Marcola

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Marcola
Nome Marcos Willians Herbas Camacho
Nascimento 13 de Abril de 1968 (46 anos)
Osasco - SP
Nacionalidade Brasil brasileira
Pseudônimo(s) Marcola
Crime(s) Tráfico de drogas e assalto a banco e envolvimento com o crime organizado
Pena 44 anos
Situação preso

Marcos Willians Herbas Camacho (1968, Osasco, São Paulo), conhecido pela alcunha Marcola, é um criminoso brasileiro considerado, pelo Estado de São Paulo, o líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Marcola nega, e diz que o PCC não tem liderança. Atualmente está preso no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Marcos Willians Herbas Camacho nasceu em 1968, no Bairro do Vila Yolanda em Osasco, em São Paulo. Filho de pai boliviano e mãe brasileira,[1] Marcos Camacho iniciou sua carreira criminosa aos nove anos de idade, como ladrão na Baixada do Glicério, no centro de São Paulo.[2] [3]

Aos 35 anos, Marcola já havia passado metade de sua vida na cadeia.[4] Livros tidos como os preferidos de Marcola: A Arte da Guerra, de Sun Tzu, O Príncipe, de Maquiavel, e duas biografias de Che Guevara.[5]

Em janeiro de 2007, Marcola casou-se com a estudante universitária de direito Cynthia Giglioli da Silva. Em 2005, Cynthia foi acusada e presa suspeita de receber uma mesada de 15 mil reais do caixa da facção PCC. No total, ela teria recebido 90 mil reais.[6]

Ataques[editar | editar código-fonte]

Por sua determinação, em 12 de maio de 2006,[7] deu-se início ao maior ataque da história recente contra a polícia do estado de São Paulo, com pelo menos 45 mortes: 23 policiais militares, sete policiais civis, três guardas municipais, oito agentes penitenciários e quatro civis. Segundo setores da imprensa e da justiça, o revide do Estado foi desproporcional, uma vez que a polícia teria participado da execução de cerca de 122 pessoas, algumas comprovadamente inocentes ou sem passagem pela polícia.[8] [9]

Também por determinação de Marcola, após suposta negociação com o governo do estado de São Paulo, as rebeliões e os ataques foram cessados. Em outras duas ondas de ataques nos meses de julho e agosto, agências bancárias, lojas e ônibus foram incendiados. Hoje em dia ele cumpre pena em São Paulo.

Alejandro Camacho[editar | editar código-fonte]

Marcola tem um irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, de 34 anos. Ele foi preso pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (DENARC), de São Paulo, em 25 de abril de 2006, na zona leste da capital.[10] Camacho Júnior, conhecido como Júnior, foi um dos protagonistas da fuga do Complexo do Carandiru, em 26 de novembro de 2001, escapando da cadeia com mais 101 detentos, através de um túnel. Desde então, ele era o líder do PCC mais procurado pela Polícia Federal Brasileira.

Depoimentos[editar | editar código-fonte]

Foi convocado a depor na CPI dos Bingos, causando polêmica ao confrontar os deputados, diversas vezes, ao responder a suas acusações de roubo com o questionamento "e vocês deputados, não roubam também?".

Também atribuiu seu título de líder do PCC como exagero,[2] diz que foi intitulado assim pelo estado porque está preso, tentando o governo do estado de São Paulo garantir que a liderança da facção está presa.

Em agosto de 2006, Marcola voltou a negar ser líder da facção criminosa durante interrogatório sobre a morte do bombeiro João Alberto da Costa, ocorrida durante a onda de ataques às forças de segurança pública em maio de 2006.[11] Marcola já foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelo assassinato do bombeiro e pela morte do carcereiro Elias Pereira Dantas.

Referências

  1. O homem que parou São Paulo (em português). Blog do Noblat (21 de maio de 2006). Página visitada em 02 de março de 2014.
  2. a b Nunes, Augusto (10 de outubro de 2012). O Manifesto do Marcola (em português). Abril. Veja. Página visitada em 02 de março de 2014.
  3. Totti, Paulo (12 de julho de 2007). Glicério, o submerso retalho da Liberdade (em português). UOL. Folha. Página visitada em 02 de março de 2014.
  4. O dia em que saí da cadeia (em português). Abril. Veja (1º de dezembro de 2013). Página visitada em 02 de março de 2014.
  5. Nunes, Wálter. “Você veio pra me matar?”. Globo.com. Época. Página visitada em 02 de março de 2014.
  6. Chefe do PCC casa com estudante de direito em Presidente Bernardes (em português). UOL. Folha Online (03 de janeiro de 2007). Página visitada em 02 de março de 2014.
  7. Paes Manso, Bruno (09 de maio de 2011). Achaque de policiais causou ataques do PCC (em inglês). Estadão. Página visitada em 02 de março de 2014.
  8. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/11/03/estado-errou-na-dose-na-resposta-aos-ataques-do-pcc-em-2006-diz-justica-de-sao-paulo.htm
  9. http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Direitos-Humanos/Reacao-da-policia-a-acao-do-PCC-foge-do-controle/5/10413
  10. Caramante, André (28 de abril de 2006). Polícia prende Júnior, irmão do líder do PCC (em português). UOL. Folha de S.Paulo. Página visitada em 02 de março de 2014.
  11. Em depoimento, Marcola se diz vítima da imprensa (em português). Estadão (4 de agosto de 2006). Página visitada em 02 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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