Maria Bárbara de Bragança, Rainha de Espanha
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| D. Bárbara de Bragança | ||
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| Rainha de Espanha Princesa da Beira Infanta de Portugal |
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| Retrato de D. Maria Bárbara de Bragança | ||
| Nascimento | 4 de Dezembro de 1711 | |
| Falecimento | 27 de Agosto de 1758 | |
| Consorte | Fernando VI de Espanha | |
| Casa Real | Bragança | |
| Pai | João V de Portugal | |
| Mãe | Maria Ana da Áustria | |
Dona Maria Bárbara de Bragança (Lisboa, 4 de Dezembro de 1711 — Aranjuez, 27 de Agosto de 1758) foi uma princesa portuguesa que se tornou a rainha consorte de Espanha, como esposa de Fernando VI.
[editar] Biografia
A infanta Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa de Bragança era a única filha do rei D. João V de Portugal e de sua consorte, a arquiduquesa Maria Ana da Áustria (filha de Leopoldo I).
Como filha mais velha do monarca, ela assumiu o título de princesa da Beira.
No dia 20 de janeiro de 1729, em Badajoz, D. Maria Bárbara desposou o então príncipe das Astúrias, D. Fernando.
A jovem princesa das Astúrias era uma mulher culta, agradável, fluente em seis línguas e grande amante das Belas-artes, em especial a música. D. Maria Bárbara e D. Fernando eram realmente apaixonados um pelo outro e viveram isolados durante o reinado de Filipe V, por vontade de Isabel Farnésio. Entretanto, o casamento não gerou filhos.
[editar] Rainha
Em julho de 1746, com a morte do sogro, Filipe V, Fernando ascendeu ao trono e D. Maria Bárbara tornou-se a rainha de Espanha. Tinha então trinta e quatro anos e seu marido, trinta e três.
D. Maria Bárbara ocupou um importante papel na corte espanhola, especialmente como mediadora entre o rei de Portugal e seu esposa. Conhecida pela proteção que deu ao famoso cantor italiano Farinelli (ou Carlo Broschi), a rainha contratou como mestre de cravo o compositor Domenico Scarlatti em 1721. Sabe-se que até a própria D. Maria Bárbara compôs sonatas para uma grande orquestra.
Promoveu a construção do Convento das Salésias Reais de Madrid. Antes de sua construção em 1757, a rainha mudou-se para o Palácio Real de Aranjuez, onde faleceu de asma em agosto de 1758. Sua morte provocou a loucura de Fernando VI, que morreu no ano seguinte.

