Maria Della Costa

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Gentile Maria Marchioro Della Costa Poloni (Flores da Cunha, 1 de janeiro de 1926) é uma atriz brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida no interior do Rio Grande do Sul, já no Rio de Janeiro estreia como show-girl no Cassino Copacabana. Em 1944, estreia no teatro em "A Moreninha", de Joaquim Manuel de Macedo. Em seguida vai para Portugal estudar arte dramática com a atriz Palmira Bastos, no Conservatório de Lisboa.

De volta ao Brasil, passa a fazer parte do grupo Os Comediantes e participa de espetáculos como: Rainha Morta, de Henry de Montherlant (1946); em 1947, Terras do Sem Fim, de Jorge Amado; Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues; e Não Sou Eu, de Edgard da Rocha Miranda.

Funda em 1948, junto com seu marido, o ator Sandro Polloni, o Teatro Popular de Arte, e estreia a peça "Anjo Negro", de Nelson Rodrigues, no Teatro Fênix, Rio de Janeiro.

Em 1954 inaugura sua própria casa de espetáculos, o Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Sandro Polloni, à frente da casa, cria um repertório considerado um dos melhores do teatro brasileiro. Montagens como "Tobacco Road", de Erskine Caldwell e Jack Kirkland (1948), "A Prostituta Respeitosa", de Sartre (1948), "Com a Pulga Atrás da Orelha", de Feydeau (1955), "A Moratória", de Jorge Andrade (1955), "Rosa Tatuada", de Tennessee Williams (1956), e "A Alma Boa de Setsuan", de Brecht (1958), marcam essa fase.

A Companhia segue por uma excursão pela Europa e em 1963 lotam por 45 dias casas de espetáculos em Buenos Aires. Ao visitar Nova York conhece o autor Arthur Miller e dele traz, para comemorar os dez anos de seu teatro (1964), a famosa peça Depois da Queda, dirigida por Flávio Rangel. Com esse mesmo diretor faz também os espetáculos Homens de Papel, de Plínio Marcos (1967), Tudo no Jardim, de Edward Albee (1968), entre outros.

No cinema atuou em diversos filmes: "O Cavalo 13" (1946) e "O Malandro e a Grã-fina" (1947), ambos sob a direção de Luiz de Barros; "Inocência" (1949); "Caminhos do Sul" (1949); e "Moral em Concordata" (1959). É dirigida pelo italiano Camillo Mastrocinque no premiado "Areião" (1952), produção da Maristela Filmes. Já na televisão teve pouca participação: fez a novela Beto Rockfeller, na TV Tupi, em 1968, e na TV Globo atuou em Estúpido Cupido (1976) e Te contei? (1978).

Em São Paulo, no bairro da Bela Vista, foi fundado em 1954 um teatro que leva seu nome. Nos palcos do Teatro Maria Della Costa passaram os melhores atores e atrizes do teatro brasileiro, bem como importantes cenógrafos, como Gianni Ratto.

Em 2002 Maria Della Costa é homenageada pelo Ministério da Cultura com a Ordem do Mérito Cultural[1] . Hoje vive no município fluminense de Parati, onde administra seu hotel[2] .

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na televisão[editar | editar código-fonte]

No teatro[editar | editar código-fonte]

  • Típico Romântico (1992)
  • Temos Que Refazer a Casa (1988)
  • Alice, Que Delícia (1986)
  • Motel Paradiso (1982)
  • Tome Conta de Amélia (1974)
  • Bodas de Sangue (1973)
  • Tudo no Jardim (1968)
  • Abra a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã (1968)
  • Homens de Papel (1967)
  • Depois da Queda (1964)
  • Pindura Saia (1963)
  • Armadilha Para um Homem Só (1962)
  • O Marido Vai à Caça (1962)
  • Society em Baby Doll (1960)
  • Gimba (1959)
  • A Alma Boa de Set-Suan (1958)
  • Moral em Concordata (1956)
  • A Rosa Tatuada (1956)
  • A Casa de Bernarda Alba (1956)
  • A Mirandolina (1955)
  • Com a Pulga Atrás da Orelha (1955)
  • O Canto da Cotovia (1954)
  • Manequim (1952)
  • Ralé (1951)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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