Manuscritos de Timbuktu

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Os manuscritos de Timbuktu de matemática e astronomia
Manuscritos de Nasir al-Din Abu al-Abbas Ahmad ibn al-Hajj al-Amin al-Tawathi al-Ghalawi's Kashf al-Ghummah fi Nafa al-Ummah. Da Biblioteca Mamma Haidara, Timbuktu

Os Manuscritos de Timbuktu é um termo genérico para um grande número de manuscritos (as estimativas variam de centenas de milhares), que estavam preservados muitos deles por particulares em Timbuktu, no Mali. Uma grande parte dos manuscritos é sobre arte, medicina, ciência e caligrafia do antigo califado abássida, e até mesmo várias inestimáveis cópias antigas do Alcorão.

A maioria dos manuscritos foram escritos em árabe, mas alguns foram também em línguas locais, incluindo Songai e Tuaregue.[1] As datas dos manuscritos variou entre o fim do século XIII e início do século XX (ou seja, a partir da islamização do Império do Mali até o declínio da educação tradicional no Sudão Francês).[2]

O assunto varia de trabalhos acadêmicos a curtas letras. Os manuscritos foram passadas de pais para filhos nas famílias de Timbuktu e se encontram em sua maioria em mau estado.[3] A maioria dos manuscritos permanecem por estudar e não são catalogados, e seu número total é desconhecido, passível apenas de estimativas aproximadas. Uma seleção de cerca de 160 manuscritos da Biblioteca Haidara Mamma em Timbuktu e da coleção Ahmed Baba foram digitalizados pelo Projeto Manuscritos Tombouctou na década de 2000.

Com o desaparecimento da educação árabe no Mali sob o domínio colonial francês, o apreço pelos manuscritos medievais diminuiu em Timbuktu, e muitos estavam sendo vendidos. [4] A revista Time cita que de um Imame comprou quatro deles por US $ 50 cada.

Muitos dos manuscritos foram destruídos, juntamente com muitos outros monumentos da cultura islâmica medieval em Timbuktu, pelos rebeldes islâmicos do Ansar Dine no conflito no norte do Mali.[5] > estes rebeldes querem implementar uma rigida teocracia no pais,[6] [7] destruindo a atual cultura islâmica local.[8]

O Instituto Ahmed Baba e uma biblioteca, ambos contendo milhares de manuscritos, teriam sido queimadas quando os islâmicos se retiraram de Timbuktu, em janeiro de 2013.[5] Jornalistas, entretanto, descobriram que pelo menos uma das bibliotecas estava em grande parte intacta, e que apenas algumas pilhas pequenas de cinzas, juntamente com dezenas de caixas vazias estavam presentes, sugerindo que os relatórios mais alarmantes eram infundados.[9] Um assessor do presidente maliense, bem como várias outras pessoas envolvidas com a preservação dos manuscritos, disseram que os documentos tinham sido evacuados em um local seguro em 2012, antes dos terroristas islâmicos invadissem Timbuktu.[10]

Pesquisa[editar | editar código-fonte]

O "Projeto Manuscritos de Timbuktu" era um projeto da Universidade de Oslo, que durou de 2000 a 2007, cujo objetivo era ajudar na preservação física dos manuscritos, digitalizá-los e construir um catálogo eletrônico, tornando-os acessíveis para a pesquisa.[11] É foi financiado pelo governo do Luxemburgo, [12] juntamente com a Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (NORAD), a Fundação Ford, o Conselho Norueguês para o Programa de Educação Superior de Pesquisa Desenvolvimento e Educação (NUFU), e do Fundo dos Estados Unidos para Preservação Cultural.

Referências

  1. Lydia Polgreen, Timbuktu Hopes Ancient Texts Spark a Revival, NYT 7 August 2007
  2. Tombouctou Manuscripts Project
  3. "Towards an omnilingual word retrieval system for ancient manuscripts". Pattern Recognition Volume 42, Issue 9, September 2009, Pages 2089–2105.
  4. THE TIMBUKTU MANUSCRIPTS – REDISCOVERING A WRITTEN SOURCE OF AFRICAN LAW IN THE ERA OF THE AFRICAN RENAISSANCE by NMI Goolam
  5. a b Harding, Luke (January 28, 2013). Timbuktu mayor: Mali rebels torched library of historic manuscripts The Guardian.. Página visitada em January 28, 2013.
  6. Mali: Timbuktu heritage may be threatened, Unesco says BBC News (3 April 2012). Página visitada em 3 April 2012.
  7. Kosciejew, Marc (10 April 2012), "Mali’s Azawadian Factor, Part 1: Tuareg Secession, Al-Qaeda in the Islamic Maghreb, and an Impending Humanitarian Disaster", Robben Island (Center for African Affairs and Global Peace), http://www.caaglop.com/robbenisland-blog/tag/ansar-dine/ 
  8. Krista Larson (28 janeiro 2013). Mali military enters fabled town of Timbuktu (em en) AP News. Página visitada em 4 fevereiro 2013.
  9. "Priceless manuscripts missing in Timbuktu", 28 January 2013.
  10. Mali: Timbuktu Locals Saved Some of City’s Ancient Manuscripts from Islamists
  11. Project homepage
  12. UNESCO.org – Timbuktu Manuscripts Project Continues with Preservation Study Tours

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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