Marabá

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Município de Marabá
"Capital do Carajás"[1]
"Cidade Poema"
"Terra da Castanha"
Acima a esquerda esta a orla de Marabá; acima à direita está a Igreja de São Félix de Valois e a Biblioteca Municipal Orlando Lima Lobo; no centro está a Ponte Mista de Marabá sobre o Rio Tocantins; abaixo à esquerda está a Praça da criança; abaixo à direita está a Praça Duque de Caxias.

Acima a esquerda esta a orla de Marabá; acima à direita está a Igreja de São Félix de Valois e a Biblioteca Municipal Orlando Lima Lobo; no centro está a Ponte Mista de Marabá sobre o Rio Tocantins; abaixo à esquerda está a Praça da criança; abaixo à direita está a Praça Duque de Caxias.
Bandeira de Marabá
Brasão de Marabá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 5 de abril
Fundação Fundada primeiramente em novembro de 1808 (205 anos)

Refundada em dezembro de 1894 (119 anos)

Emancipação 27 de fevereiro de 1913 (101 anos)
Gentílico marabaense
Lema Favante Deo ad astra vehimvr
"Com a ajuda de Deus aos astros chegaremos"
Prefeito(a) João Salame Neto (PROS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Marabá
Localização de Marabá no Pará
Marabá está localizado em: Brasil
Marabá
Localização de Marabá no Brasil
05° 22' 08" S 49° 07' 04" O05° 22' 08" S 49° 07' 04" O
Unidade federativa  Pará
Mesorregião Sudeste Paraense IBGE/2008[2]
Microrregião Marabá IBGE/2008[2]
Região metropolitana Região Metropolitana de Marabá
Municípios limítrofes Novo Repartimento, Itupiranga, Nova Ipixuna e Rondon do Pará (ao norte); São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas (ao sul); Bom Jesus do Tocantins, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia (ao leste); e São Félix do Xingu (ao oeste).
Distância até a capital 500 km[3]
Características geográficas
Área 15 092,268 km² [4]
População 257,062 hab. IBGE/2013[5]
Densidade 0,02 hab./km²
Altitude 84 m
Clima Tropical semiúmido (Aw/As)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,668 (PA: 10º) – médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 3 601 647,000 mil IDESP/2010[7]
PIB per capita R$ 15 427,00 IDESP/2010[7]
Página oficial
Prefeitura www.maraba.pa.gov.br
Câmara www.maraba.pa.leg.br

Marabá (AFI[maɾa'ba]) é um município brasileiro situado no estado do Pará, sede da Região Metropolitana de Marabá. Pertencente à mesorregião do Sudeste Paraense e à microrregião homônima, está a sul da capital do estado distando desta cerca de 500 quilômetros. Sua localização tem por referência, o ponto de encontro entre dois grandes rios, Tocantins e Itacaiunas, formando uma espécie de "y" no seio da cidade, vista de cima. É formada basicamente por seis distritos urbanos interligados por rodovias.[8] [9]

O povoamento da região de Marabá se deu nos fins do século XIX, com a chegada de imigrantes goianos e maranhenses. A emancipação municipal ocorreu em 1913, com seu desmembramento do município de Baião. O desenvolvimento do município durante um grande período foi dado pelo extrativismo vegetal, mas com a descoberta da Província Mineral de Carajás,[10] Marabá se desenvolveu muito rapidamente, tornando-se um município com forte vocação industrial, agrícola e comercial.[11] Hoje Marabá é um grande entroncamento logístico, interligada por cinco rodovias ao território nacional, por via aérea, ferroviária e fluvial.[12]

Atualmente o município é o quarto mais populoso do Pará, contando com aproximadamente 257.062 mil habitantes segundo o IBGE/2013,[5] e com o 4º maior PIB do estado em 2010, com 3.601.647,000 mil,[7] o seu IDH é 0.668, sendo considerado médio pelo PNUD/2010[6] e sua renda per capita em 2010 era de 15.427,00.[7] É o principal centro socioeconômico do sudeste paraense e um dos municípios mais dinâmicos do Brasil.[13]

Marabá tem como característica sua grande miscigenação de pessoas e culturas, que faz jus ao significado popular do seu nome: "filho da mistura".[nota 1] A cidade também é conhecida como Cidade Poema, pois seu nome foi inspirado no poema Marabá do escritor Gonçalves Dias.[14]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A etimologia da palavra "Marabá" é de um vocábulo indígena "mayr- abá", que significa filho do estrangeiro com a índia ou ainda, fruto da índia com o branco.[15]

Um poema escrito por Gonçalves Dias teria inspirado Francisco Coelho a denominar o seu armazém de aviamento de Casa Marabá, no então povoado de Pontal. O armazém, na verdade um grande barracão, servia aos pioneiros de todo tipo de secos e molhados. Lá, segundo a tradição, Coelho comprava o caucho coletado, andiroba, copaíba, frutos da mata, caças diversas, e nos fundos mantinha um cabaré, com a venda de bebidas e shows com mulheres.[16]

Somente em 1904 a subprefeitura do "Burgo do Itacaiúnas", é transferida para o povoado de Pontal, na época com 1500 habitantes, com o nome de Marabá. É a primeira vez que esta denominação aparece em um documento oficial.[17]

História[editar | editar código-fonte]

A índia Marabá, óleo sobre a tela de João Batista da Costa.

A história de Marabá compreende, tradicionalmente, o período desde a chegada dos comerciantes de drogas do sertão, e chefes políticos deslocados do norte da província de Goyaz, até os dias atuais. Embora o seu território seja habitado continuamente desde tempos pré-históricos por índios nômades, a região permaneceu praticamente intocada até o início da década de 1890, com raros contatos com europeus e bandeirantes, que desde o século XVI exploravam a região.[18]

A primeira tentativa oficial de colonização ocorreu em 1808, quando em um decreto Dom João VI aprova a criação da Capitania de São João das Duas Barras e nomeia Theotônio Segurado para ouvidor da mesma.[19] A capitania existiu entre 1808 e 1814, e compreendia os territórios dos estados brasileiros do Tocantins, na época capitania de Goyaz, e a porção sul da capitania do Grão-Pará.[20] Durante o período em que sustentou o status de capitania, teve duas sedes, sendo uma delas a freguesia de Barra do Tacay-Una, atual Marabá.[21] [22]

Colonização e povoamento[editar | editar código-fonte]

Os primeiros a participarem da formação do povoado de Marabá foram chefes políticos deslocados de guerrilhas que tinham como palco o norte de Goyaz, mais precisamente a cidade de Boa Vista do Tocantins (atual Tocantinópolis). O coronel Carlos Leitão, acompanhado de seus familiares e auxiliares de trabalho, deslocou-se em dezembro de 1894 para o sudeste do Grão-Pará, estabelecendo seu primeiro acampamento em localidade situada em terras próximas a confluência do rio Itacaiunas. Fixaram-se definitivamente, na margem esquerda do Tocantins, cerca de 10  km rio abaixo do outro acampamento, em local a que foi denominado de Burgo do Itacayuna, em 5 de agosto de 1895.[23]

Do ponto em que foi instalado o acampamento, os colonos começaram a abrir caminho na floresta a procura de campos naturais que servissem para criação de bovinos. Em uma dessas incursões, encontrou-se uma árvore que escorria leite vegetal de seu caule, da qual suspeitou ser caucho - árvore da qual se extrai o látex, e se produz a borracha. Em 1895, Carlos Leitão seguiu para a capital da província para ter reunião com o então presidente do Grão-Pará, José Paes de Carvalho, a quem solicitou colaboração, visto a necessidade de se colonizar a região. Paes de Carvalho contemplou o coronel Leitão com seis contos de reis em dinheiro e estoque de medicamentos que seriam empregados no combate à doenças tropicais.[24] Conseguido seu intento de ajuda e por terem os testes do leite vegetal endurecido comprovado que se tratara de látex (borracha) de caucho, Leitão, de volta ao Burgo do Itacayuna, difundiu a informação a todos da pequena colônia. Nos meses que se seguiram, chegaram os primeiros grupos de trabalhadores para extração do caucho.[25]

O comerciante maranhense Francisco Coelho teria sido um dos primeiros a estabelecer-se no local, entre os rios Tocantins e Itacaiunas, em 7 de junho de 1898. O objetivo era negociar com os extratores de caucho, que passando pela foz do rio Itacaiunas, navegavam pelo rio Tocantins.[26] Os registros atribuem a Francisco Coelho o nome da localidade que viria a ser a sede do município de Marabá. Ele teria instalado no local uma casa comercial – Casa Marabá - cujo nome era uma homenagem ao poeta Gonçalves Dias. O nome do ponto comercial paulatinamente passou a designar a pequena vila que se formou na confluência do rio Itacaiunas.[27]

Formação do município[editar | editar código-fonte]

Embarque de castanha-do-pará em pequenas embarcações.

Desse entreposto comercial, onde o "Itacaiunas desaguando no Tocantins, apertando uma faixa de terra em forma de península"[nota 2] , surgiu a cidade de Marabá. Criado em 27 de fevereiro de 1913, através da lei estadual nº 1278, o município foi instalado formalmente em cinco de abril do mesmo ano, data que passou a ser comemorada como seu aniversário. O primeiro intendente municipal, cargo à época correspondente ao de prefeito, foi o coronel Antônio Maia escolhido e nomeado na data de instalação. Marabá, mesmo sediando o município, permaneceu com a categoria de vila por quase dez anos, recebendo o título de cidade em 27 de outubro de 1923, através da lei estadual nº 2207[28] . Em 1914, Marabá passou a sediar a comarca, ato instituído através do decreto nº3.057 de 7 de fevereiro de 1914. A instalação da comarca se deu em 27 de março de 1914, procedida pelo juiz de direito Monteiro Lopes[29] .

As frentes migratórias para a região de Marabá, a partir de meados da década de 1920, destinavam-se especialmente, a extração e a comercialização de castanha-do-pará e, desde os fins da década de 1930, no garimpo de diamantes no leito do rio Tocantins.[30] A cidade recebia imigrantes vindos de várias regiões do Brasil, principalmente do nordeste (com destaque ao Piauí e Maranhão) de Goiás e Minas Gerais, e imigrantes árabes (com destaque aos libaneses, palestinos e sírios), constituindo uma camada importante na sociedade local. Em 1929, a cidade já se encontra iluminada por uma usina à lenha e em 17 de novembro de 1935 o primeiro avião pousa no aeroporto recém inaugurado na cidade. Nesse período, a cidade era composta por 450 casas e 1500 habitantes fixos.[31]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Com a abertura da PA-70 (atualmente um trecho da BR-222), em 1969, Marabá é ligada à Rodovia Belém-Brasília. A implantação de infra-estrutura rodoviária fez parte da estratégia do governo federal de integrar a região ao resto do país.[32] Além disso, o plano de colonização agrícola oficial, a instalação de canteiros de obras, especialmente a construção da Hidroelétrica de Tucuruí, a implantação do projeto ferro Carajás (todos estes depois inseridos no Programa Grande Carajás)[33] e a descoberta da mina de ouro da Serra Pelada, aceleraram e dinamizaram as migrações para Marabá nas décadas de 1970 e 1980.[34]

Em 1970, o município foi declarado Área de Segurança Nacional (Decreto-lei nº 1.131, de 30 de outubro de 1970), condição que perdurou até o fim da ditadura militar em 1985.[35] Aliado ao fato de a região ser estratégica para a política de integração, ela foi o ambiente da Guerrilha do Araguaia, resultando numa presença ostensiva das tropas do Exército Brasileiro, tornando a cidade uma das bases de operações das tropas federais. Também em 1970 foi criado o PIN (Programa de Integração Nacional) que, dentre outras medidas, previa a construção da rodovia Transamazônica, cujo primeiro trecho foi inaugurado em 1971,[36] juntamente com a criação de um posto do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Marabá.[11]

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Praça Duque de Caxias.

Em 1980 a cidade é assolada pela maior enchente da sua história, o Rio Tocantins sobe 17,42 metros. Em consequência disto há uma reformulação no planejamento, sobre crescimento e expansão urbana da cidade.[37] Em 1984, entra em funcionamento a Estrada de Ferro Carajás, e em 1988 dá início aos preparativos para a instalação de indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios econômicos para o município.[38]

Em 1985 Marabá deixa de ser área de Segurança Nacional e na eleição para prefeito - a primeira eleição direta realizada sob a égide da Nova República - Hamilton Bezerra (PMDB) derrota Vavá Mutran (PDS), cessando uma longa hegemonia na política local, da chamada "oligarquia da castanha". Tal fato aconteceu devido o apoio de boa parte das lideranças camponesas, do então governador Jader Barbalho e de movimentos sociais.[39]

Em 1987 ocorreu um conflito que ficou conhecido como o Massacre de São Bonifácio ou Guerra da Ponte. A peleja ocorreu entre os garimpeiros de Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará com o auxílio do Exército Brasileiro. A manifestação que gerou o massacre, bloqueou o acesso à Ponte Mista de Marabá e pedia a reabertura de Serra Pelada com o rebaixamento da cava do garimpo. O governo informou inicialmente que duas pessoas morreram, depois acresceu esse número para nove, contudo há registros que constam que houve setenta e nove (79) garimpeiros desaparecidos em decorrência do conflito, no entanto, por parte das tropas da Polícia e do Exército não houve registros de baixas. Tal episódio tem características muito semelhantes aos do Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, contudo este ocorreu nove anos antes, na ponte sobre o Rio Tocantins.[40]

Da década de 1990 à crise econômica[editar | editar código-fonte]

A década de 1990 é marcada pelo acirramento dos conflitos no meio rural. Neste período há uma explosão demográfica muito grande nesta região, causada principalmente pela grande demanda de mão-de-obra, não acompanhadas de políticas estatais de contenção demográfica e qualificação do trabalhador. A mão-de-obra não-qualificada acabava sendo deslocada para a zona rural, que aliada as questões de irregularidades fundiárias existentes desde a década de 1970, acabavam por aumentar as tensões no meio rural[41] . Tais tensões no campo culminaram em assassinatos de sindicalistas, camponeses, líderes religiosos e políticos.[42]

Em 2011 Marabá participou ativamente com todo o sudeste do Pará, da consulta plebiscitária que definiu sobre a divisão do estado do Pará. O município é filiado e sedia os dois principais organismos de luta pela causa na região, a "Comissão Brandão" e a "AMAT Carajás".[43] Embora a expressiva votação favorável no plebiscito em Marabá, tendo alcançado entre a população local mais de 90% de aprovação pela criação do estado do Carajás,[44] o peso da região de Belém se fez maior, e se sobrepôs ao anseio local.[45] Entretanto, mesmo com a derrota na votação, o município continua, juntamente com a região, a pleitear a separação para criação do estado do Carajás.[43]

Desde o estouro da Grande Recessão no Brasil em 2008, Marabá sofreu um processo de desindustrialização. O parque industrial da cidade que chegou a ter 11 grandes siderúrgicas funcionando com capacidade plena em janeiro de 2008, chegou a julho de 2009 com somente uma das empresas operando regularmente. Os principais mercados consumidores da gusa e do aço do município, os Estados Unidos, o Japão e a China, reduziram sua demanda e forçaram as empresas a dar férias coletivas aos funcionários.[46] [47]

Entre 2011 e meados de 2013 Marabá sofreu efeitos de "refluxo" da crise econômica iniciada em 2008, causados principalmente por dois fatores: primeiro foi a formação de uma bolha de preços no mercado imobiliário local, que estavam superaquecidos artificialmente desde 2010;[48] e o segundo efeito foi uma grande crise fiscal que se desenrolou desde o início de 2012, em função dos desacertos de política econômica a nível municipal, que levaram ao inchaço da máquina pública mesmo em períodos de sérias dificuldades econômicas no município.[49]

Centenário - presente[editar | editar código-fonte]

O ano de 2013 foi especial para o município, pois culminou em seu centenário de emancipação política. Na semana do centenário, entre 1 e 7 de abril, muitas programações culturais e artísticas foram realizadas no município. Várias celebrações foram feitas, dentre elas a reconstituição da viagem de balsa capitaneada por Carlos Leitão de Carolina até Marabá[50] . A expedição, com balsa construída inteiramente talos e palhas de Buriti[51] , no intuito de replicar a característica da embarcação original construída pelo Coronel Leitão, foi promovida pela equipe de técnicos e pesquisadores da Casa da Cultura, que por impossibilidade de navegação em virtude da existência da Hidroelétrica do Estreito, não saiu de Carolina, mas da cidade vizinha, Estreito. Todo percurso iniciou-se em 16 de abril e foi finalizado no dia 27 de abril, com grande festa em Marabá[52] [53] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Em destaque, uma Bertholletia excelsa, árvore símbolo do município.

Ocupando uma área de 15.092,268 km², Marabá conta atualmente com 251 885 habitantes, é o décimo município mais populoso da Amazônia. A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 05º 21' 54" latitude Sul e 049º 07' 24" longitude WGr. Localizada no sudeste do Pará, na microrregião de Marabá, limita-se com os municípios de: Novo Repartimento, Itupiranga, Nova Ipixuna e Rondon do Pará (ao norte); São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas (ao sul); Bom Jesus do Tocantins, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia (ao leste); e São Félix do Xingu (ao oeste).[54]

A topografia do município de Marabá apresenta as maiores altitudes da região Sudeste do Pará, através das serras dos Carajás, Sereno, Buritirama, Paredão, Encontro, Cinzento e Misteriosa. Desse complexo, destaca-se a serra dos Carajás, como a de maior porte. Entretanto, é na serra do Cinzento que se encontra a altitude máxima do município de Marabá, com 792 metros. As serras dos Carajás, Cinzento e Buritirana estão situadas em áreas de conservação, sob jurisdição federal, denominadas de Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri e a Reserva Biológica do Tapirapé, onde se encontram diversas cavernas. Suas formas de relevo estão englobadas pela unidade morfoestrutural denominada de Depressão Periférica do Sul do Pará, onde dominam os planaltos amazônicos.[55]

É bastante diversificada a cobertura vegetal do município de Marabá. A fitofisionomia das florestas do município de Marabá se caracteriza por três tipos: A floresta ombrófila aberta, a floresta ombrófila densa e as áreas antrópicas. Na área urbana de Marabá predominam as florestas antrópicas. Por apresentar esta característica tão diversa o município detém um dos maiores patrimônios naturais do Brasil, abrigando em seu território grandes reservas florestais como a Reserva Biológica do Tapirapé, com 103.000 ha (1.030 km²), e a Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, com 190.000 ha (1.900 km²), além da Terra Indígena Mãe Maria, com 64.488.416 ha (644.88 km²), que fica próximo a sede municipal de Marabá, esta pertencendo ao município de Bom Jesus do Tocantins [56]

Marabá está situada em uma área de baixa altitude, na confluência de dois rios – o Itacaiunas e Tocantins – e sofre com as enchentes anuais em decorrência da topografia e da influência direta de quatro rios: Itacaiunas, Tocantins, Tauarizinho e Sororó. Além das bacias relativas a estes rios, o município está inserido nas bacias dos rios Aquiri, Tapirape, Cinzento, Preto, Parauapebas e Vermelho. Destas, estão incluídas totalmente na área do município as bacias dos rios Tapirapé, Cinzento e Preto. Destaca-se a bacia do Itacaiúnas por banhar todo o município, em cuja foz encontra-se a sede municipal de Marabá e cobre a maior área, isto é, 5.383,4 km².

  • Rio Tocantins – é um rio brasileiro que nasce no estado de Goiás, passando logo após pelos estados do Tocantins, Maranhão e Pará, até chegar na foz do Rio Amazonas, onde este desemboca as suas águas.
  • Rio Itacaiunas - Rio que nasce na Serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, estado do Pará, e é formado pela junção de dois rios, o da Água Preta e o Azul. Desemboca na margem esquerda do Rio Tocantins, próximos a cidade de Marabá.
  • Existem ainda outros rios importantes que atravessam o território do município que são afluentes do Rio Itacaiúnas, como os rios: Preto, Parauapebas, Vermelho, Aquiri, da Onça, Sororó, Tapirapé, entre outros.[57]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Marabá por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 140,7 mm 16/01/1978 Julho 48 mm 06/07/1991
Fevereiro 157,5 mm 01/02/1974 Agosto 115,3 mm 29/08/1979
Março 140,6 mm 08/03/1975 Setembro 120 mm 18/09/1991
Abril 133 mm 02/04/2004 Outubro 124,5 mm 25/10/1976
Maio 93 mm 02/05/2009 Novembro 162,8 mm 02/11/2011
Junho 49,2 mm 01/06/1986 Dezembro 182 mm 22/12/1991
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 1973 a 2013.[58]

O clima é tropical semiúmido (Aw/As) com temperatura média anual em torno dos 26 ºC e índice pluviométrico elevado, próximo aos 2 200 milímetros (mm) anuais. Setembro e outubro são os meses mais quentes, com temperatura média de 26,9 ºC, e fevereiro é o mais frio, com média de 25,7 ºC. Os meses com maior média de pluviosidade são março (421 mm) e fevereiro (405 mm), enquanto os menores são agosto (15 mm) e julho (24 mm).[59] [60] A umidade do ar é relativamente elevada durante todo o ano, com médias entre 75 % a 90 %, e o tempo médio de insolação é de aproximadamente 1 900 horas por ano.[61] [62] A velocidade média do vento é de 1,4 m/s, com predominância no sentido do NE.[63]

Por estar situada próxima à linha do equador, nome dado à linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação, a região de Marabá sofre influência de vários fatores macroclimáticos que originam: A convergência dos ventos alísios, a elevada evaporação e as altas temperaturas, assegurando umidades absolutas elevadas, permitem o transporte atmosférico de grandes massas de vapor de água, a umidade relativa do ar se mantêm elevada e a capacidade de geração de precipitação convectiva é elevada durante todo o ano.[64] [65]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1973 e 2013, a menor temperatura registrada em Marabá foi de 15,6 ºC em 20 de outubro de 1975,[66] e a maior atingiu 39,7 ºC em 1º de setembro de 1991.[67] O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 182 milímetros em 22 de dezembro de 1991. Outros grandes acumulados foram 162,8 milímetros em 2 de novembro de 2011, 157,5 milímetros em 1º de fevereiro de 1974, 150,8 milímetros em 7 de dezembro de 1990 e 150,3 milímetros em 8 de fevereiro de 2011.[58]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Marabá Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 36,3 35,9 35,5 36,7 36,7 37,9 38,2 39,3 39,7 38,1 36,1 36,1 39,7
Temperatura máxima média (°C) 30,5 30,5 30,8 31,3 31,9 32,3 32,8 33,4 32,7 32 31,4 30,8 31,7
Temperatura média (°C) 25,9 25,7 25,9 26,3 26,6 26,4 26,3 26,9 26,9 26,6 26,5 26 26,3
Temperatura mínima média (°C) 22,3 22,2 22,5 22,6 22,5 21,6 21,1 21,5 22,4 22,4 22,4 22,2 22,1
Temperatura mínima registrada (°C) 20 16,8 18 18 17,6 18,3 16,5 16 17 16 16,7 17,4 15,6
Chuva (mm) 253,3 405 421,1 313 97,6 38,5 24 14,6 62,9 121,9 156,3 266 2 174,1
Dias com chuva (≥ 1 mm) 16 19 20 16 9 5 3 2 5 8 9 15 127
Umidade relativa (%) 86 87 87 87 84 79 77 76 78 81 83 86 82,6
Horas de sol 129,2 116,9 141,6 161,2 199,4 227,7 248,7 198,9 122,3 106,9 111,9 119,4 1 884,1
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[59] [68] [69] [60] [70] [62] [61] recordes de temperatura: 1961 a 2013).[66] [67]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município de Marabá tem uma área de 15.092,268 km²[4] . Sua expansão urbana e rural se define pelos grandes acidentes geográficos presentes em todo o território do município. A área urbana do município corresponde somente por cerca de 0,20% da área total do mesmo ou 29,97 km².[71]

Estima-se que neste município residam em torno de 251.885 habitantes, divididos em 123.206 homens e 120.380 mulheres, de acordo com a pesquisa do IBGE em 2013,[5] porém o Ministério da Saúde aumenta esse número em 7% quando são repassados recursos do Sistema Único de Saúde para a cidade, elevando-o para 255.518 moradores. Uma população bastante miscigenada, praticamente todos os estados brasileiros estão representados em Marabá, com maior volume de nordestinos, mas goianos, paulistas e mineiros também fixaram moradia no município.[72] [73] Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marabá possuía 111.481 eleitores em 2006.[74] Marabá teve considerável crescimento populacional a partir de 1970, como pode verificar no gráfico abaixo.[5] [75]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Marabá é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo seu valor de 0.668. Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0.564, enquanto o do Brasil é 0.637, o índice da longevidade é de 0.785 (o brasileiro é 0,816) e o de renda é de 0.673 (o do Brasil é 0.739).[6] Marabá possui todos os indicadores abaixo da média nacional segundo o PNUD.[76] A renda per capita é de 15.857,00 reais, a taxa de alfabetização é 93,93% e a expectativa de vida é de 72,09 anos.[77] O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,41,[78] sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 42,73% e a incidência da pobreza subjetiva é de 46,50%. A população marabaense é composta de 35,1% de brancos, 61,4% de pardos, 6,5% de pretos e 2% de pessoas de outras etnias.[79]

Religião[editar | editar código-fonte]

Na administração da Igreja Católica Romana, o município é abrangido pela Arquidiocese de Belém do Pará[80] e pela Diocese de Marabá.[81] Desde as suas origens Marabá tem muita ligação com seu padroeiro, São Félix de Valois.[82] .

O município possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Adventista, a Igreja Batista, a Assembleia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras.[83] Atualmente vem crescendo o número de protestantes em Marabá. As igrejas protestantes se espalham por todos os bairros da cidade, o que mostra a grande popularidade que estas conseguiram.[84] [85]

Entre outras religiões, se destacam em Marabá em número de adeptos ao Judaísmo, ao Budismo, Testemunhas de Jeová e Igreja Messiânica Mundial, religiões que vem apresentando um pequeno crescimento nos últimos anos. O município possui 56,91% de católicos, 30,91% de protestantes, 0,38% de espíritas, 0,04% de Umbanda e Candomblé, 0,02% de Judaica, 0,06% de budistas, 10,85% não tem religião e 0,12% são ateus e agnósticos.[83]

Evolução demográfica de Marabá[86] [87] [88] [89]


Política[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Constituição de 1988, Marabá está localizada em uma república federativa presidencialista. A forma de Estado foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do direito positivo. O federalismo no Brasil é mais centralizado do que o federalismo estadunidense; os estados brasileiros têm menos autonomia do que os estados norte-americanos, especialmente quanto à criação de leis.[90] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[91]

Fórum da Subseção Judiciária de Marabá, responsável por toda a região do Sudeste Paraense.

O primeiro representante do poder executivo e Intendente do município foi Antônio da Rocha Maia, nomeado logo após a emancipação do município. Nos últimos anos o cargo foi ocupado por Maurino Magalhães de Lima[92] . Em 2013 assumiu a prefeitura João Salame Neto (PROS)[93] .

A câmara de vereadores representa o poder legislativo. Sua bancada é formada por vinte e um vereadores,[94] e está composta da seguinte forma:[95] duas cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT); uma cadeira do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma cadeira do Partido Social Democrático (PSD); uma cadeira do Partido Humanista da Solidariedade (PHS); duas cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); três cadeiras do Partido Republicano da Ordem Social (PROS); uma cadeira do Partido Republicano Brasileiro (PRB); duas cadeiras do Partido Progressista (PP); três cadeiras do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); uma cadeira do Partido da Mobilização Nacional (PMN); uma cadeira do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e; duas cadeiras do Partido da República (PR).

Contexto regional[editar | editar código-fonte]

A Comarca Judiciária de Marabá[96] não faz parte da administração direta de Marabá, contudo é responsável pelos municípios da Microrregião de Marabá. A Subseção Judiciária de Marabá é responsável por todo o Sudeste Paraense,[97] portanto, Marabá sedia todos os órgãos judiciários da região e entorno.

O município de Marabá faz parte da Mesorregião do Sudeste Paraense e da Microrregião de Marabá. A microrregião de Marabá tinha uma população estimada em 2006 pelo IBGE em 259.514 habitantes e está dividida em cinco municípios, que além de Marabá tem: Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, São João do Araguaia, e São Domingos do Araguaia.[98]

No contexto macro-político, Marabá sedia diversos órgãos federais e estaduais inclusive as sedes da Associação dos municípios do Araguaia e Tocantins e do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Araguaia e Tocantins. A cidade também sedia os fóruns sobre a temática da nova unidade federativa de Carajás.[99]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município de Marabá está oficialmente subdividido em dezessete distritos. Seis deles são urbanos, pois se encontram na sede do município e os outros onze se encontram na zona rural.[8] Devido às dimensões e aos grandes acidentes geográficos presentes em todo seu território, algumas vilas e comunidades da zona rural encontram-se isoladas e são administradas por municípios vizinhos e, em contrapartida, Marabá administra comunidades de municípios do entorno que estão mais próximas de sua zona urbana.[100]

Não há informações exatas de quantos bairros há em Marabá. Isto se deve ao mal planejamento das ações públicas e a grande quantidade de ocupações irregulares,[101] invasões, além de inúmeros loteamentos.[102]

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Distritos Urbanos

Distritos Rurais

  • Alto Bonito
  • Brejo do Meio
  • Capistrano de Abreu
  • Carimã
  • Itainópolis
  • Josinópolis
  • Muru-Muru
  • Santa Fé
  • Três Poderes
  • Sororó
  • Vila União

Economia[editar | editar código-fonte]

O município de Marabá vivenciou vários ciclos econômicos. Até o início da década de 1980 a economia era baseada no extrativismo vegetal. No início o extrativismo girava em torno do látex do caucho, cuja lucrativa exploração atraiu grande número de nordestinos. Desde o fim do século XIX (1892) até o final da década de 1940, o extrativismo foi marcado pelo ciclo da borracha que contribuiu sobremaneira para a economia do Município e da região, porém, a crise da borracha levou o município a um novo ciclo, desta vez, o ciclo da castanha-do-pará, que liderou por anos a economia municipal. Houve também o ciclo dos diamantes, nas décadas de 1920 e 1940, que eram principalmente encontrados às margens do rio Tocantins. Com o despontamento da Serra Pelada e por situar-se na maior província mineral do mundo, Marabá também viveu o ciclo dos garimpos, que teve como destaque maior, a extração do ouro.[103]

Desde o início da década de 1970 o município passou a vivenciar a instalação do Projeto Grande Carajás,[104] e posteriormente de indústrias sídero-metalúrgicas, que dinamizaram bastante a economia local.[105]

Porém desde meados de 2008 o município vem sofrendo fortes impactos da Grande Recessão econômica que atinge o sistema financeiro global. O município, um dos maiores parques industriais do norte do Brasil, enfrenta forte um processo de desindustrialização, com o fechamento de 9 das suas 11 sídero-metalúrgicas.[46] [106] Efeitos de refluxo de crise aprofundaram ainda mais o abismo econômico de Marabá, que desde 2011 também enfrenta uma bolha de imobiliária[48] e uma profunda crise fiscal.[107]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Exportações de Marabá em 2012.
Atividades econômicas por número de empregados em 2012.

Hoje, Marabá é o centro econômico e administrativo da região conhecida como "fronteira agrícola Amazônica"[108] - maior produtora de commmodities agrícolas da amazônia brasileira.

A pecuária com base na criação de gado bovino, é uma atividade de grande importância para o município, além de assegurar uma das formas de subsistência da população, proporciona o desenvolvimento regional e local, pela criação em grande escala, sendo comercializado nas diversas regiões brasileiras, e também no exterior. O rebanho local é destaque pela sua qualidade, sendo um dos mais expressivos rebanhos bovinos do estado, resultado advindo do uso de tecnologia de ponta na seleção e fertilização. Possui também rebanhos de suínos, equinos e ovinos, além de grande criação de aves para corte.[109]

O setor pesqueiro também tem um relativo papel na base econômica local, exportando seu excedente para todo o norte e nordeste brasileiro. A agricultura do município é diversificada, tendo produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, como a castanha-do-brasil, milho, arroz e feijão, de frutas, como a banana, mamão e o cajá.[103]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Através da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará (CDI), foi instalado no final da década de 1980, numa área de 1.300 hectares, o Distrito Industrial de Marabá (DIM), para criar a base de um pólo sídero-metalúrgico para o beneficiamente e semibeneficiamento do minério de ferro extraído da Serra dos Carajás, atualmente sob concessão da Vale S.A.[105]

As indústrias sídero-metalúrgicas e a intensa atividade pecuária foram responsáveis por uma grande devastação ambiental na região.[110] Esta atividade industrial exige grande quantidade de carvão vegetal, que tem como principal depósito deste insumo a floresta nativa da região, que acabou por ser devastada. Em consequência da pressão da opinião pública as indústrias foram obrigadas a modificar seu modelo de produção, investindo em reflorestamento e produção de carvão através do coco da palmeira babaçu.[111]

O parque industrial do município tinha como principal dínamo o setor sídero-metalúrgico (beneficiamento e semibeneficiamento de ferro-gusa e aço), havendo também destaque às indústrias madeireira, moveleira e de utensílios cerâmicos.[112] A economia industrial do município também conta com a mineração de cobre e manganês,[113] e com a agroindústria. Em Marabá, a agroindústria trabalha com processamento de polpas, beneficiamento de arroz, leite e palmito.[114]

Desde o estouro da Grande Recessão no Brasil em 2008, Marabá sofreu um processo de desindustrialização. O parque industrial da cidade que chegou a ter 11 grandes siderúrgicas funcionando com capacidade plena em janeiro de 2008, chegou a julho de 2009 com somente uma das empresas operando regularmente. Os principais mercados consumidores da gusa e do aço do município, os Estados Unidos, o Japão e a China, reduziram sua demanda e forçaram as empresas a dar férias coletivas aos funcionários.[46] [115]

O maior rigor na aplicabilidade das legislações ambiental e trabalhista, coincidiu no momento de maior fragilidade do setor sidero-metalúrgico de Marabá.[116] O setor, que dependia de grandes quantidades de carvão vegetal para manter seus fornos funcionando,[117] contribuía para a grande taxa de desflorestamento na Amazônia,[46] [118] além de ser conivente em relação ao trabalho escravo nas propriedades rurais produtoras de carvão, permanecendo com tais práticas mesmo após seguidas denúncias.[119] Grandes operações do IBAMA e do MTE foram realizadas entre 2008 e 2011 resultando no fechamento por irregularidades de 8 das 11 indústrias. Em dezembro de 2012 estavam em operação somente as sídero-metalúrgicas Sinobras e Sidepar.[120]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

O setor de comércio e serviços também tem sua parcela de contribuição. Marabá conta com aproximadamente cinco mil estabelecimentos divididos entre comércio formado por micros, pequenas, médias e grandes empresas e serviços hospitalares, financeiros, educacionais, de construção civil e de serviços públicos.[72]

É um setor muito forte e que vem apresentando bons índices de crescimento. Isto se deve á posição de Marabá como entreposto regional, onde o município acaba naturalmente por sediar todos os principais organismos de representatividade do sul e sudeste do Pará (região do Carajás), dando assim ainda mais representatividade desta perante a região e o estado. O comércio é dinâmico graças exatamente a esta condição de entreposto comercial que Marabá desempenha em relação ao sul e sudeste do Pará.[121]

Em 2009 a receita orçamentária total do município era equivalente à R$ 293.226.123,00,[122] . Em 2010 o índice de consumo do município, que é o indicador que atribui a cada município a sua participação percentual no potencial total de consumo do país, era de US$ 19.719,10.[123] Ainda segundo o IBGE o número de unidades locais no município era de 2.852 empresas IBGE/2009[124] e número total de trabalhadores era de 34.609.[125]

Infraestrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Marabá conta com uma relevante infra-estrutura urbana, se comparado aos municípios da região do Carajás. O serviço de água e esgoto de Marabá é feito pela Cosanpa - Saneamento do Pará. A água consumida pelos habitantes de Marabá é proveniente dos rios Tocantins e Itacaiunas,[126] que passa por tratamento nas estações de tratamento de água do município.

A energia elétrica é fornecida pela empresa Celpa,[127] que possui quatro subestações, uma no bairro Folha 9, uma no bairro Jardim Vitória, uma no bairro Gabriel Pimenta (distrito da Morada Nova) e outra no distrito Industrial.[128] A subestação localizada no distrito da Morada Nova, é o centro distribuidor da rede Norte-Sul do sistema Eletrobrás, que fornece energia ao Sudeste do Brasil.

Marabá conta com 30 agências bancárias, com operações de crédito na casa dos R$ 288.112,00 mil (2008), e a poupança com R$ 109.804,00 mil (2008),[129] além de dois centros de distribuição dos correios.[130]

Segurança[editar | editar código-fonte]

Simulação de uma batida policial pelo 33º Pelotão de Polícia do Exército, que tem sua sede em Marabá

Devido ao forte crescimento econômico, que impulsiona grandes correntes migratórias, aliado a ineficácia Estatal de gerir políticas públicas de qualidade, principalmente para a juventude, Marabá vem apresentando altos índices de violência.[131] A cidade foi considerada a 3ª com maiores taxas de homicídio do Brasil, segundo a pesquisa do Instituto Sangari, em 2011,[132] e a 2ª entre as cidades onde os jovens brasileiros estão mais expostos à criminalidade, segundo o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2010.[131]

De acordo com o relatório da Organização dos Estados Ibero-Americanos de 2007, o município ainda apresentava altos índices de violência no campo, tendo como principais fatores: a grilagem de terras, o desmatamento ilegal e a pressão do agronegócio por mais terras somados à fraca atuação do Estado são os principais ingredientes para que a violência prolifere na região.[133] [134] O município ainda é um dos campeões de incidência de trabalho escravo, que somado aos indicadores de homicídios no campo coloca a cidade entre as líderes do ranking de violência no meio rural.[134]

Educação[editar | editar código-fonte]

Marabá conta com escolas em praticamente todas as regiões do município, contudo a educação está longe do ideal. As escolas da rede estadual contam com infra-estrutura precária, e em sua maioria encontram-se sucateadas. A rede municipal de ensino conta com escolas em melhores condições alcançando a meta do IDEB de 2015 para o município (4,1),[135] no entanto, na avaliação geral segundo o Ministério Público, o ensino ainda é de má qualidade.[136]

No que tange a educação profissional e superior, o município conta com duas universidades públicas, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e a Universidade do Estado do Pará, e com o Instituto Federal do Pará, e ainda com mais cinco faculdades privadas. Há inda vários centros de formação técnica como a Obra Kolping do Brasil e o SENAI.[137]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do IBGE/2005, Marabá possui 58 estabelecimentos de saúde, sendo 30 deles públicos, entre hospitais, prontos socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Em 2006 a cidade possuía 198 leitos para internação em estabelecimentos de saúde, sendo 123 públicos e 75 privados.[75] Há também o Centro de Referência à Saúde da Mulher (CRISMU) e o Hospital da Guarnição de Marabá (HGuMba), subordinada à 23ª Bda Inf Sl, sendo um dos melhores hospitais da região.[138]

Contudo os dados não refletem a qualidade da saúde no município. O Hospital Municipal de Marabá (HMM) é o responsável pelo atendimento ao público de Marabá e de toda a região, mas suas condições estruturais não permitem um ótimo atendimento devido à intensa demanda. Em 2007 foi inaugurado o Hospital Regional do Sudeste do Pará, com a intenção de desafogar o Hospital Municipal, entretanto, a demanda já havia crescido e o hospital não mais atendia o exigido.[24]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Marabá possui muitos meios de comunicação destacando-se os jornais. Os mais tradicionais são o Correio do Tocantins, criado em janeiro de 1983, pelo jornalista Mascarenhas Carvalho da Luz,[139] e o Jornal Opinião Marabá, criado em 1995 pelo jornalista João Salame Neto e o publicitário Cláudio Feitosa Felipeto.[140] Há também outros jornais mais novos em circulação, com destaque aos jornais Gazeta de Carajás, e Folha de Carajás.[141] Muitos jornais de Marabá circulam também em Belém e no Sudeste do Pará. Circulam no município também os jornais O Liberal, Diário do Pará, Jornal Amazônia, entre outros. Há quatro rádios na cidade: Liberal FM, Diário FM, Rádio Clube AM e Rádio Itacaiunas AM.[142]

Em Marabá há serviços de internet discada e banda larga (ADSL e via rádio) sendo oferecido por vários provedores.[143] A telefonia fixa é feita por operadoras como Embratel, TIM, Telefônica e Oi. As operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi oferecem serviço telefônico móvel com portabilidade.[144] O DDD de Marabá é 94 e o CEP de toda a cidade é 68500-000.[81]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Marabá tem uma razoável malha rodoferroviária que a liga a várias cidades do interior paraense e até a capital. Marabá é servida pelo Aeroporto João Correa da Rocha, que fica em Marabá, sendo um dos mais movimentados do Norte. Atualmente a frota de veículos em Marabá é de 47.898, sendo 14.008 automóveis, 2.862 caminhões, 355 caminhões-tratores, 4.808 caminhonetes, 20.060 motos, 345 ônibus e apenas 3 tratores agrícolas.[145] As rodovias Transamazônica, BR-222 e Paulo Fontelles passam pela área do município de Marabá, entretanto as três rodovias são muito requisitadas, causando muito trânsito e transtornos aos motoristas.[146]

Transporte aeroviário

Marabá conta com um aeroporto comercial em seu território, o Aeroporto João Correa da Rocha, a 6,5 km da Avenida VP-8 (centro da cidade), no distrito urbano Cidade Nova, atendendo a toda região com voos diários para Belém, Brasília e outros destinos.[147] Além do Aeroporto João Correa, localiza-se a cerca de 320 km da cidade o Aeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas, sudeste do Pará.[148] [149]

Rodovias e Vias públicas

Os principais acessos a outras cidades em Marabá são as BR-155, BR-230 e BR-153,[150] que a ligam a todo o Brasil, e também à rodovia estadual PA-150 (Rodovia Paulo Fontelles). Outro acesso de Marabá é feito pela rodovia BR-222, que liga a cidade a Região Nordeste do Brasil. A Avenida VP-8 interliga as rodovias da cidade e as regiões centrais à periferia.[151] Assim como outras vias importantes como a Avenida Antônio Vilhena a Avenida Nagib Mutran e a Avenida Antônio Maia que é a principal avenida do centro da cidade.[152]

Transporte coletivo

Marabá possui cerca de 20 linhas de ônibus circulares que levam a praticamente todos os bairros da cidade. O valor da tarifa do ônibus circular é R$ 2,00.[153] Os principais problemas no transporte coletivo de Marabá são crônicos, a demora dos ônibus, a lotação e o sucateamento da frota, resultam em um grande número de usuários e o pequeno número de veículos circulantes na cidade.[154]

Transporte ferroviário

Marabá é atravessada pela Estrada de Ferro Carajás, que liga a Serra dos Carajás ao Porto de Itaqui no Maranhão sendo utilizada para o transporte de passageiros e minérios (principalmente o minério de ferro). A Estação Ferroviária de Marabá fica próxima à BR-155.[155] Essa Ferrovia atualmente está concedida à Vale, e está em fase de duplicação.[156] O transporte de passageiros liga as cidades de Parauapebas à São Luís, sendo de grande importância para a cidade por se tratar de um transporte seguro e mais barato que a opção rodoviária.[157]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Palacete Augusto Dias.

Uma das principais fontes de renda da cidade é o turismo. O município possui várias atrações turísticas, com destaque aos seus grandes rios que além das praias oferece a pesca esportiva e a prática de esportes aquáticos.

Praia do Tucunaré
Uma das melhores opções de lazer da cidade é um dos pontos turísticos mais visitados. Emergente da vazante do rio Tocantins, logo após o período das chuvas a praia ocupa uma extensão de aproximadamente 5 km², sendo que três quartos são de areia fina e um quarto de formação vegetal. Situada em frente ao núcleo da Marabá Pioneira, as areias da ilha começam a ser avistadas em meados de abril, mas é na alta estação, em julho, que a procura é maior, tornando-a a atração principal.
Parque Zoobotânico de Marabá
É uma grande área verde preservada que fica próxima a zona urbana da cidade. Ainda pouco visitado e conhecido, tem uma grande diversidade de fauna e flora.
Praia do Geladinho
Localizada no distrito urbano de São Félix, surge também com a queda do nível das águas do rio Tocantins. Sua localização contrasta com a visão da Ponte Mista de Marabá, que escoa o minério extraído da Serra dos Carajás.
Igreja de São Félix de Valois
Foi a primeira capela construída em Marabá, como pagamento de uma promessa feita por Francisco Acácio, na década de 1920. A primeira construção foi destruída pela cheia de 1926 e outra igreja foi erguida no mesmo local. Foi o primeiro patrimônio histórico do município, tombado em 5 de abril de 1993. Localiza-se na Praça São Félix, no centro.
Palacete Augusto Dias
Antiga sede do Poder Legislativo foi construída na década de 30 para servir como sede da Prefeitura, da Câmara Municipal e do Fórum. Foi transformado em um museu.[158]
Fundação Casa da Cultura e Museu Histórico-Antropológico

A Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) é uma instituição de ensino e pesquisa sediada no município. Mantida pela prefeitura de Marabá, tem como principal atividade a pesquisa e resgate histórico regional, sendo a maior e mais bem estruturada instituição do tipo no sudeste do Pará (região de Carajás). Além de ensino e pesquisa desempenha funções de museu histórico, antropológico e natural. É uma das instituições mais respeitadas do norte e nordeste do Brasil no âmbito da pesquisa, resgate e preservação ambiental e histórica.[159]

Cultura e costumes[editar | editar código-fonte]

Culinária

A culinária marabaense se distingue um pouco da culinária paraense, mas tem muitos elementos desta, principalmente pelo fato de que todo o estado tem influência indígena neste ponto. Porém, em Marabá, alguns pratos relevam-se em relação ao resto do Pará, tanto por fator cultural quanto por fator étnico. Um exemplo disso é que o povoamento teve participação ativa de nordestinos, mineiros, goianos, palestinos e libaneses,[160] que trouxeram para Marabá seus costumes e seus tipos de comida.

São as principais iguarias da culinária local e as que se integraram aos costumes: Marizabel, Suco natural de Guaraná da Amazônia, Tucunaré ao leite de Castanha do Pará, Cozidão de Bagre, Pão de queijo, Tacacá, Esfirra, Arroz-doce e Cuscuz.

Há ainda muitos doces típicos: Bolo cabeça de negro, biscoitos de castanhas, castanha cristalizada, creme de cupu, Mungunzá e torta de castanha. [161]

Música e literatura

Devido à intensa migração ter trazido brasileiros de todas as partes para o município, a cultura local diferenciou-se da cultura tradicional paraense, inclusive na música. É possível observar a preferência pelos gêneros sertanejo, forró e reggae, distanciando-se um pouco do brega que é estilo musical predominante no Pará.[162]

A influência de outras culturas se deu também no campo da literatura.[163] As misturas decorrentes das migrações têm ocasionado a produção de uma literatura e de uma arte diferente e de qualidade, ou seja, uma significação positiva dos desdobramentos da migração como produtividade cultural enriquecida pelos cruzamentos. Os principais expoentes da literatura local são Ademir Braz[164] e Frederico Morbach.[165]

Festas populares

Festas juninas

No mês de junho, Marabá busca preservar as tradições ao comemorar os festejos juninos. A Secretaria Municipal de Cultura abre inscrições para os grupos de bois-bumbá, quadrilhas roceiras e alegóricas, que fazem o espetáculo maior da festa caipira. Tradicionalmente a festa acontece na Praça São Félix de Valois, mas foi inovado em 1999, com apresentações em outros distritos da cidade, com desfiles dos participantes na Avenida Antônio Maia, em direção ao Arraial da Praça, onde se encontram montadas barracas de comidas típicas e bebidas, completando o sucesso da festa.[166]

Festejo de São Félix de Valois

São Félix de Valois (lê-se valoá)[nota 3] é o Padroeiro de Marabá. Todos os anos, uma festa é feita em sua homenagem. Durante dez dias, na praça da primeira igreja erguida na cidade acontecem quermesses com música ao vivo, comidas típicas, bingos, leilões entre outras opções.

A procissão que complementa as homenagens ao padroeiro acontece no dia 20 de novembro e percorre as ruas da Velha Marabá.[167]

Eventos[editar | editar código-fonte]

A cidade de Marabá sedia inúmeros eventos de relativa repercussão tais como:

Ficam – Feira da Indústria, Comércio e Arte de Marabá

Durante o período da feira, que acontece no mês de setembro, há shows com atrações regionais e nacionais, ações promocionais em estandes de empresas e praça de alimentação oferecendo comidas típicas. Em 2010 cerca de 60 mil visitantes passaram pelo evento.[168]

Feirarte – Feira de Arte e Artesanato de Marabá

A Feirarte eve início em novembro de 1997 e ocupou espaço no calendário de eventos da cidade. Tem como objetivo comercializar e divulgar os produtos artesanais e das artes do município e região, que fazem a grande atração da feira com exposição de quadros, esculturas, pinturas em tecido e porcelana, artesanato em palha, vime, couro, madeira, vidro, gesso, barro, bordados em crochê e tapeçaria.[169]

Expoama
Prática de Jet ski em Marabá.

A Exposição Agropecuária de Marabá acontece no Parque de Exposições de Marabá e tem início sempre na primeira semana de julho. É um dos eventos mais prestigiados da cidade com atrações artísticas diversas nos festivais musicais, como cantores de rap e música sertaneja, bandas de axé, reggae, forró e de pop rock.[170]

A Expoama tem contornos e plataformas diversas, entre elas as de evento e exposição de negócios, festival de música e entretenimento, e a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro[171] . Semanas antes de sua abertura, as maiores fazendas e estabelecimentos comerciais organizam equipes para uma cavalgada que se inicia logo ao raiar do dia e acaba sendo uma abertura simbólica do evento[158] .

Esportes[editar | editar código-fonte]

A prática de esportes é muito comum entre a população de Marabá. As principais modalidades praticadas são a corrida rústica e o futebol, mas há também prática de voleibol,[172] basquete, kart, de paraquedismo,[173] exploração de cavernas,[174] desportos aquáticos, entre outros.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Em Marabá destacam-se as equipes de futebol Águia de Marabá, fundado em 22 de janeiro de 1982, e o Gavião Kyikatejê Futebol Clube, fundado também na década de 1980.[175] Em 2008 o Águia foi campeão da Taça Cidade de Belém, e em 2010, campeão da taça estado do Pará do Campeonato Paraense de Futebol, contudo ficou somente com o vice-campeonato nas duas edições. O time ainda disputa a série C do campeonato brasileiro, ficando na edição de 2008 na 5ª colocação,[176] e na edição de 2010, também passou perto do acesso a série B.[177] O principal estádio da cidade é o Zinho Oliveira, onde o Águia de Marabá e o Gavião Kyikatejê, mandam seus jogos pelos campeonatos oficiais.[178] [179]

Notas

  1. O significado literal da palavra Marabá é filho de índio com branco, ou seja, filho da mistura de raças.
  2. Primeira descrição oficial sobre a recém criada cidade de Marabá.
  3. O nome Valois é de origem francesa, portanto, ao ler-se em português, Valois, deve-se preservar a pronúncia original que é Valoá.

Referências

  1. TRINDADE JUNIOR, Saint - Clair Cordeiro da. Cidades médias na Amazônia Oriental: Das Novas Centralidades à Fragmentação do Território. Rio de Janeiro: ANPUR/UFRJ, Novembro de 2011.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. Tribunal do Júri de Marabá UOL.
  4. a b IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  5. a b c d Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de Referência em 1º de julho de 2013 Estimativa Populacional para 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Página visitada em 02 de novembro de 2013.
  6. a b c Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 1 de agosto de 2013.
  7. a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios do estado do Pará - 2010 Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará. Página visitada em 13 de março de 2012.
  8. a b Lei Nº. 17.213 de 09 de Outubro de 2006: Institui o Plano Diretor Participativo do Município de Marabá, cria o Conselho Gestor do Plano Diretor e dá outras providências. Secretaria de Estado de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano.
  9. História da cidade de Marabá Cidades do Meu Brasil. Página visitada em 12 de maio de 2013.
  10. Serra dos Carajás Info Escola (7 de outubro de 2008). Página visitada em 6 de março de 2011.
  11. a b DA SILVA, Idelma Santiago.. Migração e Cultura no Sudeste do Pará: Marabá (1968-1988) Pós-História UFG.
  12. Jornal O Estado de São PauloEm Marabá, queixas de impostos elevados Estadão Política (31 de maio de 2010). Página visitada em 29 de setembro de 2010.
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