Maria Cristina de Habsburgo-Lorena

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Maria Cristina de Habsburgo-Lorena
Rainha de Espanha e Rainha Regente
María Cristina de Habsburgo-Lorena.jpg
Governo
Consorte Afonso XII da Espanha
Casa Real Casa de Habsburgo-Lorena
Vida
Nascimento 21 de Julho de 1858
Gross-Seelowitz, Morávia
Morte 6 de Fevereiro de 1929 (70 anos)
Madrid, Espanha
Sepultamento Cripta Real do Mosteiro de El Escorial
Filhos Maria das Mercedes
Maria Teresa
Afonso XIII
Pai Carlos Fernando de Áustria-Teschen
Mãe Isabel Francisca de Áustria-Toscana

Maria Cristina de Habsburgo-Lorena (nascida Maria Christina Désirée Henriette Felicitas Rainiera von Habsburg-Lothringen; Gross-Seelowitz, Morávia, 21 de Julho de 1858Madrid, 6 de Fevereiro de 1929), nascida arquiduquesa de Áustria e princesa de Hungria e Boêmia, foi rainha consorte e regente da Espanha pelo seu matrimônio com o rei Afonso XII.

Por via materna guardava parentesco com as famílias reais espanhola e austríaca, pois que era tataraneta de Carlos III da Espanha e bisneta de Leopoldo II da Áustria. Filha do arquiduque Carlos Fernando de Áustria-Teschen e da arquiduquesa Isabel Francisca de Áustria-Toscana, era sobrinha dos imperadores de Áustria e do México: Francisco José e Maximiliano I. Falecido Afonso XII, exerceu a regência durante a menoridade do seu filho, o rei Afonso XIII de 1885 até 1902. Durante o seu reinado ocorreu a Guerra Hispano-Americana, na qual Espanha perdeu as últimas posses do seu império colonial.

Casamento e reinado[editar | editar código-fonte]

Maria Cristina tornou-se a segunda esposa do rei Afonso XII em 1879, após enviuvar este de Maria das Mercedes de Orleães. Dado que quando faleceu o soberano em 1885 achava-se grávida de um filho que nasceria póstumo, teve de assumir a regência. Meses mais tarde nasceu Afonso XIII, quem se converteu na grande esperança para o trono espanhol. A rainha, sem experiência na política, deixou-se assessorar por Sagasta, com quem acabaria travando uma estreita amizade.

Maria Cristina guiou-se pela sensatez e o equilíbrio nos seus dezessete anos de regência, sendo-lhe reconhecida pelos historiadores a sua impecável observância das obrigações constitucionais. Teve por confessor a José Fernández Montaña, ao qual lhe encarregou a educação de Afonso XIII. Pouco depois da morte do rei Afonso XII, com o objetivo de evitar os erros que deram lugar à crise do reinado de Isabel II, chegou-se ao Pacto do Pardo: Um acordo subscrito por Cánovas e Sagasta, que instituiu o sistema de turnos pacíficos em exercício do poder entre liberais e conservadores e consolidou a Restauração até finais do século XIX e princípios do XX. O papel de Maria Cristina no sistema de governo foi representativo, já que não participou nos confrontos entre os partidos dinásticos, respeitando o turno à hora de chamar os candidatos a formar governo embora se sentisse mais próxima a Sagasta. Promulgaram-se, entre outras, a Lei de Sufrágio Universal e a Lei de Associações.

Nos seus últimos anos de regência agravou-se o problema marroquino e a conflitualidade social. Desta época datam também os começos do catalanismo político. Além disso, a perda das três últimas colônias hispano-americanas em 1898 e o começo da decomposição dos dois partidos do turno ao desaparecer Cánovas e Sagasta poucos anos depois, sumiram ao país numa grave crise, que evidenciou a inoperância que adquiriu, coincidindo com o câmbio de século, o regime da Restauração. Finalmente, em 1902, Afonso XIII foi proclamado rei da Espanha, e a partir de então consagrou-se às obras de caridade e à sua vida familiar e, a partir de 1906, ao contrair matrimônio o seu filho Alfonso com Vitória Eugénia de Battenberg, utilizou o título de «Rainha Mãe».

Faleceu no Palácio Real de Madrid a 6 de Fevereiro de 1929 e foi enterrada no Mosteiro do Escorial.

Filhos[editar | editar código-fonte]

Teve três filhos com Afonso XII:

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