Manuel Noriega
Manuel Antonio Noriega (Cidade do Panamá, 1934) é um ex-líder militar e estadista panamenho, governante de facto do país entre 1983 e 1989.
[editar] Biografia
Manuel Noriega recebeu formação militar na escola militar de Chorrillos (Peru), quando regressa ao Panamá ingressa na Guardia Nacional (GN).
Esteve ligado ao golpe de estado que derrubou o Governo de Arnulfo Arias, sendo recompensado com a promoção a Tenente-Coronel. Iniciou os seus contactos com a CIA, onde já estivera para receber treino em contra-espionagem, por esta altura começa a ser noticiado o seu envolvimento no tráfico de droga.
Em 1982 passa a chefiar o Estado Maior, autopromovendo-se ao posto de general, com o poder absoluto sobre o Exército, actuando como se fosse o presidente do pais iniciando um regime déspota.
Por volta de 1986 surgiram suspeitas relactivas a sua ligação com a CIA, de que se viria a provar que era agente, chegaram a opinião pública, o que constituiu um enorme embaraço a administração norte-americana, assim como o seu envolvimento no narcotráfico internacional e na lavagem de dinheiro.
Dessa forma o presidente norte-americano George Bush ordena a invasão do Panamá (Operação Justa Causa) em dezembro de 1989 cujo objetivo é capturar Noriega. Esse ataque durou duas semanas e calcula-se em 3.000 baixas, na sua maioria civis das aréas mais pobres do país, e 19 militares norte-americanos.
Noriega esteve escondido na casa da sua amante Vicky Amado, até que se mudou para a Nunciatura Apostólica do Panamá em 24 de dezembro, protegido pelo Núncio Sebástian Laboa, que aparentemente o convenceu a se entregar juntamente com o chefe da sua escolta, o capitão Eliécer Gaitán.
A 3 de Janeiro de 1990 entrega-se ao exército americano, no dia seguinte subiu a um avião com destino a Miami com o intuito de ser julgado. Foi condenado a 30 anos de prisão pelo tráfico de cocaína e marijuana para os Estados Unidos.