Marcial

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Martialis.jpg

Marco Valério Marcial (em latim Marcus Valerius Martialis; 38-40 d.C., Bilbilis Augusta, atual Calatayud, Espanha - 102, Espanha) foi um epigramatista latino.[1]

Vida[editar | editar código-fonte]

Poucas informações são seguras a respeito da sua vida, em virtude de quase não haver testemunhos contemporâneos. Através de sua própria obra, depreende-se que, nascido na Hispânia, Marcial partiu ainda jovem para Roma, onde viveu a maior parte de sua vida. Nesta cidade, manteve relações com intelectuais de renome, tais como Aruntius Stella, Sílio Itálico, Juvenal, Quintiliano e Plínio, o Jovem. Algumas tradições consideram-no protegido da família de Sêneca no início de sua estada na cidade[2] . Também é notória a sua gravitação ao redor das personagens importantes do governo, em especial o imperador Domiciano, ao qual dedica vários epigramas. Em seus poemas, afirma que obteve favores das pessoas influentes com que se relacionava, tais como o ius trium liberorum[3] e a própria dignidade equestre, ao mesmo tempo em que solicita alguns favores, como a instalação da rede de águas em sua residência. Também estes dados são retirados de sua própria obra, não havendo outras fontes que corroborem essas informações. Sua morte é referida por Plínio, o Jovem[4] .

Obra[editar | editar código-fonte]

Marcial publicou quinze livros de epigramas, dentre os quais doze são tradicionalmente apenas numerados e três são nomeados:

  • O Livro dos Espetáculos (Liber Spectaculorum), escrito por volta do ano 80 em comemoração pela inauguração do Coliseu. Supõe-se que uma parte deste livro tenha sido perdida.
  • Xenia e Apophoreta, publicados entre 84 e 85, duas coleções de dísticos elegíacos destinados a acompanhar presentes e alimentos oferecidos em dezembro, durante as Saturnais.

Sua obra, que chegou quase na totalidade aos nossos dias, influenciou diversos autores, tais como Francisco de Quevedo, Bocage e Gregório de Matos.

Referências

  1. CESILA: 2004, 30.
  2. CONTE: 1994:505
  3. Marcial, III, 95.
  4. Plínio o Jovem, Epistulae, III, 21

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AGNOLON, Alexandre. Uns epigramas, certas mulheres: a misoginia nos Epigrammata de Marcial. Dissertação de Mestrado. USP, FFLCH, 2007.
  • CESILA, Robson Tadeu. Metapoesia nos epigramas de Marcial. Dissertação de Mestrado. Unicamp, IEL, 2004.
  • CONTE, Gian Biagio. Latin Literature - a History. Baltimore: Johns Hopkins, 1994.
  • MARTIALIS. 'Omnia Opera'
  • SULLIVAN, J.P. Martial: the Unexpected Classic. Cambridge: Cambridge, 1992.

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