Marciano (War of the Worlds)

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Ilustração de marcianos em capa de livro de 1927

Marcianos são a raça de extraterrestres que invadem a Terra no romance clássico The War of the Worlds ("Guerra dos Mundos") de H. G. Wells. O autor criou também os Selenitas (alienígenas da Lua) no romance The First Men in The Moon, que alguns acreditam figurarem como aliados dos marcianos em "Guerra dos Mundos", como os seres que vieram nos cilindros e que são diferentes dos que devastam a Terra a bordo dos gigantescos trípedes mecânicos.

Basicamente, tudo que sabemos sobre os marcianos é o que o narrador da história nos conta da sua aventura e aquilo que observou. Ele descreve o corpo dos marcianos como oleoso, composto apenas de uma cabeça, de 1,20m de diâmetro, com dois feixes de oito tentáculos. Na parte da frente tinham dois olhos, uma boca como um bico carnudo, em forma de V. Na parte posterior do crânio possuíam um único tímpano que o narrador pensa não ser útil na nossa atmosfera. Os seus órgão internos consistiam apenas em cérebro, os pulmões (nos quais se abria a boca), o coração e as veias. Não existia qualquer sistema digestivo e se reproduziam assexuadamente. Não tinham necessidade de dormir, pois não tinham músculos que causassem fadiga.

Não se sabe ao certo como comunicavam, mas a maior parte das pessoas acreditava que era por sons e gestos. No entanto, o narrador testemunhou-os a trabalhar juntos sem utilizar sons ou gestos, o que o leva a acreditar que possam também usar telepatia.

O narrador acredita que os marcianos poderão ser descendentes de uma raça semelhante aos humanos. Eventualmente a evolução levou a que fossem constítuidos basicamente pelo cérebro e mãos, que se tornaram tentáculos, possivelmente devido ao grande avanço tecnológico, que proporcionou máquinas que realizavam as tarefas antes realizadas pelos músculos. O narrador acreditava que devido ao grande desenvolvimento do cérebro, os marcianos tornaram-se "mera inteligência", desprovidos de emoções. Além disso alimentavam-se por injecção do sangue de outras criaturas directamente nas veias, o que evitava a perda de energia com a digestão.

Apesar de tudo, pensa-se que as bactérias nunca se chegaram a se desenvolver em Marte, ou que já se tinham extinguido há muito, pelo que os marcianos não possuiam imunidade contra elas, sendo que foi isso que os matou na Terra.