Manuel de Nóbrega

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Manuel de Nóbrega
No estúdio da Rádio Mayrink Veiga, 1932, o jovem Manuel de Nóbrega, aos 19 anos (2º em pé da esq para dir) Carmen Miranda e Aurora Miranda (sentadas) segurando a flauta Pixinguinha.
Nome completo Manuel Soares de Nóbrega
Nascimento 18 de fevereiro de 1913
Niterói, RJ
Morte 17 de março de 1976 (63 anos)
São Paulo, SP
Ocupação radialista, empresário, jornalista, ator, escritor, humorista, compositor e político

Manuel Soares de Nóbrega (Niterói, 18 de fevereiro de 1913São Paulo, 17 de março de 1976) foi um importante radialista, empresário, jornalista, ator, escritor, humorista, compositor e político brasileiro.[1]

Estudava Economia quando resolveu começar sua carreira artística no rádio, em 1931, ainda no Rio de Janeiro. Quando viajou para São Paulo no início da década de 1940 foi direto para o rádio e trabalhou em emissoras como Cultura, Nacional, Tupi e Piratininga.

Na TV estreou na década de 1950 tendo passado pela antiga TV Paulista, depois Rede Globo e pela Rede Record. Foi também jornalista e deputado estadual por São Paulo.

Sua importância para o humor de rádio e de TV foi muito grande e criou programas como "Cadeira de Barbeiro", "Programa Manuel de Nóbrega" e A Praça da Alegria. No cinema atuou como Dom João VI no filme Independência ou Morte de 1972.

Seu mais famoso trabalho foi o humorístico "A Praça da Alegria", que criou, dirigiu e comandou a partir de 1957, primeiro na TV Paulista e depois na Rede Record. Quando fazia esse programa conheceu o apresentador Silvio Santos, para quem acabaria vendendo seu negócio chamado "O Baú da Felicidade". Silvio Santos fez uma fortuna a partir daí, mas sempre manteve sua amizade com Nóbrega, a quem convidou para ser diretor superintendente da sua primeira concessão de TV, a "TVS" do Rio de Janeiro.

Em 22 de dezembro de 1975, Silvio Santos e Manuel de Nóbrega (já muito magro e enfraquecido por um câncer) foram a Brasília assinar o documento que daria ao animador e empresário a concessão da estação, o canal 11. Muito emocionado, Silvio discursou sobre a nova televisão que surgiria a partir dali. Lembrou de sua vinda a São Paulo em 1955. Citou Nóbrega várias vezes. Em seguida, o próprio Nóbriu-a aos artistas que entrariam na emissora. Fez lágrimas caírem dos olhos de Silvio Santos. Exatos 84 dias depois disto, Nóbrega morreu.[2] Meses depois, Carlos Alberto, filho dele, rompeu a amizade com Silvio Santos, indo trabalhar na TV Globo, com Os Trapalhões. Até que em 1987, após muito tempo, houve a reaproximação. E Carlos foi contratado para assumir o banco da praça de seu pai, agora no SBT. Está no ar até hoje.

Pelo banquinho da A Praça da Alegria passaram mais de duzentos personagens e os maiores humoristas brasileiros, interpretando textos e personagens cuja maioria fora criada pelo próprio Manuel, que se inspirava em tipos reais que pululavam nas praças centrais de São Paulo dos anos 50/60, tais como os migrantes (caipiras e nordestinos), mulheres esnobes e infiéis, mendigos e loucos de todo tipo, idosos e crianças mal-educadas, etc.

Dentre os artistas que fizeram história ao passar pelo banco da praça estão Ronald Golias (era o menino levado Pacífico), Moacyr Franco (um mendigo, que faria sucesso com o Samba de Carnaval Me dá um dinheiro aí), Canarinho, Simplício (o Homem de Itu, a cidade pequena do interior de São Paulo, "onde tudo era grande"), Consuelo Leandro (Cremilda, a mulher do Oscar), Costinha, Zilda Cardoso (a jornaleira Catifunda, que fumava um charuto fedorento), Walter d'Ávila (o semianalfabeto que estava sempre tentando ler um livro), José Vasconcellos, Murilo Amorim Correa, Maria Teresa, Rony Rios (A Velha Surda), Rogério Cardoso, Chocolate, Lilico (o bêbado mal-arrumado e indignado, que tentava chamar a atenção das pessoas tocando um tambor) e Clayton Silva (o louco que sempre fazia aposta para advinhar uma charada).

Com sua morte, quem assumiu o comando do programa foi seu filho Carlos Alberto de Nóbrega que até hoje o apresenta no SBT, agora com o título de A Praça é Nossa.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]