Marca de Monferrato

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Serenissimo Marchesato del Monferrato
Sereníssima Marca de Monferrato

Marca
vassalo do
Sacro Império Romano-Germânico

961 – 1708
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Monferrato ou Montferrat
Localização da Marca de Monferrato
Continente Europa
País Itália
Capital Moncalvo - até 1306
Chivasso 1306-1435
Casale Monferrato 1435-1533
Mântua 1356-1708
Língua oficial latim
Religião Catolicismo
Governo principado
História
 • 961 Estabelecimento
 • 1574 de {{{ano_evento1}}} Transformação em Ducado de Monferrato
 • 1708 Absorção pelo Ducado de Saboia

A Marca de Monferrato foi um Estado da Idade Média na península Itálica, vassalo do Sacro Império Romano-Germânico. Originalmente era parte da Marca da Ligúria Ocidental (Liguriae Occidentalis), criada pelo rei Berengário II em cerca de 950.

A área de Monferrato foi constituída como a Aleramica Marca (Marca de Aleramo). Em 1574, a marca foi transformada no Ducado de Monferrato.

Seu território, que variou muito ao longo do tempo[1] , era constituído de parte das regiões italianas do Piemonte, Ligúria e Lombardia entre as províncias de Alexandria e Asti, compreendendo também em alguns períodos parte das províncias de Turim, Cuneo, Pavia, Savona, no território hoje conhecido como Monferrato.

Formação do Estado[editar | editar código-fonte]

O Estado, constituído sobre parte dos territórios doados no século X a Aleramo do Monferrato, genro do rei Berengário II, pelo imperador Otão I, mediante diploma datado de 23 de março de 967, foi por muitos séculos um feudo imperial.[2]

Guilherme IV de Ravena é o primeiro governante da dinastia alerâmica citado como "de Monferrato", num documento de 23 de março de 1111. [3]

Porém, somente a partir do século XII pode-se falar realmente de "marquês de Monferrato". Por trinta anos governa Rainério, o primeiro a ser identificado como “Raynerius de Monteferrato Marchio” (Marquês Rainério de Monferrato). Ele iniciou a política filoimperial que caracterizaria o destino de Monferrato por vários séculos. Ele promoveu a construção do monastério de Santa Maria de Lucedio, próximo a Trino, que tornou-se depois o local de sepultura de vários marqueses. [4]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Rainério, assumiu o governo seu filho Guilherme V, um dos protagonistas da vida política europeia. Guilherme V, o Velho, com sua grande atividade política e militar fez a região assumir seu papel de relevante importância, não somente no âmbito italiano. A serviço do imperador Frederico Barbarossa, Guilherme envolveu-se numa série de conflitos contra as comunas situadas na área piemontesa-lombarda, primeiro em Alexandria e Asti. Simultaneamente às atividades no Monferrato, Guilherme V empenhou-se, junto com seu filho, em várias iniciativas no Oriente, seja no Reino de Jerusalém, seja no Império Bizantino. Essas ações atingiram seu ápice com seu filho Conrado que defendeu Tiro, o último baluarte do reino cruzado no Oriente, da ameaça de Saladino e foi eleito ao trono de Jerusalém, e Bonifácio I, comandante da Quarta Cruzada, que se tornou rei de Tessalônica. Seu neto Balduíno V reinou por um breve período sobre Jerusalém. Durante o governo de Bonifácio I, a corte de Monferrato acolheu vários poetas de origem provençal, como Gaucelm Faidit, Raimbaut di Vaqueiras e Bertran de Born. [5]

Fim do Estado[editar | editar código-fonte]

Em 1708, após sete séculos de existência, primeiro como Marca de Monferrato, depois como Ducado de Monferrato, o Estado perde sua autonomia quando Vítor Amadeu II de Saboia recebe a investidura do imperador e recebe o terŕitório de Monferrato, ratificado em 1713 pelo Tratado de Utrecht.[6]

Marqueses de Monferrato[editar | editar código-fonte]

Alerâmicos[7] [editar | editar código-fonte]

Paleólogos[8] [editar | editar código-fonte]

Brasão de armas da dinastia Paleóloga
Brasão de armas da dinastia Gonzaga
Brasão de armas da dinastia Gonzaga-Nevers

Gonzaga[9] [editar | editar código-fonte]

Duques de Monferrato[editar | editar código-fonte]

Gonzaga[10] [editar | editar código-fonte]

Gonzaga-Nevers[11] [editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Maestri, Roberto. Monferrato: uno Stato europeo (em ). [S.l.]: Palazzo del Monferrato, 2014. Visitado em 11 de fevereiro de 2014.
  • Maestri, Roberto, Il Marchesato di Monferrato, in La Marca Aleramica. Storia di una regione mancata, a cura di Raoul Molinari, Umberto Soletti Editore, Baldissero d'Alba, 2008.
  • Carlo Ferraris - Roberto Maestri, Storia del Monferrato. Le origini, il Marchesato, il Ducato, Editore Circolo Culturale I Marchesi del Monferrato, Alessandria 2011, ISBN 978-88-97103-01-1
  • Beatrice Del Bo, Uomini e strutture di uno stato feudale. Il marchesato di Monferrato (1418-1483), LED Edizioni Universitarie, Milano, 2009, ISBN 978-88-7916-440-5
  • G. Aldo di Ricaldone, Monferrato tra Po e Tanaro, Gribaudo-Lorenzo Fornaca editore Asti 1999
  • G. Aldo di Ricaldone, Annali del Monferrato, Vol I e II L.Fornaca editore, Asti
  • D. Testa, Storia del Monferrato, Gribaudo-Lorenzo Fornaca editore Asti 1996

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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