Maranhão Atlético Clube

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Maranhão
Maranhão Atlético Clube.png
Nome Maranhão Atlético Clube
Alcunhas Macão
Demolidor de Cartazes
Torcedor/Adepto Atleticano
Mascote Bode
Fundação 24 de setembro de 1932 (82 anos)
Estádio Castelão
Nhozinho Santos
Capacidade 40.000 lugares
13.500 lugares
Localização Brasão de São Luís.svg São Luís, Maranhão MA, Brasil Brasil
Presidente Brasil Carlos Moreira
Treinador Brasil Gilberto Gaúcho
Patrocinador Brasil Escola Raio de Sol
Brasil Centro Elétrico
Brasil Água Sanitária Jesus
Brasil Construtora João Vicente
Brasil FTD
Material esportivo Brasil Siker
Competição Maranhão Campeonato Maranhense
Brasil Copa do Brasil
Maranhão Copa São Luís
Divisão Maranhão Primeira Divisão
Maranhão MA 2014
Brasil CB 2014
Maranhão SL 2014
9º colocado
Primeira Fase
Em setembro
Maranhão MA 2013
Brasil CB 2013
Brasil D 2013
Maranhão SL 2013
Campeão
Primeira Fase
26º colocado
Vice-campeão
Maranhão MA 2012
Maranhão UN 2012
Vice-campeão
Vice-campeão
Website Maranhão Atlético Clube
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Maranhão Atlético Clube, o MAC é um clube de futebol da cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, Brasil. Clube foi fundado em 1932 e tornou-se um dos clubes mais tradicionais do estado homônimo. A sua sede social chama-se Parque Valério Monteiro e fica localizada na Avenida 7 s/n no bairro da Cohama. O clube possui 15 títulos do Campeonato Maranhense de Futebol profissional. Seus maiores rivais são o Moto Club de São Luís e o Sampaio Corrêa, mas também ostenta rivalidades regionais com o Bacabal Esporte Clube e o Imperatriz.

História[editar | editar código-fonte]

Inicio[editar | editar código-fonte]

Nos tempos ditosos da década de 30, quando São Luís vivia a efervescente fase do domínio comercial de portugueses e sírio-libaneses, e a influência muito forte no setor industrial têxtil, dos ingleses, e outras nacionalidades européias, empolgando o empresariado local, um acontecimento importante sacudiu a cidade, e pela primeira vez mostrou à sociedade então reticente, a projeção do desporto e o seu poder transformador junto às massas, principalmente entre os menos favorecidos. O futebol pouco lembrado nas rodas de conversas do Largo do Carmo, onde predominava a política, ganhava novos espaços e agitava a província, com a cisão que eclodiu, nas hostes do Syrio Brasileiro.


Divergências profundas levaram duas facções a entrarem numa luta surda. De um lado Wady Nazar, possuidor de terrível poder de argumentação e muito radical na defesa de suas posições, ladeado por Jamil Jorge, que o assessorava, e também o continha quando os ânimos estavam mais exarcerbados; do outro Severino Dias Carneiro, Manoel Maia Ramos Sobrinho e Silvio Arliê Tavares, ardorosos defensores de uma abertura do clube e lutando para que ele se "abrasileirasse", porque só destacavam o "Syrio", enquanto o "Brasileiro" ficava esquecido até mesmo nos noticiários. Queriam estar mais próximos das massas, não permitindo que ele ficasse como estava, "grafino". Além disso, havia uma animosidade incontronável quanto a presença de alguns diretores, e uma forte simpatia por Paulo Silva, que não tolerava Nazar e reagia sempre contra suas posições, que considerava ditatoriais.

O clima do confronto, que feriu-se na véspera, propiciaria a que, no dia seguinte, 24 de setembro de 1932, nascesse o Maranhão Atlético Clube. Surgiria assim, um das mais tradicionais agremiações no cenário desportivo maranhense. Só os irmãos Cutrim e mais Osvaldo e Elpídio Carvalho, ficaram de fora do movimento, preferindo continuar no Syrio. Todo o restante do elenco se bandeou para o MAC.

A conspiração foi vitoriosa e a vingança começou quando no ano seguinte, ao estrear oficialmente, o MAC derrotou o Syrio por 4 x 0 ( Veja matéria ). As meninas do voleibol que se juntaram aos rapazes rebeldes, fizeram a festa no dia seguinte derrotando a Escola Normal por 2 a 1, em sua própria quadra. Era o início de um trajetória de glórias.

O importante mesmo é que o clube cresceu, se notabilizando em jornadas memoráveis, aqui e em outras plagas, até tornar-se conhecido nacionalmente como uma das forças mais expressivas do futebol nordestino. Provou isto em 79, no Campeonato Brasileiro, e em outras oportunidades quando aqui, derrotou famosas equipes que vinham invictas de outros centros e caiam diante da garra e do entusiasmo de seus jogadores. Essas performances lhe valeram o cognome de "DEMOLIDOR DE CARTAZES", legenda que honra a sua galeria de honra.

A posição do MAC dentro do contexto do desporto do Maranhão, ganha em importância, quando analisamos o papel que representou, no momento em que estava nascendo. O futebol maranhense sofria a grave ameaça de cerrar as portas, com a ameaça de extinção da AMEA, o que aconteceria lá adiante, com a queda das oligarquias que dirigiam a entidade, que chegou dois anos depois a desfiliar o MAC por alguns dias, mas cedeu a pressão das massas, que foram em apoio ao time maqueano.

O MAC despertaria seus co-irmãos com uma nova mentalidade clubística, causando inveja a Sampaio, Tupan, América. Foi intensificada a prática de outros esportes como o basquete, voleibol, natação, boxe e o tênis de mesa, tendo em destaque o "menino de ouro", Eurípedes, que carreava para o clube o prestígio do poder, por ser cunhado e protegido do Interventor Paulo Ramos.

Na sede da Praça Gonçalves Dias - a mais movimentada de todas - se realizariam grandes festas, cujas rendas ajudariam nas despesas do elenco. Foram anos de fulgor e de grandes êxitos. A chegada de Vem-Vem, atacante cearense em 41, que viria para o FAC, e foi "cantado" por Antônio Frazão e terminou ingressando no MAC, virou carnaval.

O MAC se integrou assim, aos grandes momentos do nosso desporto, servindo como pêndulo nas crises. Graças a ele, ainda estão vivos Sampaio Corrêia e Moto Clube, pois funciona como válvula de escape, senão um ponto de equilíbrio.

Primeiros Títulos[editar | editar código-fonte]

O primeiro campeonato conquistado pelo Maranhão foi cinco anos após sua criação. Em 1937, o MAC faturou o torneio, algo que sucedeu-se em 1939, 1941 e 1943, começando a chamar a atenção no cenário futebolístico no estado.

Nos anos 50, o Bode Gregório ganhou apenas um título estadual, fazendo com que sua reputação decaísse. Uma nova campanha vitoriosa só aconteceu em 1963, doze anos depois da última conquista, que foi em 1951.

Anos 70 e 80[editar | editar código-fonte]

Porém, o grande apogeu do time maranhense foi em 1979, quando participou do Campeonato Brasileiro. Com oito vitórias, três empates e cinco derrotas, o MAC terminou no 26º lugar, uma posição digna para um clube recém-promovido. O Maranhão ficou à frente de clubes grandes, como Fluminense, Bahia e Botafogo.

Contudo, a boa campanha do time no campeonato não se repetiu no ano seguinte. A última posição, não vencendo nenhum jogo fez com que o time caísse para a segunda divisão, tomando 14 gols em apenas nove jogos. O desempenho do ataque foi pífio, com só três gols nos mesmo nove jogos. O clube nunca mais participaria da elite do futebol brasileiro novamente.

A década de 80 para o MAC foi muito ruim. Além de ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, o Bode Gregório não conquistou nenhum título estadual. O único triunfo do time atleticano foi o Vice-Campeonato Brasilerio da série B em 1986.

Anos 90 e 2000[editar | editar código-fonte]

Nos anos 90 o Maranhão foi superior aos demais concorrentes, principalmente Sampaio Corrêa e Moto Clube. Pela primeira vez o clube ganhou um tricampeonato, 1993, 1994 e 1995, além do torneio de 1999.

Em 2000, o Maranhão voltou a figurar com destaque no cenário nacional. Naquele ano houve a Copa Norte, torneio que dava direito a disputar a Copa dos Campeões. Esta competição, por sua vez, garantia ao vencedor um lugar na Copa Libertadores. Após bela campanha, o MAC chegou à final para enfrentar o São Raimundo. No primeiro jogo, o Bode Gregório derrotou o rival de Amazonas por 3 a 2. Mas, no jogo de volta, em Manaus, o Maranhão perdeu por 2 a 0 e ficou com o vice-campeonato.

Sem títulos durante seis anos, em decisão do Estadual, no estádio Castelão, o Maranhão Atlético venceu o Imperatriz com o placar de 2 a 1 no dia 13/06/2013. O Quadricolor, na ocasião perdeu o jogo de ida pelo placar de 1 x 0, porém, mesmo com o gol no início da segunda partida do time de Imperatriz, o Demolidor de Cartazes conquistou de virada o título do Campeonato Maranhense 2013 quebrando o jejum de títulos e ganhando vaga direta para a Copa do Brasil 2014


A primeira diretoria do MAC foi eleita com os seguintes componentes:

  • Presidente: BENEDITO CIPRIANO FERREIRA
  • Presidente de Honra: OTÁVIO ZENÓBIO DA COSTA
  • Vice-Presidente: MANOEL MAIA RAMOS SOBRINHO
  • 1º Secretário: ANTÔNIO SILVA DINIZ SEGUNDO
  • 2º Secretário: ARLIE TAVARES
  • Tesoureiro: JOÃO CARVALHO
  • Diretor de Esporte: RAIMUNDO ROCHA


Atual Diretoria:

  • Presidente: Carlos Moreira
  • Presidente de Honra: João Vicente
  • Conselheiro: Carlos Mendes
  • Diretor de Futebol: Carlos Eduardo(nhonho)
  • 1º Secretário: França Dias
  • 2º Secretário: Sabiá
  • Tesoureiro: Robson Vasconselos


Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • O Maranhão detem a maior série invicta de um clube maranhense na primeira divisão nacional, foi em 1979(10 jogos, 06 vitórias e 4 empates).
  • Em 1979 o time maqueano tornou-se campeão do 1º turno do campeonato brasileiro e terminou a competição em 26º colocado(melhor colocação de um time maranhense na série A).
  • O título de campeão maranhense de 1939 foi retirado pela FMF(Federação Maranhense de Futebol) desde 1996, pois historiadores alegam que a final contra o Sampaio naquele ano, não teve o apoio da AMEA por conta de brigas entres os seus dirigentes e os clubes.
  • Em 1986, a série B contava com 04 grupos, onde o primeiro de cada sagrava-se campeão. O Maranhão terminou em segundo lugar no grupo B, taornado-o assim, vice-campeão brasileiro daquele ano.


Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Maranhão Campeonato Maranhense 15 1937, 1939[a], 1941, 1943, 1951, 1963, 1969, 1970, 1979, 1993, 1994, 1995, 1999, 2007 e 2013
Maranhão Taça Cidade de São Luís 8 1965, 1969, 1970, 1971, 1975, 1979, 1989, 2006
Maranhão Torneio Municipal 2 1953, 1961

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]


Participações em Campeonatos Nacionais[editar | editar código-fonte]

  • Participou da Taça Brasil 1964.
  • Taça de Prata: 1981, 1983 e 1984.
  • Brasileiro Série C: 1987, 1990, 2002,2003 e 2006.
  • Copa do Brasil: 6 vezes, sendo o único time maranhense a chegar na 3ª fase.

Estádios[editar | editar código-fonte]

Castelão

O Castelão foi concluído em 1982 e inaugurado no dia 1º de maio do mesmo ano, em um empate entre Maranhão e Sampaio Corrêa, em partida válida pelo Torneio do Trabalhado e tem capacidade para 75.263 torcedores, sendo um dos maiores estádios da Região Nordeste. Em 2004, o Estádio foi fechado, pois sua estrutura estava comprometida. Atualmente, o Castelão se encontra em reforma com previsão de reabertura no dia 08 de Setembro de 2012, data de aniversário da cidade de São Luís. Possivelmente sua capacidade reduzirá para 63.000 torcedores, devido à colocação de cadeiras em todos os setores do Estádio.

Nhozinho Santos

Em 1° de outubro de 1950 foi inaugurado o Estádio Nhozinho Santos, com capacidade para 21.000 torcedores (atualmente ele tem capacidade para 16.500, conforme o Cadastro Nacional de Estádios de Futebol da CBF), onde o MAC passou a mandar seus jogos. O Estádio ficou conhecido como "Gigante da Vila Passos". Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas no estado do Maranhão. Estão sendo colocadas cadeiras em todo o Estádio e sua capacidade deverá ser reduzida para 13.500 espectadores. O recorde de público do estádio é de 24.865 pessoas em 26 de março de 1980, quando o MAC empatou com o Vasco da Gama em 0 a 0.


Hino[editar | editar código-fonte]

" Maranhão Atlético Clube
O teu nome é virtude, é luta, é grandeza, é emoção
Maranhão, bandeira do norte
Do nosso esporte és uma consagração

Maranhão, a tua história
Da nossa memória sempre à de existir
Demolidor de Cartazes
Com os teus onze "Azes", és um astro aluzir

Pelas taças que já conquistaste
Das contentas que ganhaste
O teu nome cresceu
És Maranhão esquadrão de quatro cores

Reunindo a luz e a glória de Deus

Grandes ídolos[editar | editar código-fonte]

  • Riba (Atacante)
  • Hamilton (Atacante)
  • Euzébio (Ponta-direita)
  • Dario (Ponta-esquerda)
  • Bacabal (Atacante)
  • Clemer (Goleiro)
  • Flávio (Goleiro)
  • Jackson (Meia)
  • Raimundão (Goleiro)
  • Hiltinho (Zagueiro)
  • Lunga
  • Croinha
  • Alencar
  • Carlindo
  • Clécio
  • Ronaibe
  • Zuza
  • Barrâo
  • Nélio
  • Vinicius Maranhão (meia)
  • Hiltinho ( meia atacante)
  • Casagrande (atacante)

Torcidas Organizadas[editar | editar código-fonte]

  • Torcida Organizada Partido do Bode
  • União Atleticana


Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Cscr-featured1.png: Craque da Equipe
  • Prata da casa: Prata da Casa
  • Suspenso: Jogador Suspenso
  • Injury icon 2.svg: Jogador Lesionado
  • Seleção Brasileira: Seleção Brasileira


Goleiros
Jogador
' Brasil Douglas Palagi
' Brasil Flauberth
' Brasil Jade
Defensores
Jogador Pos.
' Brasil Leomar Z
' Brasil Marcelo Z
' Brasil Cauê Z
' Brasil Paulo Ricardo Z
' Brasil Dailson LD
' Brasil Fernandinho LD
' Brasil Raimundinho LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
' Brasil Otávio V
' Brasil Francisco Juinor V
' Brasil Jackson V
' Brasil Ideilson M
' Brasil Dinho M
' Brasil Tenilson M
' Brasil Bruno Maranhão M
Atacantes
Jogador
' Brasil Robson Belfort
' Brasil Naôh Capitão Cscr-featured1.png: Craque da Equipe
' Brasil Hiltinho
' Brasil Naldinho
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Hiltinho Soares T
Brasil Gilson AS
Brasil Fábio Nogueira PF

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 124º
  • Pontuação: 380 pontos

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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