Marco (Belém)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Marco
—  Bairro do Brasil  —
Bosque Rodrigues Alves
Bosque Rodrigues Alves
Distrito Distrito do Centro
Zona Centro-Sul de Belém
Município Coat of arms Belem do Para Brazil.jpg Belém
Área
 - Total 444,4 ha
População
 - Total 65,844 (em 2 010)
    • Densidade 13.275 hab./km2 
Domicílios 15 528 (em 2000)
Fonte: Não disponível

Marco é um bairro de Belém[1] , residencial de classe média e classe média alta razoavelmente tranquilo, localizado entre a periferia e o centro, possui como principais avenidas e ruas a Av. João Paulo II (antiga 1ª de dezembro, data na qual se acertou a posse do Brasil sobre o território do Amapá, até então francês), e parte da Av. Almirante Barroso (uma das principais avenidas de integração de Belém, que era denominada anteriormente de Tito Franco, estrada do Marco ou Estrada de Bragança), entre outras.

As avenidas e demais travessas do bairro remetem à Guerra do Paraguai. Constata-se isso na nomenclatura destas que saúdam à figuras e lugares marcantes no decorrer do conflito. Por exemplo: a travessa do Humaitá, fortaleza derrubada a custo de milhares de mortos aliados e paraguaios, bem como aos heróis de guerra Almirante Barroso e Duque de Caxias.

O bairro é chamado de Marco pelo fato de ter sido erigido em seu território o monumento alusivo a primeira légua patrimonial, doada por ordem real, ao que viria ser a prefeitura de Belém. Este monumento, encontra-se diante da sede do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Estadual do Pará (UEPA) e do Teatro do Serviço Social da Indústria(SESI),Teatro Gabriel Hermes, nas proximidades do Mercado do Marco ou Feira da Bandeira Branca.

Descreve-se o monumento como portador de características fálicas, morfologia típica de esculturas residenciais postas em cantos de casas portuguesas tradicionais, quando do nascimento do primeiro varão. Remetendo-se desta forma as relações de poderio em uma sociedade assumidamente falocêntrica.

O Bosque Rodrigues Alves (um grande jardim zoobotânico conhecido internacionalmente) também se localiza no bairro, assim como a sede do Instituto de Meteorologia em Belém, os Campi II III e V (onde leciona-se o curso de Medicina) da UEPA (Universidade do Estado do Pará), a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a ADA (Agência de Desenvolvimento da Amazônia - antiga SUDAM), culturalmente o Marco possui um teatro, o Teatro do SESI, anexo ao seu complexo recreativo e esportivo. Há também outros complexos recreativos e esportivos importantes como o da Tuna Luso Brasileira, além dos estádios do Clube do Remo e Paysandu Sport Club.

Antônio Lemos, na virada do século XIX para o XX readequou, ao visar como mais provável zona de expansão organizada do sítio urbano, o bairro com recursos e princípios modelados pela nova burguesia próspera que vivia na cidade. Em seus relatórios, apontou a necessidade, e determinou, novo padrão urbanístico para o bairro. Conferiu-lhe, por exemplo, a determinação da largura das travessas em 30 metros e das avenidas em 40. Embora muitas de suas intenções tenham permanecido só em seus relatórios, a configuração espacial do bairro, como apresentada nas plantas municipais do primeiro marco patrimonial, de 1883/6, 1899, 1905, mantivera-se.

Nos últimos anos vem sofrendo um intenso processo de verticalização, sendo que a média de preço do metro quadrado no bairro é a segunda mais cara de Belém; Junto a esta verticalização o bairro vem experimentando cada vez mais um número maior de casas noturnas e restaurantes, principalmente na Avenida Primeiro de Dezembro (atual João Paulo II).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [1] População nos bairros de Belém, em O Pará nas ondas do rádio
  • [2] Moradia é central, Belém
  1. Bairros de Belém (PDF) Belem.pa.gov.br.