Marcelo Rubens Paiva

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Marcelo Rubens Paiva
Paiva em novembro de 2010
Nome completo Marcelo Rubens Paiva
Nascimento 1 de maio de 1959 (55 anos)
São Paulo
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação Escritor, Jornalista

Marcelo Rubens Paiva (São Paulo, 1 de maio 1959) é um escritor, autor teatral e jornalista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em São Paulo em 1959, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em 1966, depois que seu pai, o ex-deputado federal socialista Rubens Paiva, foi cassado e exilado pelo Golpe de Estado no Brasil em 1964.

Em 1971, aos onze anos de idade, Marcelo sofreu o primeiro grande trauma da sua vida: o "desaparecimento"' do pai, que, depois de preso, foi torturado e morto na cidade do Rio de Janeiro.

Voltou a morar em São Paulo em 1974. Estudou no tradicional Colégio Santa Cruz. Depois, estudou engenharia agrícola na Universidade Estadual de Campinas. E então, aos vinte anos de idade, sofreu o segundo grande trauma: após saltar em um lago, fraturou uma vértebra (a quinta cervical) do pescoço ao chocar a cabeça em uma pedra, ficando tetraplégico. Após tratamento de fisioterapia e terapia ocupacional, voltou a locomover as mãos e os braços, relatando os fatos em seu primeiro livro, Feliz Ano Velho. Publicado em 1982, foi traduzido para muitos idiomas e se converteu no livro nacional mais vendido da década de 1980, contando com mais de quarenta edições. O livro virou peça dirigida por Paulo Betti e também filme, dirigido por Roberto Gervitz. Ganhou os prêmios Jabuti e Moinho Santista.

Formou-se em comunicação pela Universidade de São Paulo e em teoria literária pela Universidade Estadual de Campinas[1] .

Em 1986, lançou seu segundo romance: "Blecaute".

Desde 1989, depois que estudou dramaturgia no Centro de Pesquisa Teatral do Serviço Social do Comércio, na cidade de São Paulo, passou a escrever para teatro. Estreou com a peça 525 Linhas, dirigida por Ricardo Karman.

Em 1990, lançou o romance "Ua:brari". Em 1992, lançou "As Fêmeas", um ensaio sobre sexualidade[2] .

No começo da década de 1990, apresentou o "Fanzine", um programa de entrevistas na TV Cultura[3] . Em 1996, lançou o romance "Não És Tu, Brasil", baseado no episódio histórico da Guerrilha do Vale do Ribeira.

Em 1994, lançou o romance "Bala na Agulha".

Em 1998, montou E aí, Comeu?, peça dirigida por Rafael Ponzi, que, depois, mudou de nome pra Da Boca pra fora. Com ela, ganhou o Prêmio Shell de melhor autor em 2000.

Os livros Feliz Ano Velho e Blecaute foram publicados inicialmente pela Editora Brasiliense. Atualmente, Marcelo é contratado da Editora Objetiva.

Rafael Ponzi ainda dirigiu suas peças Mais-que-Imperfeito (2001) e Closet Show (2003).

Marcelo Paiva adaptou o livro As Mentiras que os Homens Contam para o teatro. Em 2003, estreou a peça No Retrovisor, com Marcelo Serrado e Otávio Müller, dirigida por Mauro Mendonça Filho. Em 2003, lançou o romance "Malu de Bicicleta", o qual Flávio Tambellini transformou em filme em 2010[1] . Em 2006, fez a peça Amo-te, dirigida por Mauro Mendonça. No mesmo ano, lançou o livro de contos "O Homem que Conhecia as Mulheres"[4] . Em 2008, lançou o romance "A Segunda Vez que Te Conheci"[4] .

A partir de 2009, passou a dirigir suas próprias peças. A primeira experiência foi com A Noite Mais Fria do Ano, com Hugo Possolo, Paula Cohen, Alex Gruli e seu amigo e também dramaturgo Mário Bortolotto.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Feliz Ano Velho (1981)
  • Blecaute (1986)
  • Ua:brari (1990)
  • As Fêmeas (1992)
  • Bala na Agulha (1994)
  • Não És Tu, Brasil (1996)
  • Malu de Bicicleta (2004)
  • O Homem que Conhecia as Mulheres (2006)
  • A Segunda Vez que Te Conheci (2008)
  • E Aí Comeu? (2012)
  • As Verdades Que Ela Não Diz (2012)

Referências

  1. a b [1]. Literaturanocinema.com.br.
  2. [2]. Travessa.com.br.
  3. [3]. Mauriciopereira.com.br.
  4. a b [4]. Travessa.com.br.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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