Manuel da Ressurreição (Primaz do Brasil)
| Arcebispo | |
Manuel da Ressurreição da Igreja Católica |
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| Arcebispo da Bahia | |
| título Primaz do Brasil |
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| Nascido em | Coimbra |
| Data de nascimento | |
| Local de nascimento | |
| Ordenado sacerdote |
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| Consagrado bispo em |
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| Elevado arcebispo em |
31 de agosto de 1687 |
| Nomeado patriarca em |
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| Funções exercidas |
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| Falecimento | Salvador, 16 de janeiro de 1691 |
| Data de morte | |
| Local de morte | |
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Dom Manuel da Ressurreição, O.F.M. (Coimbra, ???? - Salvador, 16 de janeiro de 1691) foi um prelado português, arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, além de governador interino do Brasil.
Em 12 de maio de 1687, foi elevado a arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sendo seu nome confirmado em 31 de agosto. Chegou a Salvador em 13 de maio de 1688, onde ficou até 1691, quando veio a falecer.
Em sua época, havia grave pestilência de febre amarela, daí ter proclamado São Francisco Xavier orago de Salvador.
Governador interino [editar]
Por ocasião da morte do governador-geral Matias da Cunha, assumiu o Governo interinamente com o chanceler da Relação Manuel Carneiro de Sá.
Enviou em 30 de novembro de 1688 carta à Câmara da Vila e ao capitão-mor de São Paulo, Tomás Fernandes de Oliveira, pois os índios, em defesa mútua, haviam formado uma confederação: estavam unidos os sucurus, paiacu, icó, ariú. Na carta, pedia os melhores cabos paulistas «para exterminar o flagelo». Portador da carta foi João Amaro Maciel Parente, filho de Estêvão Ribeiro Baião Parente, morto antes de novembro de 1679.
"João Amaro levantou em São Paulo uma companhia e com o posto de capitão-mor lugar tenente de Matias Cardoso de Almeida, seguiu para a Bahia por mar e dirigu-se pelo sertão para as margens do rio São Francisco, na planicie do rio Verde, onde o esperava Matias. Formaram-se então em meados de 1692 numerosas companhias e a de João Amaro partiu para a barra do rio Jaguaribe, onde ergueu arraial, e de lá para o Rio Grande do Norte atual, onde permaneceu quatro anos destruindo tribos indígenas, queimando aldeias, aprisionando o gentio, pelo que teve a recompensa do posto de coronel e uma grande sesmaria na Bahia (que vendeu depois ao coronel Manuel de Araújo Aragão pois em 1703 estava no rio das Velhas), com o senhorio da vila que o pai erguera sob a invocação de Santo Antônio. João Amaro em 1693 abriu uma estrada pelas matas de Ilhéus que vinha cortando pelo rio Pardo, Jequitinhonha e Salsa, a qual, infletindo depois para o Norte, ia ter ao rio Paraguaçu e dai às margens do rio São Francisco - foi a primeira e maior via que se obteve no sertão baiano.
Em outra carta de 18 de dezembro de 1688 como governador interino o arcebispo escreveu a Matias Cardoso de Almeida, para o encarregar da guerra ao que chamava "bárbaros do Rio Grande do Norte". Dizia-se informado pelo mestre de campo Antônio Guedes de Brito que, do arraial da Manga, Matias Cardoso seguira viagem para a vila de São Paulo, de onde pretendia trazer grande quantidade de mantimentos e de armas. Por esse motivo o arcebispo lhe escrevia para São Paulo, pedindo-lhe aceitar a incumbência.
Há curiosa carta à Corte do Arcebispo da Bahia que governava juntamente com o desembargador Manuel Carneiro de Sá, pois entre ambos havia constantes atritos e falta de harmonia. O chanceler retirou-se do governo e não deu mais sinal de vida. O Arcebispo escreveu à corte para perguntar como publicar a lei de 1688 - tinha dúvida se podia se aplicar ao Brasil lei relativa a moedas que aqui não corriam, e mandava que as patacas de menos de sete oitavas de prata fossem pesadas e valessem a tostão a oitava. Ora, a generalidade das patacas da Bahia não passava de 4 oitavas e meia, valiam 640; cada moeda perderia portanto, levada à balança, 190 réis. O prejuízo total seria 300 mil cruzados. Resolvera por isso participar às cortes tal inconveniente e esperar.
Recém chegado à terra, o arcebispo tinha escrúpulos, pois se haviam antecipado em Pernambuco. Mandou assim, ao som de caixas e tambores, proceder à publicação. Na carta enviada, estava satisfeito da sua obra.
Ora, apenas divulgada a lei, a câmara se encheu de povo descontente, redigindo papel contrário. O arcebispo convocou uma Junta de Governo e o desembargador Carneiro de Sá não compareceu. Votaram-se resoluções: eliminou-se a balança, fixou-se em dois cruzados o valor da pataca (2 patacas) que pesasse 6 oitavas e meia e daí para cima; em 700 rs a de 6 oitavas perfeitas até 6 e meia; as de 4 e meia até 6 continuariam a valer 640 rs. Antes da Junta, só se tratava de reunir as moedas de maior peso e conduzi-las a bordo, mas muitos navios não tinham lastro, outros só meia carga.
Depois da Junta apareceu dinheiro de peso, e espertavam-se as compras de açúcar, já embarcado, a frota pronta a seguir. A elevação da prata que devia vigorar apenas na Bahia se estendeu pelo Brasil e se firmou como uma conquista irrevogável. Como navegavam por monções, havia longa, incerta e intermitente navegação, a notícia do levantamento feito na Bahia apenas chegou a São Paulo em agosto de 1690.
No mesmo mês de junho de 1689, por ofício, o chanceler Carneiro de Sá explica à corte sua relutância: lembrava que para tolher o açambarcamento das moedas de peso bastaria vistoria nos navios, pois levantar dinheiro era regalia de principe e não invejava as glórias do autor, se o ato fosse aprovado.
Ligações externas [editar]
- Catholic Hierarchy (em inglês)
- GCatholic (em inglês)
| Precedido por João da Madre de Deus Araújo, O.F.M. |
Arcebispo de São Salvador da Bahia 1687 - 1691 |
Sucedido por João Franco de Oliveira |
| Precedido por Matias da Cunha |
Presidente da junta governativa do Brasil 1688 - 1690 |
Sucedido por António Luís Coutinho da Câmara |