Maria Amália Vaz de Carvalho
| Maria Amália Vaz de Carvalho | |
|---|---|
| Nascimento | 2 de Fevereiro de 1847 Lisboa, Portugal |
| Morte | 24 de março de 1921 (74 anos) Lisboa, Portugal |
| Ocupação | escritora e poetisa |
| Nacionalidade | |
Maria Amália Vaz de Carvalho (Lisboa, 2 de Fevereiro de 1847 — Lisboa, 24 de Março de 1921) foi uma escritora polígrafa e poetisa, autora de contos e poesia, mas também de ensaios e biografias. Colaborou em diversos jornais e revistas, nomeadamente: Brasil-Portugal (1899-1914), Contemporânea (1915-1926), Ilustração portugueza (1903-1980), A illustração portugueza (1884-1890), A mulher (1879) e A semana de Lisboa (1893-1895), publicando crónicas de crítica literária e opiniões sobre ética e educação, para além de ter analisado, com notável clarividência, a condição e o papel da mulher na sociedade do seu tempo. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia das Ciências de Lisboa, eleita em 13 de Junho de 1912.
Índice |
[editar] Biografia
Filha de José Vaz de Carvalho e de Maria Cristina de Almeida e Albuquerque, descendente do chanceler-mor do reino D. José Vaz de Carvalho no tempo de D. João V, que vivia no Palácio de Pintéus tal como seu marido1 , foi casada com António Cândido Gonçalves Crespo, também poeta, e a primeira mulher a entrar para a Academia das Ciências de Lisboa.
Escreveu em várias publicações portuguesas (Diário Popular, Repórter, Artes e Letras) e brasileiras (Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro), com o pseudónimo de Maria de Sucena. A obra de Maria Amália Vaz de Carvalho, tem um carácter de versatilidade pois, para além de obras poéticas, também escreveu contos, ensaios, biografias e crítica literária. Das suas obras, salienta-se Contos para os nossos filhos, uma compilação de contos infantis, publicada em 1886, escrita em parceria com o seu marido, e que foram aprovados pelo Conselho Superior de Instrução Pública para utilização nas escolas primárias.
A sua residência foi o primeiro salão literário de Lisboa, por onde passaram grandes nomes da literatura, e da cultura, portuguesa, como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão ou Guerra Junqueiro.
Em 1993, o município de Loures instituiu em sua honra o "Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho", recordando o facto de a poetisa haver residido durante a sua infância na freguesia de Santo Antão do Tojal, então parte do concelho dos Olivais e actualmente integrada no de Loures.
[editar] Obra
[editar] Biografias
[editar] Contos
[editar] Crítica Literária
- Alguns Homens do Meu Tempo, 1889 (eBook)
- Pelo Mundo Fora, 1889 (eBook)
- A Arte de Viver na Sociedade, 1897
- Em Portugal e no Estrangeiro, 1899
- Figuras de Hoje e de Ontem, 1902
- Cérebros e Corações, 1903
- Ao Correr do Tempo, 1906
- Impressões da História, 1911
- Coisas do Século XVIII em Portugal, Coisas de Agora, 1913
[editar] Educação e Sociedade
[editar] Ensaios
- Serões no Campo, 1877
[editar] Poesias
Referências
[editar] Dados Bibliográficos
- Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume XIII, Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004
[editar] Ligações Externas
- Maria Amália Vaz de Carvalho
- Projecto Vercial
- História Universal da Literatura Portuguesa
- Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho
- Geneall Maria Amália Vaz de Carvalho
- Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada (cópia digital)
- Contemporânea (cópia digital)
- Ilustração portugueza (cópia digital)
- A illustração portugueza : semanario : revista litteraria e artistica (cópia digital)
- A mulher (cópia digital)
- A semana de Lisboa : supplemento do Jornal do Commercio (cópia digital)
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