Marcelo Bratke

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Marcelo Bratke (São Paulo, em 6 de setembro de 1960) é um pianista brasileiro.

Marcelo Bratke iniciou seus estudos de piano aos 14 anos de idade e após apenas um ano e meio de estudo, fez sua estréia pública ao lado da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) sob a direção de Eleazar de Carvalho.

Bratke estudou na Juilliard School of Music em Nova York e entre os diversos prêmios que recebeu, figuram o primeiro prêmio no ¨Concorso Internazionale di Musica Tradate¨ na Itália, o prêmio ¨Revelação¨ da Associação Paulista de Críticos de Arte, o ¨Prêmio Carlos Gomes¨, o prêmio ¨Classic Discoveries¨ na Inglaterra, o prêmio ¨Brasil na Alemanha 2006¨ e o “Prêmio Especial”do 14th Brazilian International Press Award 2011. Seu CD dedicado ao ¨Le Groupe des Six¨, de Jean Cocteau, foi considerado pela revista britânica Gramophone como uma das melhores gravações eruditas de todos os tempos.

Durante esta última década de extraordinárias conquistas e performances, Marcelo Bratke tem se apresentado nas mais prestigiadas salas de concerto do mundo como o Carnegie Hall, o Festival de Salzburg, o Queen Elizabeth Hall, o Wigmore Hall e o Konzerthaus de Berlim.

Este pianista foi praticamente cego até os 44 anos de idade, devido a uma catarata congênita e uma ambilopia diagnosticadas tardiamente. Marcelo revelou em uma entrevista recente à repórter Mara Gabrilli, no programa Derrubando Bandeiras da Rádio Eldorado AM, como lidou com a deficiência e como conseguiu superá-la.

O músico tirava todas as músicas de ouvido e as memorizava, sem nem mesmo saber ler partituras até a idade adulta. Seu ouvido acuradíssimo e sua memória prodigiosa lhe permitiram decorar e apresentar seu primeiro concerto, de Bach, apresentado sob a direção do maestro Eleazar de Carvalho. O primeiro concerto que ele apresentou após recuperar parcialmente a visão depois de submeter-se a uma cirurgia feita pelo Dr. Peter Rapoza, no Eye and Ear Hospital, em Boston, nos EUA, foi no Carnegie Hall, em Nova Iorque.

Cada vez mais envolvido em como a arte pode se engajar no desenvolvimento social, Bratke criou em 2007 a Camerata Brasil, uma orquestra formada pela fusão entre jovens músicos eruditos e populares vindos de áreas desprivilegiadas da sociedade brasileira. Juntos, realizaram 3 grandes turnês nacionais, um concerto na Praia de Copacabana para centenas de milhares de pessoas, onde dividiram o palco com a Orquestra Sinfônica Brasileira e Kurt Masur, gravaram um DVD, um CD e fizeram a sua estréia internacional com uma turnê pelo Japão que incluiu concertos no Shirakawa Hall em Nagoya e Suntory Hall em Tóquio. Em 2010, Marcelo Bratke e sua Camerata foram escolhidos pelo Ministério das Relações Exteriores para representar o Brasil em uma campanha internacional de divulgação da obra de Villa-Lobos com concertos na Europa e Estados Unidos, estreando no Carnegie Hall em Nova York em novembro de 2010 e sendo aclamados pelo público e pela crítica norte-americanos, recebendo elogios do The New York Times, New York Post e Concert Net USA.

Marcelo Bratke foi o músico convidado para inaugurar a nova sala de concertos de São Paulo; o Auditório Ibirapuera, e tocou em ocasiões especiais para dois presidentes brasileiros: Presidente Fernando Henrique Cardoso e Presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e para a rainha Silvia da Suécia.

Apesar de sempre embasado na tradição da música erudita, Marcelo Bratke é um artista cuja imaginação não é limitada pelas fronteiras do universo da música clássica. Ele tem colaborado com o pianista britânico de jazz Julian Joseph, com o percussionista Naná Vasconcelos e com as cantoras pop Sandy e Fernanda Takai, bem como em duetos eruditos com a pianista Marcela Roggeri e a soprano Rosana Lamosa. Bratke vem trabalhando nos últimos anos com vários grupos de jovens percussionistas brasileiros que integram o seu projeto musical Carnaval Trilogy levado a França, Alemanha, Inglaterra, Argentina, Coréia do Sul, Irlanda do Norte e Estados Unidos; quando mereceu uma matéria de capa do The New York Times intitulada “The Two Brazils Combine for Night at Carnegie Hall¨.

Marcelo Bratke está a frente do projeto “Villa-Lobos Worldwide”, uma campanha internacional patrocinada pela TAM de divulgação da música de Villa-Lobos que inclui a gravação completa de sua obra para piano solo em 8 CDs (Gavadora Britânica - Reino Unido e Gravadora Biscoito Fino - Brasil) bem como concertos na Europa, Estados Unidos e Ásia, e a produção de um documentário sobre o compositor para TV internacional.

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