Margarida da Escócia

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Margarida
Rainha dos Escoceses
Rainha da Escócia
Reinado 25 de novembro de 1286
a 26 de setembro de 1290
Predecessor Alexandre III
Sucessor João
Casa Sverre
Pai Érico II da Noruega
Mãe Margarida da Escócia
Nascimento 9 de abril de 1283
Tønsberg, Noruega
Morte 26 de setembro de 1290 (7 anos)
Órcades, Noruega
Enterro Igreja de Cristo, Bergen, Noruega
Religião Catolicismo

Margarida (Tønsberg, 9 de abril de 1283Órcades, 26 de setembro de 1290) foi uma princesa norueguesa e Rainha da Escócia de 1286 até sua morte. Sua morte enquanto viajava para a Escócia levou uma disputa pela sucessão que eventualmente levou a Guerras de Independência da Escócia. Era filha do rei Érico II da Noruega e Margarida da Escócia, filha do rei Alexandre III.

Todos os filhos de Alexandre III tinham morrido antes dele. Os condes e os outros grandes magnatas aceitaram Margarida como herdeira do trono, fazendo-se preparativos para trazê-la à Escócia.

Enquano isso, numerosos guardiães foram nomeados para governar o reino na sua ausência. Dicutiu-se muito com o rei Eduardo I de Inglaterra, para evitar qualquer instabilidade. Eduardo foi generoso, e depois de muitas tentativas diplomáticas, assinou-se um Tratado pelo qual a nova Rainha se casaria com o filho do rei, também chamado Eduardo. Mas Margaret morreu nas Órcadas, sem jamais ver a Escócia.

Rainha da Escócia desde 1286, morreu a caminho das ilhas Órcadas e foi a última da dinastia Canmore. Morto o avô, Alexandre III da Escócia, ela foi escolhida Rainha aos 3 anos enquanto ainda estava na Noruega. O rei escocês fizera seus magnatas jurar aceitá-la como rainha e tinham concordado que, até sua maioridade, o país seria governado pelos Guardiães, os mais sábios e mais importantes entre os bispos e os barões. Estes Guardiães mandaram emissários ao cunhado do rei Alexandre, Eduardo I de Inglaterra, pedindo conselho. Astutamente Eduardo, querendo ser reconhecido suserano da Escócia, obteve do papa dispensa para um casamento entre seu filho Eduardo e a jovem rainha. Pelo Tratado de Birgham-on-Tweed, os escoceses concordaram.

Os termos do Tratado, de início, pareciam permitir a independência da Escócia - mas havia condições. Eduardo, mais tarde Eduardo II de Inglaterra (1284-1327) receberia um direito pessoal à herança escocesa se o Príncipe de Gales, ou Margarida, ou um deles, não tivesse herdeiros, e Eduardo se casasse de novo. E ele poderia então transferir o direito à Escócia aos seus filhos com uma segunda esposa!

Mas a noiva prometida morreu a caminho da Escócia, deixando a sucessão num tumulto. Eduardo lançou imediatamente suas pretensões à suserania sobre a Escócia, usando o tratado de Falaise (pelo qual Guilherme o Leão tinha abandonado a Escócia) apesar de ter sido cancelado pelo Quit-claim de Canterbury. Foi frustrado pelos Guardiães - que declararam que resolver se a Escócia era súdita da Inglaterra seria assunto para o rei dos escoceses e não para eles, Eduardo obteve de todos os pretendentes ao trono jurarem fidelidade a ele, pelo reino da Escócia, caso os escolhesse.

A morte de Margarida deixara 13 pretendentes ao trono, dos quais apenas três eram bem qualificados: Robert Bruce, Balliol e o conde Florêncio. Este último dizia que o rei Alexandre tinha assinado um documento que lhe entregava a sucessão mas, infelizmente, mesmo se tendo adiado a entrega de tal prova, nunca foi capaz de achar o documento. Ficaram assim Bruce e Balliol.

Robert Bruce descendia da segunda filha de David, conde de Huntingdon, Balliol descendia da primogênita do mesmo. Para Bruxe, ele era mais qualificado por ser o filho da segunda filha enquanto Balliol era apenas o neto da mais velha. Depois de muitos argumentos legais, ganhou o mais forte, isto é, Balliol. Entre os seis guardiães escolhidos, Roberto Bruce o Velho foi excluído embora tivesse sido reconhecido herdeiro em 1238 (quando Alexandre III perdeu a primeira esposa sem descendência) pois era o descendente mais velho de David I da Escócia.

Assim que souberam da morte de Margarida, Roberto Bruce, Senhor de Annandale com os condes de Mar e Atholl reuniram grande exército e John Balliol se proclamou herdeiro da Escócia. O medo da guerra civil fez com que os Guardiães buscassem conselho de Eduardo de Inglaterra, para decidir qual deles tinha mais sólido direito ao trono. Eduardo os convocou no castelo de Norham. Chocou os três. emtretanto, entre os quais John Hastings, John Balliol e Robert Bruxe, ao declarar que vinha como seu superior e como senhor do reino da Escócia. A declaração era pouco ética e colocava os escoceses em posição vulnerável pois durante o encontro o exército inglês estava à mão.

Eduardo deu aos pretendentes três semanas para concordar com suas condições. Presente ao encontro, o Bispo de Glasgow disse ao rei como achava ultrajantes seus propósitos - mas os pretendentes concordaram com o direito de Eduardo I de Inglaterra a governar a Escócia. Em novembro, Eduardo reuniu-se outra vez com os pretendentes, afastou John Hastings e guardou Robert Bruce e John Balliol, descendentes de mulheres que eram irmãs e bisnetas de Davi I da Escócia: Balliol pela linha primogênita, Bruce por proximidade na linha. Eduardo deu o trono a John Balliol.

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