997

Ver também[editar | editar código-fonte]

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