Manuel Vitorino
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Nota: Se procura o município da Bahia, veja Manoel Vitorino.
| Manuel Vitorino Pereira | |
|---|---|
| Presidente do Brasil |
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| Mandato | 10 de novembro de 1896 a 4 de março de 1897 |
| Vice-presidente | nenhum |
| Antecessor(a) | Prudente de Morais |
| Sucessor(a) | Prudente de Morais |
| Vice-presidente do Brasil |
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| Mandato | 15 de novembro de 1894 a 15 de novembro de 1898 |
| Antecessor(a) | Floriano Peixoto |
| Sucessor(a) | Francisco de Assis Rosa e Silva |
| Mandato | 1895 a 1898 |
| Antecessor(a) | Prudente de Morais |
| Sucessor(a) | Francisco de Assis Rosa e Silva |
| 2.º Governador da Bahia |
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| Mandato | 23 de novembro de 1889 a 26 de abril de 1890 |
| Antecessor(a) | Virgílio Clímaco Damásio |
| Sucessor(a) | Hermes Ernesto da Fonseca |
| Vida | |
| Nascimento | 30 de janeiro de 1853 Salvador, Bahia |
| Falecimento | 9 de novembro de 1902 (49 anos) Rio de Janeiro, antigo DF |
| Partido | Partido Liberal e Partido Republicano Federal |
| Profissão | Político e Médico |
Manuel Vitorino Pereira[1], nascido Manoel Victorino Pereira, (Salvador, 30 de janeiro de 1853 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1902) foi um político brasileiro. Foi vice-presidente da República no mandato de Prudente de Morais, e Presidente da República (interino) por quase quatro meses.
Manuel Vitorino era filho do português Vitorino José Pereira e de Carolina Maria Franco Pereira. O pai era marceneiro e Manuel teve uma infância muito pobre. Foi médico e escritor na imprensa baiana. Foi presidente do estado da Bahia e também senador federal. Foi presidente interino do Brasil entre 1896-1897 quando Prudente de Morais afastou-se por motivos de saúde. Foi então o único baiano a assumir a presidência da república do Brasil.
Durante sua interinidade na presidência da república, transferiu a sede do governo, do Palácio Itamaraty para o Palácio do Catete que ele adquirira.
Índice |
[editar] Governo da Bahia
Foi o segundo governador do estado da Bahia no período Republicano. Seu nome foi o primeiro cogitado para ocupar o cargo de governador, mas declinou por não ser um republicano histórico e, ainda, por recusar-se a tomar posse em um quartel. Indicou, então, seu colega, Virgílio Damásio, que efetivamente ocupou o cargo, num primeiro momento - por apenas cinco dias. Por instâncias de Rui Barbosa, entretanto, aquiesce e revê sua decisão.
Assumiu Manuel Victorino o governo do estado, a 23 de novembro de 1889, na Câmara Municipal de Salvador. Tinha a pretensão de fazer uma administração inovadora, voltada para o incremento da educação. Sendo ele professor da Faculdade de Medicina, e ex-diretor do Liceu de Artes e Ofícios, tinha ali empreendido uma reforma no sistema de ensino.
Objetivando melhorar a instrução pública, nomeou uma Comissão da qual era o próprio presidente, e formada por grandes nomes do ensino, então, no estado: Ernesto Carneiro Ribeiro, Sátiro Dias, Virgílio Clímaco Damásio (que o precedera no cargo e ocupava a vice-governadoria), dentre outros.
No plano político, dissolveu os Partidos Conservador e Liberal - remanescentes do Império, buscando assim promover a conciliação. Criou a Milícia Civil.
[editar] A reforma do ensino
Grandioso era o projeto de Manuel Vitorino: criava-se uma caixa para financiamento dos altos custos que a educação requeria, tanto no plano estadual como no dos municípios. Regulamentava o alistamento escolar, o ensino de higiene, etc. - medidas que seriam implementadas tomando-se por base dados concretos obtidos do censo escolar que determinara.
Tamanhas modificações encontraram forte oposição e, aliado a outras questões de disputa pelo poder, foi o governador nomeado afastado do cargo a 26 de abril de 1890, sendo nomeado em seu lugar o irmão mais velho do Marechal Deodoro, Hermes Ernesto da Fonseca, que no brevíssimo tempo que governou teve como principais atos desfazer as reformas empreendidas por Vitorino.
| E a licença, por prazo imprevisível, alterou subitamente a fisionomia do Governo. Assumiu-o (a 11 de novembro de 1896) o Vice-Presidente Manuel Vitorino Pereira, parlamentar de outra formação, que, não pertencendo às mesmas origens republicanas, era com os seus dotes cintilantes de orador e jornalista, um autêntico condutor de massas. Sem compromissos com o passado, culto e imaginoso, tinha Vitorino a intuição do momento, a sensibilidade do tribuno que afina com a exaltação dos auditórios, a simpatia dos jacobinos, incompatíveis com a nova situação. Tornou-se o salvador, o homem que reergueria a República, tão enferma quanto o seu presidente. | — Pedro Calmon[2]
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[editar] Livros publicados
Manuel Vitorino publicou várias obras, a maioria no campo da medicina. Entre elas, destacam-se:
- Moléstias parasitárias mais frequentes nos climas tropicais
- Alcoóis poli-atômicos
- Saneamento do Rio de Janeiro
- Instituto Benjamin Constant
- Higiene das escolas e a filária de Medicina para a América pelas negras africanas
[editar] Cronologia sumária

[editar] Homenagem póstuma
Em 1962, sessenta anos após a sua morte, um município do Centro-Sul Baiano foi emancipado e recebeu o seu nome: Manoel Vitorino.
Referências
| Precedido por Prudente de Morais |
1896 — 1897 |
Sucedido por Prudente de Morais |
| Precedido por Virgílio Clímaco Damásio |
1889 — 1890 |
Sucedido por Hermes Ernesto da Fonseca |
| Precedido por Floriano Peixoto |
Vice-presidente do Brasil 1894 — 1898 |
Sucedido por Francisco de Assis Rosa e Silva |