Manuel Luís Osório

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Manuel Luís Osório
Nascimento 10 de maio de 1808
Conceição do Arroio, RS, Brasil Colônia
Reino de Portugal Portugal
Morte 4 de outubro de 1879 (71 anos)
Rio de Janeiro,RJ
Império do Brasil Brasil
Nacionalidade Brasileira
Cargo Senador
Serviço militar
Patente Marechal

Manuel Luís Osório[1] , primeiro e único barão, visconde e marquês do Herval[2] , (Conceição do Arroio, 10 de maio de 1808Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1879) foi um militar, político e monarquista brasileiro. De praça do Exército Imperial aos quinze anos de idade, galgou todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagram como "O Legendário". Participou dos principais eventos militares do final do século XIX, sendo herói da Guerra da Tríplice Aliança. É o patrono da Arma de Cavalaria do Exército brasileiro (1962).

Amante da lei, respeitador intransigente da autoridade civil, sua espada invicta jamais fora desembainhada senão da defesa do sagrado dever.
General Olinto Pilar.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Litografia de Osório em rótulo de cigarros.

Manuel Luís Osório nasceu em 10 de maio de 1808, em terras que pertenciam à Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio (RS), que, posteriormente, tomou o nome de Osório, pelo motivo do seu nascimento naquelas plagas. Por ser um território muito extenso, foi dividido em dois: um abrangendo o litoral, o qual foi denominado Tramandaí; e outro o interior, que permaneceu com o nome de Osório. Embora as comissões demarcadoras tivessem se empenhado em deixar (???) o local de nascimento de Manuel Luís Osório no município batizado em sua homenagem, pesquisas realizadas por um grupo de oficiais liderados pelo Coronel de Cavalaria Edson Boscacci Guedes, então Chefe do Estado-Maior da 3ª Região Militar, localizaram a casa onde nascera o marquês do Herval, no município de Tramandaí, próximo aos limites com Osório, local transformado em Parque Histórico com o seu nome.[3]

Manuel Luís Osório foi criado na fazenda do avô materno. Seu pai, Manuel Luís da Silva Borges, filho do casal descendente de açorianos Pedro Luís e Maria Rosa da Silveira, ambos naturais da freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, na ilha de Santa Catarina, era um destacado e condecorado militar que lutou no Estado Oriental (atual Uruguai) nas guerras de 1811 e no período de 1816 a 1821. Sua mãe, Ana Joaquina Luísa Osório, filha do tenente Tomás José Luís Osório e de Rosa Inácia Joaquina Pereira de Sousa, era natural de Santo Antônio da Patrulha e vinha de família proprietária de terras. A gleba de seus pais situava-se próxima à Lagoa dos Barros, local onde hoje está o Parque Marechal Osório.

Quarto filho de uma humilde família de 14 filhos, aprendeu a ler e escrever sem ter feito estudos regulares. Em 1º de maio de 1823, com quinze anos incompletos, alistou-se como voluntário na Cavalaria da Legião de São Paulo e acompanhou o regimento de seu pai na luta contra as tropas portuguesas do brigadeiro Dom. Álvaro da Costa, estacionadas na Cisplatina (atual Uruguai), durante a Guerra da Independência do Brasil (1822 - 1823). Contava apenas 15 anos quando teve seu batismo de fogo à margem do arroio Miguelete (13 de maio), nas proximidades de Montevidéu, em um combate contra a cavalaria portuguesa. Um ano depois, foi designado cadete e, mais tarde, alferes do 3º Regimento de Cavalaria da primeira linha.

Rótulo de cigarros com litografia de Osório, que participou de todas as lutas ocorridas no sul do país desde 1825, distinguindo-se em Sarandi (1825), Passo do Rosário (1828), na Revolução Farroupilha (1835 - 1845) e na batalha de Monte Caseros (1852).

Em 1824, inscreveu-se na Escola Militar. Preparava-se para seguir os estudos militares quando sua inscrição foi anulada devido à guerra iminente no Sul do país. Teve de enfrentar nova campanha, na Guerra Cisplatina, entre 1825 e 1828. Em 12 de outubro de 1825, junto ao arroio Sarandi, sob o comando de Bento Manuel, o Alferes Osório combateu os orientais à testa de seus lanceiros e se destacou não apenas por ser o único oficial do seu esquadrão a sobreviver à batalha de Sarandi, mas também por salvar a vida de seu comandante, que proferiu: "Hei de legar-lhe, Alferes, a minha lança, porque a levará aonde tenho levado". A lança hoje pertence ao acervo do 3º RCGd - "Regimento Osório" - e é empunhada pelos seus comandantes em atividades festivas.

No início de 1827, Osório continuava em campanha na região de Santana do Livramento. Em 20 de fevereiro de 1827, na Batalha de Passo do Rosário (Ituzaingó), seus lanceiros foram o único corpo de tropa brasileira que não foi desbaratado durante a batalha. Em outubro, foi promovido a tenente e participou das conversações de paz com a desanexação da Cisplatina e reconhecimento da independência do Uruguai, acompanhando o General Lecór.

Firmada a paz, recolheu-se com seu regimento a Rio Pardo, onde passou a morar, consagrando-se à política pelo Partido Liberal. Em 15 de outubro de 1835, casou-se com a Sra. Francisca Fagundes, tendo como padrinho Emílio Mallet, que, posteriormente, lutaria a seu lado na Campanha da Tríplice Aliança. Em 1835, irrompia na província gaúcha a Guerra dos Farrapos, caracterizada por agitações separatistas que, por dez anos, ameaçou a unidade do Império. O tenente Osório, à época, servia o 2º Corpo de Cavalaria, na Vila de Bagé, sob o comando do capitão Mazzaredo, que abandonou a praça e entregou-a aos farrapos. Osório conduziu seu superior até a fronteira e apresentou-se depois ao coronel Bento Manuel Ribeiro.

De espírito liberal, Osório teve simpatia pela causa farroupilha, combatendo iniciando ao lado dos rebeldes, até a proclamação da República Rio-grandense (República de Piratini), em 1836, quando o movimento tomou feição separatista, o que ele não aceitou, motivo pelo qual integrou-se ao Exército Imperial, no qual permaneceu até o fim da revolta.[4] Participou, ainda, nos combates contra os rebeldes em Porto Alegre, Caçapava e Erval. Tornou-se capitão em 1838 e major em 1842. Em 1844, solicitou a sua reforma, mas o Exército não querendo dispensá-lo, nomeou-o tenente-coronel. Auxiliou Caxias na feitura da paz de Poncho Verde, que se selou em 25 de fevereiro de 1845. Finda a Revolução Farroupilha, o imperador Dom Pedro II, ainda muito jovem, decidira visitar a Província com o fito de consolidar a paz firmada. Caxias confiou a Osório a delicada missão:

Foi eleito deputado provincial na 2ª Legislatura da Assembleia Legislativa Provincial do Rio Grande do Sul.

Osorio, é o maior guasca da Província que mais naipes ganhou e louros colheu na batalha de Monte Caseros.
Conde de Caxias, Comandante-em-Chefe do Exército Imperial.

Em 1851, como tenente-coronel, Manuel Osório é enviado mais uma vez a Montevidéu em virtude de nova instabilidade na região do escoadouro do Prata, intervindo com seu regimento contra o presidente argentino Rosas e uruguaio Oribe (Guerra contra Oribe e Rosas, 1851 - 1852). Evidenciou-se na Batalha de Monte Caseros, ocorrida nos subúrbios de Buenos Aires em 3 de fevereiro de 1852, quando, à frente do 2º Regimento de Cavalaria, na vanguarda das tropas brasileiras, inflige ao ditador Rosas o rompimento do seu dispositivo de defesa e comanda decisivas operações de aproveitamento do êxito e perseguição. Promovido a Coronel no campo de batalha, por merecimento, em 3 de março de 1852, esteve a servir, durante alguns anos, no Rio Grande do Sul.

No início de 1855, após breve instalação na guarnição do Jaguarão, Osório foi nomeado para comandar a fronteira de São Borja. Promovido a brigadeiro-graduado em dezembro de 1856, logo depois foi incumbido de organizar uma expedição para descobrir ricos ervais, entre os rios Pindaí e Sebolati, no Alto Uruguai. Bem sucedido na missão, veio a receber mais tarde o título nobiliárquico: marquês do Herval. Mais tarde, foi designado inspetor de cavalaria do Norte do Brasil, onde permaneceu por pouco tempo.

As agressões de Solano Lopez ao Brasil e à Argentina motivaram, em 1865, a assinatura do Tratado da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) contra o Paraguai. Ao eclodir a Guerra da Tríplice Aliança (1864 - 1870), Osório era o militar de maior prestígio no Prata, tendo atuado ininterruptamente por 42 anos em campanhas sucessivas. Por conta disso, recebeu, em 1º de março de 1865, o comando do I Corpo do Exército Imperial, instalando seu quartel general em Paissandu. Por força do acordo da Tríplice Aliança, entretanto, o comando geral das operações foi entregue ao general argentino Bartolomé Mitre, com quem Osório nem sempre se entendia bem.

A Rendição de Uruguaiana, por Victor Meirelles (1832 - 1903).

Em 8 de julho de 1865, é promovido a marechal-de-campo e participa da retomada de Uruguaiana. Em 18 de setembro, na presença de D. Pedro II, do Conde d'Eu e de vários oficiais-generais, dentre eles Osório e Caxias, ocorre a Rendição de Uruguaiana.

É fácil a missão de comandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho do dever.
trecho da Ordem do Dia, no Passo da Pátria, de 15 de abril de 1866.

No início de 1866, Osório estuda com Tamandaré a maneira de atravessar o Rio Paraná. Na noite do dia 16 de abril, a tropa brasileira (10.000 homens) realiza a passagem no local conhecido por Passo da Pátria, sendo Osório o primeiro a pisar no solo inimigo.

Em 2 de maio de 1866, participou do Combate de Estero Bellaco, uma depressão de terreno pela qual as águas do rio Paraná se unem às águas do Rio Paraguai, onde o inimigo passou a retardar as tropas aliadas, buscando melhor posição para combater. Esteve presente, em 24 de maio de 1866, na Batalha de Tuiuti, o maior combate travado na América do Sul, na qual teve importante papel ao comandar o centro do dispositivo militar do exército brasileiro contra o ataque paraguaio. Registrou na Ordem do Dia nº 56: "A glória é a mais preciosa recompensa dos bravos". Em 15 de julho de 1866, ainda em Tuiuti, os aliados aguardavam a chegada das forças do General Porto Alegre, enquanto o inimigo fustigava diariamente. Gravemente ferido na batalha de Tuiuti e insatisfeito com o longo período da tropa estacionada, Osório passa o comando das tropas brasileiras ao General Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão.

Manuel Luís Osório, marquês do Herval.

De julho desse ano a julho do ano seguinte, ficou no Rio Grande do Sul, reunindo novos contingentes para o Exército. Em 1º de junho de 1867, é promovido a Tenente-General, penúltimo posto da hierarquia militar. Em 25 de julho, Osório retorna a vanguarda aliada, como comandante do III Corpo do Exército Imperial. Por essa época, o marechal-de-exército Luís Alves de Lima e Silva, então marquês de Caxias, encontrava-se como comandante das forças brasileiras no teatro de guerra. A relação entre ambos sempre foi boa e cordial já que eram amigos de longa data. Osório, inclusive, tomou parte no planejamento das operações contra a Fortaleza de Humaitá, que bloqueava o avanço das forças aliadas rumo a Assunção. No comando de suas tropas, Osório dirigiu a marcha de Tuiuti a Tuiu-Cuê, avançando contra as trincheiras e pontos fortes que circundavam Humaitá e a protegiam contra ataques. Em 25 de julho, Osório ocupa a Fortaleza de Humaitá e substitui a bandeira abandonada pela bandeira brasileira, instalando ali a sede do 3º Corpo do Exército e sua nova base de operações.

Manuel Luís Osório na Batalha de Avaí.

Com o retorno da guerra de movimentos após a queda de Humaitá, Osório participou ainda das batalhas de Itororó e Avaí em dezembro de 1868. Nesta última, ao tomar toda a posição de artilharia inimiga, é alvejado na face por um inimigo de tocaia, fraturando o maxilar inferior esquerdo, ferimento que escondeu com um poncho, continuando a estimular seus homens à luta, até que a hemorragia o obrigou a parar. Na ocasião, disse: "Coragem, camaradas! Acabem com este resto!". Para que seus soldados o supusessem no comando e não desanimassem, sua caleça vazia foi mantida à frente das tropas. Doente, Osório foi substituído pelo General Polidoro da Fonseca e regressou ao Brasil para recuperar do ferimento, não tendo sido possível presenciar a queda de Assunção, em janeiro de 1869. Em seu brasão há três estrelas douradas que representam os ferimentos sofridos no rosto durante a cruenta Batalha de Avaí.

Em 22 de março de 1868, Gastão de Orléans, conde d'Eu, genro do Imperador D. Pedro II, é nomeado Comandante-chefe das forças em operação no Paraguai. A convite do novo comandante das forças brasileiras, Osório, que fora gravemente ferido no combate de Avaí e se retirara para o Rio Grande do Sul, retornou ao Paraguai, assumindo, em 6 de junho, o 1º Corpo do Exército, estacionado em Piraju, para dar início à Campanha das Cordilheiras. O Conde d'Eu, um dos seus grandes admiradores, viria a tornar-se aliado de Osório nas incessantes batalhas pela modernização das Forças Armadas brasileiras ao longo da década de 1870[5] .

Em 12 de agosto, deu-se o assalto e a captura das Fortificações de Peribebuí, defendidas por 1.500 homens e 15 bocas de fogo. No dia 24 de novembro de 1868, Osório deixa em definitivo a campanha, forçado pela piora de sua saúde.No retorno, na passagem por Montevidéu, recebe a notícia do falecimento de sua esposa.

Osório obteve o título de barão em maio de 1866 e o de visconde com grandeza em 1868. No ano seguinte, antes de findar a guerra, recebeu o título de marquês de Herval. Em agosto de 1871, Deodoro da Fonseca entregou-lhe solenemente, em Porto Alegre, custosa espada de honra, uma obra prima de ourivesaria, cinzelada em ouro e ornada de brilhantes, custeada pelos oficiais comandados por Osório na guerra. Na lâmina, de aço, estavam gravadas as batalhas e combates em que Osório participara.

Rótulo de cigarros dedicados ao marquês do Herval.

Finda a Guerra, nas quatro primeiras décadas que se seguiram, a vitória na Batalha de Tuiuti, considerada a mais importante da campanha, foi a principal comemoração militar brasileira, sendo que nas comemorações, destacava-se como principal herói o general Osório.[6] Somente na década de 1920 o movimento militar resgatou a figura do Duque de Caxias como líder da Guerra do Paraguai.[7] Apesar de militar e político influente, atravessou a década de 1870, o último decênio de sua vida, sob a pressão de dívidas. [8]

Com a paz, em 11 de janeiro de 1877, Osório foi nomeado pela Princesa Isabel Senador do Império pela Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, sua terra natal. Em discurso no Senado, declara: "A farda não abafa o cidadão no peito do soldado". Apesar de republicano em sua juventude, acabou por converter-se ao credo monarquista, tornando-se um dos seus mais ferrenhos defensores, como assim deixou claro ao barão de Cotegipe, em 15 de abril de 1879[5] :

Cquote1.svg [...] sou, de longa data, liberal monarquista, unionista do Império do Brasil. Não pense que vou para a República, nem para o despotismo; mas direi ao nobre senador, que em matéria de serviço público eu não indago o que são brasileiros na política, porém, sim, se cumprem o seu dever em bem da Pátria. Cquote2.svg
Em sessão no Senado, poucos meses antes de falecer

Por decreto de 2 de junho de 1877, foi-lhe outorgada a patente de Marechal-de-Exército Graduado. Com a ascensão do Partido Liberal ao poder, Osório foi nomeado Ministro da Guerra no gabinete Sinimbu em 1878. Permaneceu no cargo até a sua morte, em 4 de outubro de 1879, no Rio de Janeiro - RJ, aos 71 anos de idade, doente com pneumonia.

Com o seu falecimento, seguido por de outros militares monarquistas fieis a dom Pedro II, como Luís Alves de Lima e Silva (duque de Caxias) e Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão (visconde de Santa Teresa), abriu espaço para uma nova geração de militares, que sofreram forte influência dos militares caudilhistas e insubordinados dos países vizinhos e que eram em sua maior parte indiferentes a Monarquia quando não opositores. Apesar de ter falecido dez anos antes do advento da República no Brasil, é possível saber sua opinião quanto aos atos de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto (ambos veteranos da Guerra do Paraguai), que além de terem se insubordinado e traído o governo legal, tornaram-se também os dois primeiros presidentes e ditadores do país[5] :

Seria um desgraçado aquele que, depois de haver combatido com as armas da guerra o inimigo externo, pusesse depois essas mesmas armas ao serviço do despotismo, de perseguições e violência contra seus compatriotas.

O esquife com seus restos mortais, embalsamado, foi colocado na capela do Arsenal de Guerra, hoje destruído. Em 16 de novembro de 1879, seus restos mortais foram levados para o Asilo dos Inválidos da Pátria, na Ilha do Bom Jesus da Coluna, onde permaneceram até o translado para a Igreja de Santa Cruz dos Militares, em 3 de dezembro de 1887. Em 21 de julho de 1892, seu corpo foi transferido para a cripta construída sob sua estátua equestre, fundida com o bronze de canhões tomados na Campanha da Tríplice aliança, na Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro. Finalmente, em 1º de dezembro de 1993, deu-se início ao solene translado dos restos mortais do Marechal Osório, passando pelos Municípios de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre. Em 11 de dezembro, seu corpo foi depositado no jazigo nas proximidades da casa onde nasceu, já no interior do parque histórico.

Ao longo de sua vida foi agraciado com os títulos de barão do Herval (1 de maio de 1866), visconde do Herval (11 de abril de 1868) e de marquês do Herval (29 de dezembro de 1869). Foi casado com Francisca Fagundes, de quem teve quatro filhos: Fernando Luís Osório (1848-1896), Adolfo Luís Osório (1847-?), Manuela Luísa Osório (1851-1930) e Francisco Luís Osório (1854-1910).

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas de Osório, marquês de Erval. As três estrelas douradas representam os ferimentos sofridos no rosto durante a Batalha de Avaí, em dezembro de 1868.
Armas do marquês de Erval.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Praça General Osório. Passo d'Areia, Santa Maria.

Na cidade do Rio de Janeiro há uma escola federal denominada Fundação Osório, em sua homenagem.

Também na capital fluminense um dos maiores edifícios de escritórios, localizado na Avenida Rio Branco, bem próximo ao Largo da Carioca, chama-se marques do Herval. Na Praça XV, localiza-se uma estátua equestre do General Osório.

No Rio Grande do Sul foi criado um parque em torno da casa onde nasceu, o Parque Histórico Marechal Manuel Luis Osório[9] , e um monumento equestre em sua homenagem foi erguido no centro de Porto Alegre.

O seu nome foi inscrito no Livro de Aço, no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília (DF)[10] .

Logradouros públicos que homenageiam o ilustre brasileiro:

I - Rua Manuel Luiz Osório no bairro de Saboeiro, na Capital [[Salvador}} do Estado da Bahia, Código de Endereçamento Postal 41180-685; e no bairro Jardim do Marquês, em Jacareí, no Estado de São Paulo, Código de Endereçamento Postal 12310-815.

II - Rua Marechal Manoel Luiz Osório na Várzea, em Recife Capital do Estado de Pernambuco, Código de Endereçamento Postal]] 50740-450.

III - Com a denominação de General Osório existem praças, avenidas, ruas e travessas nas cidades de Blumenau em Santa Catarina; Manaus no Amazonas; em Macapá no Amapá; em Candeias, Feira de Santana, Paulo Afonso, Salvador e Teixeira de Freitas na Bahia; Fortaleza no Ceará; Cariacica, Colatina, Sâo Mateus, Vila Velha e na Capital Vitória no Estado do Espirito Santo; Anápolis, Goiânia, Itumbiara, Itajaí e Rio Verde em Goiás; em São Luiz Capital do Maranhão; em Barbacena, Belo Horizonte, Patos de Minas, Sete Lagoas, São João Del Rei, Uberaba e Uberlândia em Minas Gerais; em Campo Grande, Corumbá, Dourados e Ponta Porã no Mato Grosso do Sul; em Cuiabá em Mato Grosso; em Ananindeua no Pará; em João Pessoa e Santa Rita na Paraíba; em Caruaru e Recife em Pernambuco; em Teresina no Piaui; em Apucarana, Cascavel, Castro, Curitiba e Francisco Beltrão no Paraná; em Sorocaba e na Cidade de São Paulo no Estado de São Paulo.

Na capital do Estado do Pará, Belém, uma das principais avenidas da cidade se chama Marquês de Herval. Localiza-se na região central da cidade, abrange os bairros da Pedreira e Fátima.

Conceição do Arroio, cidade onde nasceu, passou a chamar-se Osório em 1934, sem consulta popular, por ordem do Interventor Federal José Antônio Flores da Cunha[11] .

O EE-T1 Osório, um protótipo brasileiro de tanque, foi batizado em sua homenagem.

Na cidade de Ponta Grossa, no estado do Paraná, há um colégio estadual que leva o seu nome. Colégio Estadual General Osório - Ensino Fundamental e Médio. O colégio está localizado na Avenida Gal. Carlos Cavalcanti, 1553, no bairro de Uvaranas.

A Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais o consagra como patrono da Cátedra nº 14.[12]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MAGALHÃES, J. B. (Cel.). Osório: símbolo de um povo, síntese de uma época. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora, 1946. 530p il.
  • MAGALHÃES, J. B. (Cel.). Osório: síntese de seu perfil histórico. Rio de Janeiro, Biblioteca do Exército-Editora, 1978. 336p.
  • SANTOS, Francisco Ruas. Osório: contribuição às comemorações do 1° centenário da batalha de Tuiuti. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército-Editora, 1967. 236p. mapas.
  • Osório (edição especial comemorativa do sesquicentenário do nascimento do Marechal Manuel Luiz Osório). Revista Militar Brasileira, Rio de Janeiro, ano XLVI, nrs. 3 e 4, jul. a dez. 1958, vol. LXVIII.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Eduardo de Andrade Pinto
Ministro da Guerra do Brasil
18781879
Sucedido por
João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu
  1. Pela grafia arcaica, Manoel Luiz Ozorio. O nome de pessoas falecidas devem ser atualizados conforme onomástica estabelecida pelo Acordo Ortográfico de 1945.
  2. Pela grafia arcaica, marquês do Herval. Os topônimos devem ser atualizados conforme onomástica estabelecida pelo Acordo Ortográfico de 1945. A cidade de Herval, contudo, teve a grafia de seu nome alterada pela lei municipal nº 70, de 13 de junho 1972.
  3. Revista do Clube Militar - Parque Histórico Marechal Manoel Luis Osorio: 40 anos de História. Nº 438 - agosto a outubro de 2010, pp. 16.
  4. COLUSSI, Eliane Lúcia. Plantando ramas de acácia: a maçonaria gaúcha na segunda metade do século XIX, PUCRS, junho de 1998.
  5. a b c FRANCISCO, Doratioto, General Osório: a Espada Liberal do Império, Companhia das Letras, 2008
  6. RODRIGUES, Marcelo Santos. Guerra do Paraguai: Os Caminhos da Memória entre a Comemoração e o Esquecimento. USP, São Paulo, 2009.
  7. CASTRO, Celso. A invenção do Exército Brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.
  8. CHRISTILLINO, Christiano Luís. Estratégias de família na ocupação do planalto sul-rio-grandense no XIX, IX Encontro Estadual de História, ANPUH-RS, 2008.
  9. Ver: Osório.org
  10. Lei nº 11.680, de 27 de maio de 2008 publicada no Diário Oficial da União em 28 de maio de 2008
  11. Site da Prefeitura de Osório Em Curitiba Existe a Praça Osório construída em sua homenagem
  12. http://www.academia-ane.org.br/academicos.html