Marcelinho Carioca

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Marcelinho Carioca
Marcelinho Carioca2.jpg
Informações pessoais
Nome completo Marcelo Pereira Surcin
Data de nasc. 31 de dezembro de 1971 (40 anos)
Local de nasc. Ilha Grande, Rio de Janeiro, Brasil
Destro
Apelido Pé-de-Anjo, Senhor Centenário
Informações profissionais
Posição Meia
Clubes de juventude
Brasil Flamengo
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos)
19881993
19941997
19971998
19982001
2001
20022003
2003
20032004
2004
20042005
2005
2006
20072009
2010
Brasil Flamengo
Brasil Corinthians
Espanha Valencia
Brasil Corinthians
Brasil Santos
Japão Gamba Osaka
Brasil Vasco da Gama
Arábia Saudita Al Nassr
Brasil Vasco da Gama
França Ajaccio
Brasil Brasiliense
Brasil Corinthians
Brasil Santo André
Brasil Corinthians
240 000(47)
432 000(206)
5 00000(0)
0000()
15 0000(5)
21 0000(3)
18 0000(9)
12 0000(6)
1 00000(0)
10 0000(2)
26 0000(9)
00000(0)
100 000(15)
00000(0)
Seleção nacional3
19982001 Brasil Brasil 3 00000(2)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 13 de janeiro de 2010.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 25 de abril de 2001.

Marcelo Pereira Surcin, mais conhecido como Marcelinho Carioca (Rio de Janeiro, 1 de fevereiro de 1971), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meia.

Índice

[editar] Flamengo

Advindo de família humilde, o jogador que era filho de um gari com uma empregada doméstica foi descoberto aos 14 anos de idade no Madureira e trazido á Gávea em virtude das suas boas atuações nos campeonatos juvenis. No rubro-negro carioca, ascendeu ao clube profissional em pouquíssimo tempo.

Aos dezesseis anos, promovido por Telê Santana, Marcelinho se viu obrigado á substituir ninguém menos que o Zico num Fla-Flu, ocasião em que o galinho se contundira. Daí se sucedeu uma sequência de atuações bem sucedidas que pôs o atleta na posição de um dos ídolos formados na Gávea.

Apesar de ter conquistado títulos expressivos como a Copa do Brasil de 1990 e o Campeonato Brasileiro de 1992, Marcelinho ficou marcado pela perda de um pênalti na final da Copa dos Super Campeões da Libertadores em 1993 contra o São Paulo.

Ainda no ano de 1993 a diretoria do Flamengo negociou o jogador, contra sua vontade, com o Corinthians. "Tenho todo o respeito com o torcedor flamenguista, foram vocês que me ascenderam para o futebol brasileiro. Quando foram me vender, eu não queria. Eu saí extremamente chateado e triste, porque me tiraram para pagar o salário dos medalhões.", respondeu a um torcedor durante entrevista.[1] O que ele não sabia, é que no Corinthians viveria a melhor fase de sua carreira.

[editar] Corinthians

Logo que chegou ao Parque São Jorge, Marcelinho Carioca mostrou a que veio. No dia de sua apresentação chegou alcolizado, o atacante de 21 anos previu: "Quero marcar minha passagem aqui. Vim para o Corinthians para ser campeão!". A identificação com a torcida foi imediata e uma carreira vitoriosa estava começando.

O maior colecionador de títulos com a camisa corintiana tem em sua conta dez títulos em oito anos pelo clube: o Mundial de Clubes da FIFA de 2000, dois títulos do Campeonato Brasileiro de Futebol, uma Copa do Brasil, quatro Campeonatos Paulistas, uma Copa Bandeirantes e um Troféu Ramón de Carranza.

Por sua extrema habilidade e competência em bolas paradas e pelo seu pequeno pé (calçava chuteiras número 36), Marcelinho foi apelidado de Pé de Anjo por torcedores e jornalistas. Tanto pela identificação que tinha pelo clube, quanto pela qualidade técnica que conduziu o time em um de seus períodos mais gloriosos, Marcelinho Carioca figura como um dos maiores ídolos da história do Corinthians.

Após diversos títulos, foi vendido, em 1997, para o Valência, da Espanha, por 7 Milhões de dólares.

Como não se adaptou ao Valência e amargou a reserva, Marcelinho só quis uma coisa: voltar ao Brasil. Ao saber da vontade do jogador, Eduardo José Farah, presidente da Federação Paulista de Futebol na época, comprou o passe do jogador junto ao Valência. Depois, Farah criou o "Disque Marcelinho", para o qual, ao custo de três reais por telefonema, os torcedores dos quatro maiores clubes do estado, São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians, deveriam ligar e escolher o futuro do jogador.

Após 11 dias da promoção, a imensa e esmagadora maioria corintiana trazia Marcelinho de volta ao clube. Foram 62,5% das ligações para o Corinthians, 20,3% para o São Paulo, 9,5% para o Santos e 7,7% para o Palmeiras. Assim, ele voltou ao Timão.

De 1997 a 2000 Marcelinho foi o ídolo maior de um time recheado de estrelas, responsável pela mais vitoriosa temporada do Corinthians.[carece de fontes?]

Após uma briga em 2001 com Ricardinho, deixa o clube novamente retornando em fevereiro de 2006, após defender diversos clubes, inclusive estrangeiros, depois de rescindir seu contrato com o Brasiliense.

Sua terceira passagem pelo Corinthians foi rápida e turbulenta. Marcelinho jogou pouquíssimas partidas. A principal delas contra o Internacional (RS) vindo novamente a atuar como titular. O jogo acabou empatado em 1x1. Marcelinho teve o contrato rescindido pelo clube a pedido do então técnico Emerson Leão.

[editar] Repórter

Após encerrar sua carreira, o jogador iniciou uma nova etapa em sua vida, cursando jornalismo, foi contratado como Comentarista de futebol pela Rede Bandeirantes de Televisão, participando do programa Jogo Aberto e de transmissões de futebol ao vivo.

Craque repórter, como era chamado por Renata Fan, Marcelinho fazia reportagens especiais com jogadores, usando seu conhecimento no mundo do futebol, e durante suas reportagens criou o bordão "vem aqui", usando-o para chamar a câmera.

[editar] Retorno ao futebol

Vestindo a camisa do Santo André, Marcelinho jogou contra o Corinthians em 2008 pela Campeonato Brasileiro - Série B, e em 2009, pelo Campeonato Paulista e Campeonato Brasileiro - Série A.

No início de junho de 2007, Marcelinho declarou ter recebido uma proposta para voltar a jogar pelo Timão.

O ídolo da fiel torcida corintiana anunciou seu retorno ao futebol no dia 12 de junho, em comunicado oficial, e que esperava acertar com algum clube em breve, pois acreditava que sua história no futebol ainda não havia se encerrado.

O jogador disse no programa Jogo Aberto, ainda como comentarista, que teria recebido um convite do então técnico do timão, Paulo César Carpegiani, para voltar aos braços da fiel torcida corintiana. Porém, o técnico negou, mas, uma semana depois, cogitou-se em observar o meia na equipe B.

Porém, o retorno de Marcelinho no Timão não ocorreu, pois no dia 14 de junho, o Santo André, equipe que disputava o Campeonato Brasileiro da Série B, oficializou a contratação do jogador, que havia declarado, ainda como comentarista no programa Jogo Aberto, que tinha recebido uma proposta do clube do ABC paulista. Após ingressar no Santo André, Marcelinho foi peça fudamental no time que conseguiu a promoção ao Campeonato Brasileiro da Série A, levando a equipe a disputar a primeira divisão do Brasileirão pela primeira vez em 24 anos.

[editar] Fora de campo

Fora dos gramados, Marcelinho também ingressou no mundo da música. Em 1999 participou de um grupo de pagode gospel chamado Divina Inspiração, que também contava com o jogador Amaral, na época seu companheiro de equipe no Corinthians.

[editar] Jogo do adeus

Marcelinho Carioca se despede da torcida após jogo contra o Huracán.

Marcelinho planejava realizar alguns amistosos no Corinthians em 2010 antes de se aposentar, sendo mais um ativo em publicidades do clube rotulado como "Senhor Centenário" e encerrando a carreira como Embaixador do Centenário sendo relacionado a vários eventos dos 100 anos do clube.

O primeiro amistoso foi contra o Huracán da Argentina, no dia 13 de janeiro no Pacaembu-SP ás 37h.

Com público estimado em 20 mil pagantes, o Corinthians entrou com um time desfalcado, sem seus principais contratados e estrelas, mesmo assim o Corinthians jogou ofensivo o jogo todo. Marcelinho que usou a camisa 100, teve ótima atuação nos 45 minutos que participou. não fez gol, mas comandou o meio-de-campo, teve boa movimentação e usou e abusou de passes precisos.

Marcelinho foi substituído logo no intervalo e saiu ovacionado pela torcida presente que cantou em coro seu nome.

O Corinthians venceu por 3 x 0 o Huracán, com gols de Souza, aos 34, e Morais, aos 39min do primeiro tempo; Dentinho, aos 29min do segundo tempo.

No mesmo dia por volta das 20 horas, recebeu a notícia do diretor de futebol do Corinthians, Mário Gobbi Filho, de dispensá-lo oficialmente de qualquer outra participação junto ao clube, trabalhando apenas na parte de publicidade do clube. - Foi uma festa muito justa para ele por tudo que fez pelo clube – acrescentou.

[editar] Seleção brasileira

Data Competição Local   Placar Adversário Gols Ref.
1
23 de setembro de 1998 Amistoso São Luís-MA (Brasil) Brasil Brasil
1 – 1
Flag of SFR Yugoslavia.svg Iugoslávia
1
[2]
2
14 de outubro de 1998 Amistoso Washington, D.C. (Estados Unidos) Brasil Brasil
5 – 1
Flag of Ecuador.svg Equador
1
[3]
3
25 de abril de 2001 Eliminatórias da Copa São Paulo (Brasil) Brasil Brasil
1 – 1
Flag of Peru.svg Peru
0
[4]

[editar] Títulos

Flamengo
Corinthians
Vasco da Gama
Santo André


Referências

  1. [1]
  2. br.sambafoot.com: Brasil – Iugoslávia
  3. br.sambafoot.com: Equador – Brasil
  4. br.sambafoot.com: Brasil – Peru

[editar] Ligações externas

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