Maria Henrietta Stuart
| Maria Stuart | |
|---|---|
| Princesa Real | |
| Cônjuge | Guilherme II de Orange |
| Descendência | |
| Guilherme III | |
| Nome completo | |
| Maria Henrietta Stuart | |
| Casa | Stuart |
| Pai | Carlos I de Inglaterra |
| Mãe | Henriqueta Maria da França |
| Nascimento | 4 de novembro de 1631 Londres, Inglaterra |
| Morte | 24 de dezembro de 1660 (29 anos) |
| Enterro | Canterbury, Inglaterra |
Maria Henrietta Stuart (em inglês: Mary Henrietta Stuart; em neerlandês: Maria Henriëtte Stuart), Princesa Real, Princesa de Orange e Condessa de Nassau (4 de novembro de 1631 - 24 de dezembro de 1660) foi a filha mais velha do Rei Carlos I de Inglaterra e da sua consorte, Henriqueta Maria. Ela foi esposa de Guilherme II, Príncipe de Orange e Conde de Nassau, e foi a mãe do rei Guilherme III de Inglaterra. Maria Stuart ou de Orange, como ela também era conhecida, foi a primeira filha de um britânico soberano a deter o título de Princesa Real.
Infância e Adolescência[editar]
Maria Stuart nasceu no Palácio de St. James, em Londres. O seu pai, Carlos I, a coroou Princesa Real em 1642, estabelecendo assim a tradição de que a filha mais velha do soberano britânico ostentasse esse título. O título veio a ser criado quando a Rainha consorte Henriqueta, filha do rei Henrique IV de França, imitou a forma como a filha mais velha do rei da França era intitulada em estilo francês (Madame Real). Até essa altura, a filha mais velha do monarca inglês e escocês tinha diversos títulos diferentes como Lady ou Princesa (as filhas mais jovens dos reis britânicos não foram consistentemente intituladas no estilo Sua Alteza Real até a ascensão de Jorge I, em 1714).
Casamento[editar]
Seu Pai quis casar a Princesa Real com o filho de Filipe IV, rei da Espanha, enquanto seu primo, Karl Ludwig, o eleitor Palatino, era também um pretendente para a mão dela. Ambas as propostas foram rejeitadas, pois já ela estava noiva de Guilherme, filho e herdeiro de Frederico-Henrique, príncipe de Orange e das Províncias Unidas, e de Amália de Solms-Braunfels. O casamento ocorreu em 2 de Maio de 1641 em Londres, mas não foi consumado por vários anos, devido à pouca idade da noiva. No entanto, em 1642, Maria foi para a República Holandesa com a sua mãe, a Rainha Henriqueta e, em 1644, ela começou a tomar o seu lugar na vida pública.
Últimos anos[editar]
Em Março de 1647, seu marido, Guilherme II, sucedeu seu pai. No entanto, em Novembro de 1650, ele morreu de varíola. O único filho do casal, Guilherme (mais tarde, Guilherme III), nasceu poucos dias depois de seu falecimento. A princesa de Orange, viúva, foi obrigada a compartilhar a guarda do seu filho recém-nascido, com a avó Amália, a viúva de Frederico-Henrique, príncipe de Orange. Ela era impopular entre os holandeses, devido à sua simpatia com a sua família, os Stuarts, e devido à opinião pública, que estava zangada devido À sua hospitalidade demonstrada para com os seus irmãos, os exilados Carlos II e o duque de York (mais tarde, James II); ela estava proibida de receber seus familiares. De 1654 a 1657, a princesa passou a maior parte de seu tempo fora da Holanda.
Em 1657, ela se tornou regente em nome de seu filho para o Principado de Orange, mas as dificuldades da sua posição levaram-na a implorar a ajuda de Luis XIV, o rei francês, que respondeu pela apreensão Laranja. A restauração de Carlos II, na Inglaterra e na Escócia, ~reforçou bastante a posição da viúva princesa de Orange e do seu filho, na Holanda. Em Setembro de 1660, ela retornou à Inglaterra. Ela morreu de varíola em Londres, e foi enterrada na Abadia de Westminster.
Mais tarde em 1689, o seu filho, Guilherme III, se tornou Rei da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda, além de se tornar Príncipe de Orange.