Marcial

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Martialis.jpg

Marco Valério Marcial (em latim Marcus Valerius Martialis; 38-40 d.C., Bilbilis Augusta, atual Calatayud, Espanha - 102, Espanha) foi um epigramatista latino.[1]

Vida[editar | editar código-fonte]

Poucas informações são seguras a respeito da sua vida, em virtude de quase não haver testemunhos contemporâneos. Através de sua própria obra, depreende-se que, nascido na Hispânia, Marcial partiu ainda jovem para Roma, onde viveu a maior parte de sua vida. Nesta cidade, manteve relações com intelectuais de renome, tais como Aruntius Stella, Sílio Itálico, Juvenal, Quintiliano e Plínio, o Jovem. Algumas tradições consideram-no protegido da família de Sêneca no início de sua estada na cidade[2] . Também é notória a sua gravitação ao redor das personagens importantes do governo, em especial o imperador Domiciano, ao qual dedica vários epigramas. Em seus poemas, afirma que obteve favores das pessoas influentes com que se relacionava, tais como o ius trium liberorum[3] e a própria dignidade equestre, ao mesmo tempo em que solicita alguns favores, como a instalação da rede de águas em sua residência. Também estes dados são retirados de sua própria obra, não havendo outras fontes que corroborem essas informações. Sua morte é referida por Plínio, o Jovem[4] .

Obra[editar | editar código-fonte]

Marcial publicou quinze livros de epigramas, dentre os quais doze são tradicionalmente apenas numerados e três são noemados:

  • O Livro dos Espetáculos (Liber Spectaculorum), escrito por volta do ano 80 em comemoração pela inauguração do Coliseu. Supõe-se que uma parte deste livro tenha sido perdida.
  • Xenia e Apophoreta, publicados entre 84 e 85, duas coleções de dísticos elegíacos destinados a acompanhar presentes e alimentos oferecidos em dezembro, durante as Saturnais.

Sua obra, que chegou quase na totalidade aos nossos dias, influenciou diversos autores, dentre os quais podemos destacar, na Espanha, Francisco de Quevedo, em Portugal, Bocage e, no Brasil, Gregório de Matos.

Referências

  1. CESILA: 2004, 30.
  2. CONTE: 1994:505
  3. Marcial, III, 95.
  4. Plínio o Jovem, Epistulae, III, 21

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AGNOLON, Alexandre. Uns epigramas, certas mulheres: a misoginia nos Epigrammata de Marcial. Dissertação de Mestrado. USP, FFLCH, 2007.
  • CESILA, Robson Tadeu. Metapoesia nos epigramas de Marcial. Dissertação de Mestrado. Unicamp, IEL, 2004.
  • CONTE, Gian Biagio. Latin Literature - a History. Baltimore: Johns Hopkins, 1994.
  • MARTIALIS. 'Omnia Opera'
  • SULLIVAN, J.P. Martial: the Unexpected Classic. Cambridge: Cambridge, 1992.

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Marcial
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.