Marcelo Caron

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Denísio Marcelo Caron (São José do Rio Preto, 1962) é um ex-médico brasileiro. Foi acusado de ter provocado a morte de cinco mulheres e deformações físicas gravíssimas em 29 por complicações em cirurgias de lipoaspiração, realizadas no Estado de Goiás e no Distrito Federal nos anos de 2000 a 2002.

Índice

[editar] Os fatos

O médico Marcelo Caron não estava habilitado a realizar cirurgias plásticas, mas mesmo assim apresentava-se como especialista em lipoaspiração, quando clinicava em Goiânia,Formado pela Universidade Serevino Sombra(Junho 1988) na Cidade de Vassouras Rio de Janeiro. Ele tentou obter o título de especialista junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mas teve seu pedido negado, por não ter apresentado todos os documentos necessários, e em 7 de abril de 2000 foi desligado da entidade. ‘

Apesar disso, continuou a realizar lipoaspirações em seu consultório, provocando a morte de três pacientes mulheres entre março de 2000 e março de 2001. A morte das três foi causada por infecção generalizada decorrente de erros no procedimento médico.

O Ministério Público goiano iniciou investigações, mas desde logo obrigou Caron a firmar compromisso de não clinicar até que as investigações das outras queixas feitas contra ele fossem concluídas.

Beneficiado pela demora dos promotores de Goiás em oferecer denúncia, Caron mudou-se então para o Distrito Federal e passou a realizar lipoaspirações em um hospital de Taguatinga. Contrariando a lei, exercia a profissão valendo-se de seu registro no Conselho Regional de Medicina em Goiás, sem fazer o registro secundário obrigatório no CRM-DF. Dificilmente obteria este registro pois estava respondendo a 35 sindicâncias no CRM-GO.

Em Taguatinga, duas pacientes vieram a falecer nas mesmas condições das mulheres goianas, o que levou Caron a prisão em fevereiro de 2002, da qual saiu quatro dias depois por força de habeas corpus. Diante desses fatos, seu registro de médico foi definitivamente cassado.

Com sucessivos recursos, Caron tem evitado a conclusão dos processos penais a que responde em Goiás e no Distrito Federal. Mas recentemente, o ex-médico foi condenado a pagar R$ 200 mil de indenização à família de Graziela Murta de Oliveira, por danos morais. A jovem morreu em fevereiro de 2002, vítima de insuficiência renal, respiratória e hepática. Ela morreu depois de passar por cirurgia de lipoaspiração no abdome, coxa e nádegas, realizada por Caron.

Em 2003, ele foi condenado a pagar indenização de R$ 88 mil por danos morais e materiais a Marlene Maria Alves uma das ex-pacientes que apresentou seqüelas após ter se submetido a cirurgia plástica.[1]

O ex-médico se recolheu por um tempo a sua cidade natal, São José do Rio Preto, em São Paulo, onde morava com sua mãe. Desde 2007 passou a construir casas, empregando madeira, na região da Praia da Pipa (RN), onde mora atualmente. Em entrevista ao Jorna Estado de S. Paulo, disse: "Olha, eu só construo para famílias que me pedem, nada mais. Eu gosto de trabalhar com madeira, apenas isso", disse. Caron não quis responder se a nova atividade, a de construtor, está sendo fiscalizada pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), se obtém ganhos com as obras e qual a dimensão do empreendimento, mas contou que abandonou o curso de Direito que frequentava em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde nasceu: "Parei no terceiro ano", disse. E teria entrado para Faculdade de Direito após a enxurrada de processos contra ele.[2]

[editar] Julgamento

O julgamento de Marcelo Caron teve início em abril de 2009. Em 8 de julho desse ano, Caron foi julgado e condenado a 30 anos de prisão - 29 anos em regime fechado e um ano em regime aberto - pelas mortes das brasilienses Graziela Murta Oliveira e Adcélia Martins de Souza.[3]

Referências

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