Marginalização

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Em sociologia, marginalização é o processo social de se tornar ou ser tornado marginal (relegar ou confinar a uma condição social inferior, à beira ou à margem da sociedade).[1] Ser marginalizado significa estar separado do resto da sociedade, forçado a ocupar as beiras ou as margens e a não estar no centro das coisas. Pessoas marginalizadas não são consideradas parte da sociedade.

Na cultura brasileira, marginal refere-se a pessoas que por algum motivo não estejam inseridas no convívio social, como os delinquentes, os assaltantes, os mendigos e pessoas que tem grande pobreza e escassez de recursos.

Marginalização social[editar | editar código-fonte]

Marginalização social é a discriminação que ocorre com a maioria da sociedade pobre ou com deficiência; uma questão ambígua, inerente a controvérsias, assumindo significados diferentes. Consequentemente, ela é um fenômeno que designa a exclusão de grupos sociais, fazendo com que estes não pertençam à sociedade vigente.

Pobreza[editar | editar código-fonte]

São vários os fatores que causam a marginalização na sociedade, dentre esses sem dúvida a pobreza é o principal. Pois pela insuficiência orçamentária o individuo entra para a marginalização cultural e social, porque fica sem acesso à saúde, alimentação, moradia e educação. Isso é bastante evidente nas grandes cidades, em que muitas pessoas vivem à margem do contexto social sem desfrutar das oportunidades e privilégios. Esses indivíduos acabam vivendo alienados da sociedade. A pobreza causa também exclusão social em que o individuo tem dificuldades ou problemas sociais levando-o até a discriminação de um determinado grupo da sociedade.

Fenômeno migratório[editar | editar código-fonte]

Outro fator que contribui para a marginalização social é o fenômeno migratório. As pessoas da zona rural que tem muita dificuldade de sobreviver na roça, pela falta de emprego, pela escassez de água, enfim pela vida dura no campo, alimentam a ideia de que nas grandes cidades vão melhorarem de vida. Imaginam que lá é tudo mais fácil. Saem então da sua terra, muitos vendem o terreno que possuem e vão em busca de uma vida melhor. E como a vida que tinham no campo não proporcionou a eles oportunidades de estudar. Com o avanço da tecnologia eles têm dificuldades de encontrarem emprego, pois necessitam de mão de obra qualificada como não possuem estudo não conseguem emprego. Muitos aceitam qualquer tipo de emprego para garantir sua subsistência. E com frequência até as crianças são impelidas a irem à busca de seu sustento, adquirindo assim o subemprego, o que contribui para o orçamento da família. É muito grande a quantidade de meninos de rua que encontramos pelas cidades e varias dessas são dessas famílias de emigrantes. Alguns conseguem se manter e com dificuldades se estabilizam, mas uma grande parte dessas pessoas acabam sendo alvos a marginalização social. Alguns para se manterem começam a entrar na vida do crime. Pelas péssimas condições de vida, moradia, saneamento básico, alimentação etc. Essa população tem maior incidência de doenças, deficiência física e mental. Há exemplos deste fenômeno até na literatura brasileira. Por exemplo, podemos citar uma família que são personagens de Graciliano Ramos do livro Vidas Secas (1938), que conta a historia de uma família nordestina, composta por Fabiano, Sinhá Vitoria, filho mais novo e filho mais velho e a cachorra Baleia. A cidade está passando por uma terrível seca, eles saem em busca de uma vida melhor, na verdade eles saíram para se livrarem da morte, que era iminente.

Deficiência[editar | editar código-fonte]

A deficiência é também um fator que causa a marginalização. O preconceito com os deficientes é muito grande, o que causa exclusão social. A palavra deficiente tem um sentido pejorativo em nosso mundo. Muitas vezes é chamado de anomalia ou insuficiência. Pode ser a falta de um órgão ou ausência de uma função fisiológica, uma deficiência pode ser até um sinal de marginalização. Mas a palavra deficiente não é negativa. Ela determina uma realidade humana. Pela realidade da sociedade tecnológica que vivemos que é observada pela perfeição, a deficiência é interpretada como sinal de perdas de qualidade de produção. Os deficientes são marginalizados pelo sistema produtivo, pois são considerados improdutivos. A deficiência não é uma doença, mas um preconceito.[2]

Referências

  1. Mullaly, B. (2007). Oppression: The focus of structural social work. In B. Mullaly, The new structural social work (pp. 252–286). Don Mills: Oxford University Press
  2. Silva,Maria Cecília da Aprendizagem e Problemas,São Paulo: Ícone, 1997