Maria Anne Fitzherbert
Maria Anne Fitzherbert, nascida Smythe (26 de Julho de 1756 - 27 de Março de 1837), foi a primeira mulher com quem o futuro Jorge IV do Reino Unido empreendeu uma cerimônia de casamento, além de ter sido sua companhia pela maior parte de sua vida adulta. No entanto, o casamento era inválido sob as leis civis inglesas, e ela não tornou-se rainha e nem adquiriu qualquer outro título.
[editar] Vida familiar
Maria Anne nasceu como a primeira criança de Walter Smythe de Brambridge, Hampshire, e de Mary Ann Errington. Seus avós paternos eram Sir John Smythe, 3° Baronete Smythe, e Constantia Blount. Seus avós maternos eram John Errington de Beaufront, Northumberland, e Maria Levery. Maria Fitzherbert foi também mãe de Charles William Molyneux, 1° Conde de Sefton. Ela foi educada em Paris.
[editar] Casamentos
Maria Anne casou-se primeiramente com Edward Weld, que tinha 16 anos a mais do que ela, no Castelo Lulworth, em julho de 1775. Com a morte de Weld três meses depois, ela tornou-se uma viúva.
Depois de três anos, ela casou-se pela segunda vez com Thomas Fitzherbert, de Swynnerton Hall, Staffordshire. Ela tinha dez anos a menos do que ele. Eles tiveram um filho que morreu jovem. Em 7 de Maio de 1781, ela tornou-se viúva novamente, herdando uma residência em Mayfair e uma renda anual de £ 2.500 libras.
A jovem viúva logo entrou para dentro da alta sociedade de Londres. Na primavera de 1784, Maria Anne foi introduzida a um admirador muito mais jovem: Jorge, Príncipe de Gales. Ela tornou-se a mais notável amante do futuro Jorge IV do Reino Unido, desde seu casamento secreto com o príncipe em 15 de Dezembro de 1785, em Red Rice House, Red Ride, Hampshire.
O casamento foi considerado inválido com o Ato de Casamentos Reais de 1772, porque não havia sido aprovado por Jorge III do Reino Unido e pelo Conselho Privado. Mesmo requerida a permissão, provavelmente não seria concedida pois a Sra. Fitzherbert era uma católica romana.
[editar] Relação com o Príncipe de Gales/Jorge IV depois de seu casamento
Maria e Jorge continuaram a ver romanticamente um ao outro mesmo depois do casamento do príncipe com Carolina de Brunswick. Jorge e a amante voltaram a viver juntos a partir de 1800, mas a relação entre ambos terminou definitivamente em 1811. Durante este tempo, ele esteve envolvido com a cortesã Frances Villiers, Condessa de Jersey, mas esse caso não teve aparentemente nenhuma influência no caso do príncipe com Fitzherbert.
Com a morte de Jorge em 26 de Junho de 1830, foi descoberto que ele mantinha todas as cartas vindas de Maria Fitzherbert, e medidas foram tomadas para destruí-las. O novo rei, Guilherme IV, ofereceu-se para tornar Maria uma duquesa da realeza, como uma recompensa pelas dificuldades que ela passou em favor de seu irmão. A Sra. Fitzherbert respondeu que 'ela tinha nascido para morrer como Sra. Fitzherbert, que nunca teve vergonha de seu nome e que não desejava mudá-lo'.
Maria Anne Fitzherbert está enterrada em St John the Baptist's Church, em Kemp Town, Brighton.