Marco Atílio Régulo

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Marco Atílio Régulo (em latim Marcus Atilius M.f. L.n. Regulus;[1] morto circa 250 a.C.[carece de fontes?]) eleito cônsul romano em 267 a.C., com Lúcio Júlio Libão, e, pela segunda vez em 256 a.C, como cônsul sufecto no lugar de Quinto Cedício, tendo como colega Lúcio Mânlio Vulso Longino,[1] foi um general romano de origem plebeia.

Durante o seu primeiro mandato consular, em 267 a.C., derrotou os Salentinos e capturou Brundísio (a atual Brindisi), sendo-lhe concedida em consequência a honra de um triunfo.[2]

Ocupou o segundo consulado durante o nono ano da Primeira Guerra Púnica (256 a.C.).

Foi um dos comandantes da expedição naval que destroçou a frota cartaginesa no Cabo Ecnomo, desembarcou com o seu exército em território cartaginês. A invasão foi tão bem-sucedida que o cônsul que o acompanhava, Lúcio Mânlio Vulso Longo, foi chamado de volta para Roma. Régulo permaneceu na África para finalizar a guerra.

Após infligir uma grande derrota aos cartagineses na Batalha de Adis, perto de Cartago, estes eram prestes a assinarem a paz. No entanto, as condições propostas por Régulo resultavam tão duras que decidiram continuar lutando.

Os cartagineses contrataram um general mercenário grego, Xantipo, para substituir o general Amílcar Barca. Xantipo reestruturou o exército e, no ano de 255 a.C., derrotou Régulo na batalha de Tunes, na qual trinta mil legionaros romanos morreram, e apenas dois mil escaparam para Clypea; na batalha, Régulo foi feito prisioneiro, junto com quinhentos mais.[3] Régulo permaneceu em catividade até 250 a.C., quando foi enviado a Roma para negociar a paz ou uma troca de prisioneiros após a derrota cartaginesa em Panormus (Sicília).

À sua chegada, urgiu o Senado Romano para recusar ambas as propostas, honrando a sua palavra ao regressar depois a Cartago, onde foi torturado até a morte [4] . Esta história tornou Régulo no protótipo de resistência heroica, posto de exemplo para gerações posteriores de romanos. Muitos historiadores duvidam da sua veracidade, ao carecerem de provas fidedignas (o mesmo Políbio guarda silêncio sobre a mesma). Talvez fosse uma história inventada por analistas romanos para incutir moral às tropas e alimentar o ódio a Cartago, desculpando assim o cruel tratamento dos prisioneiros cartagineses.


Referências

  1. a b Fasti Capitolini [em linha]
  2. Eutrópio ii. 17; Flor. i. 20; Zonar. viii. 7; comp. Liv. Epit. 15.
  3. Polib. i. 26-34; Lív. Epit. 17, 18; Eutrópio oi. 21, 22; Oros. iv. 8; Zonar. VIII. 12, 13; Aurel. Vict. De Vir. III. 40.
  4. Horácio, Odas, iii. 5

Caixa de sucessão baseada no Fasti Capitolini:

Precedido por
Públio Semprônio Sofo e Ápio Cláudio Crasso Rufo
Cônsul da República Romana
com Lúcio Júlio Libão

267 a.C.
Sucedido por
Décimo Júnio Pera e Numério Fábio Píctor
Precedido por
Caio Atílio Régulo e Cneu Cornélio Blásio
Cônsul (sufecto, eleito após a morte de Quinto Cedício) da República Romana
com Lúcio Mânlio Vulso Longino

256 a.C.
Sucedido por
Sérvio Fúlvio Petino Nobilior e Marco Emílio Paulo