Maria I de Inglaterra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros, acadêmico)Yahoo!Bing.
Maria I
Rainha da Inglaterra, Espanha, França,
Jerusalém, Duas Sicílias e Irlanda
Arquiduquesa da Áustria
Duquesa de Borgonha, Milão e Brabante
Condessa de Habsburgo, Flandres e Tirol
Rainha da Inglaterra e Irlanda
Reinado 19 de julho de 1553
a 17 de novembro de 1558
Coroação 1 de outubro de 1553
Predecessor Eduardo VI
Sucessora Isabel I
Rainha Consorte da Espanha
Reinado 16 de janeiro de 1556
a 17 de novembro de 1558
Predecessora Isabel de Portugal
Sucessora Isabel de Valois
Marido Filipe II de Espanha
Casa Tudor
Pai Henrique VIII de Inglaterra
Mãe Catarina de Aragão
Nascimento 18 de fevereiro de 1516
Palácio de Placentia, Londres, Inglaterra
Morte 17 de novembro de 1558 (42 anos)
Palácio de St. James, Londres, Inglaterra
Enterro 14 de dezembro de 1558
Abadia de Westminster, Londres, Inglaterra
Religião Catolicismo Romano
Assinatura

Maria I (18 de fevereiro de 151617 de novembro de 1558) foi a Rainha da Inglaterra e Irlanda de julho de 1553 até sua morte. Sua perseguição e execução dos protestantes ingleses levou seus oponentes a lhe darem o epíteto de "Maria, a sanguinária".

Ela foi a única filha do rei Henrique VIII de Inglaterra e sua primeira esposa Catarina de Aragão a chegar na idade adulta. Seu meio-irmão mais novo, Eduardo VI, sucedeu Henrique em 1547. Ele tentou retirar Maria da linha de sucessão por diferenças religiosas ao descobrir que estava com uma doença terminal. Após sua morte, Joana Grey, prima em segundo grau dos dois, foi inicialmente proclamada rainha. Maria reuniu uma força em Anglia do Leste e depôs Joana, que acabou sendo decapitada. Ela se casou em 1554 com Filipe de Espanha, tornando-se rainha consorte da Espanha na ascensão dele em 1556.

Como a quarta monarca da Casa de Tudor, Maria é mais lembrada por restaurar o Catolicismo Romano depois do curto reinado protestante de seu meio-irmão. Em seus cinco anos de reinado, ela fez com que mais de 280 dissidentes religiosos fossem queimados. Seu reestabelecimento do catolicismo foi revertido após sua morte por sua meia-irmã e sucessora Isabel I.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Maria foi a quinta criança nascida do primeiro casamento de Henrique VIII de Inglaterra com Catarina de Aragão e a única a atingir a idade adulta. Nasceu no palácio de Greenwich e foi batizada poucos dias depois tendo o Cardeal Thomas Wolsey como padrinho. Durante a infância, Maria mostrou ser uma criança precoce, herdando o talento artístico de seu pai e inteligência de sua mãe, porém de saúde frágil, com má visão e propensa a fortes enxaquecas[1] . O pai concedeu-lhe a sua própria corte no Castelo de Ludlow e várias prerrogativas normalmente atribuídas ao Príncipe de Gales. A educação de Maria ficou a cargo da sua mãe e de Margarida, Condessa de Salisbury (filha de Jorge, Duque de Clarence), uma das mulheres mais cultas do seu tempo. A princesa estudou latim, castelhano, francês, italiano, grego, retórica, ciências, matemática, teologia e música. Aos cinco anos era já uma intérprete de harpa e alaúde, capaz de entreter uma plateia de espectadores e aos dez anos já lia e escrevia em latim perfeito e se correspondia constantemente com sua mãe nesse idioma. Aos dezesseis anos Maria já havia lido as principais obras clássicas em latim da época e chegou a traduzir para o inglês várias obras importantes com os textos se Rasmus e as encíclicas romanas. Maria foi, sem dúvida, uma das mulheres mais cultas de sua geração.

A questão do seu casamento foi motivo de manobras e negociações diplomáticas desde muito cedo. Entre os seus pretendentes, volúveis, de acordo com os interesses políticos do pai, contaram-se: Francisco, Duque da Bretanha e herdeiro de Francisco I de França, o seu irmão mais novo e futuro Henrique II, o próprio Francisco I e o imperador Carlos V do Sacro-Império.[2]

Entretanto, o casamento dos seus pais encontrava-se em crise. Desde 1527, Henrique VIII procurava a sua anulação, com o objetivo de casar com Ana Bolena, que parecia mais apta para produzir um filho varão. Todos os apelos para Roma falharam, o que fez Henrique decretar unilateralmente a anulação. No início de 1533, Thomas Cranmer, Arcebispo da Cantuária, declarou o casamento com Catarina de Aragão inválido, tornando legítimo o recente casamento com Ana Bolena. Para evitar um apelo de Catarina ao Papa, a Inglaterra cortou relações com o Vaticano e Henrique VIII foi declarado chefe na nova Igreja Anglicana. Para Maria, estes eventos tiveram consequências drásticas. De princesa de Inglaterra e herdeira da coroa, passou a ser considerada filha ilegítima com direito apenas ao tratamento de Lady Mary ou Lady Maria. Com a dissolução da corte de Ludlow, Maria tornou-se aia da sua irmã recém nascida Isabel. Foi ainda afastada da sua mãe, proibida de visitá-la e de se comunicar com ela e, em 1536, de assistir ao seu funeral. Esse tratamento traumatizou-a fortemente e foi interpretado como injusto na Inglaterra e no resto da Europa, contribuindo para a crescente impopularidade de Ana Bolena.

Disputas e antecedentes[editar | editar código-fonte]

Com a execução de Ana Bolena em 1536, também Isabel foi declarada ilegítima, juntando-se a Maria na condição de ex-princesa. No entretanto Joana Seymour, a madrasta seguinte, deu à luz o tão desejado herdeiro varão: o futuro Eduardo VI de Inglaterra, afastando definitivamente, ao que parecia, Maria e Isabel como herdeiras do trono. A última mulher de Henrique VIII, Catarina Parr, conseguiu reconciliar o rei com as filhas e, em 1544, apesar de ilegítimas, Maria e Isabel foram reconhecidas pelo Parlamento como segunda e terceira na linha de sucessão respectivamente. Para o fim da vida de Henrique VIII, a maioria dos privilégios de Maria foram restabelecidos em troca do reconhecimento do rei como chefe da Igreja Anglicana; no entanto, ela recusou converter-se à igreja do pai e permaneceu sempre fiel à fé católica.

Retrato da Princesa Maria em 1544

No reinado do irmão Eduardo VI, o Parlamento aprovou o Ato de Uniformidade, que abolia o rito católico em favor do novo serviço protestante. Maria pediu então escusa para assistir à missa católica, o que lhe foi negado pelo irmão. Sem desistir, ela apelou a seu primo pelo lado materno, Carlos V de França, que ameaçou atacar a Inglaterra caso fosse desrespeitada a liberdade religiosa de Maria. Pressionados pelo imperador, Eduardo VI e os seus regentes cederam e permitiram a Maria assistir ao serviço católico, desde que fosse em privado; entretanto, depois desse episódio, seu relacionamento com o rei não foi mais o mesmo e ela foi banida da corte do irmão por sua crença.

Ascensão ao trono[editar | editar código-fonte]

Eduardo VI morreu em 1553, enquanto Maria se encontrava ausente de Londres. O seu testamento excluía Maria e Isabel da sucessão, privilegiando a protestante Joana Grey, bisneta de Henrique VII por via feminina e nora do Duque de Northumberland, o regente e conselheiro de Eduardo VI. Estas disposições contrariavam o Ato de Sucessão de 1544, que determinava que Maria deveria suceder a Eduardo, caso este morresse sem descendência[3] . No entanto, Joana Grey foi proclamada rainha a 9 de Julho, apesar da forte contestação popular.

Maria sendo recebida em Londres ao lado da irmã Isabel em 1553

Maria sempre fora estimada por seu povo pelo tratamento injusto que sofrera do pai e do irmão mais novo e contava com o apoio de muitos nobres, até mesmo de alguns poucos protestantes fiéis à dinastia Tudor. Apenas nove dias depois, o Parlamento revogava o testamento de Eduardo VI, e declarava Maria Rainha de Inglaterra e Senhora da Irlanda[4] . A nova rainha entrou triunfante em Londres em 3 de Agosto, acompanhada pela irmã Isabel, e de sua amiga e ex-madrasta Ana de Cleves sob forte aclamação popular.

Maria foi coroada rainha na Abadia de Westminster em 1 de Outubro de 1553. O serviço foi efectuado pelo Bispo católico de Winchester, Stephen Gardiner, e não pelo Arcebispo da Cantuária como de costume, visto que esse último era Protestante.[5]

Reinado[editar | editar código-fonte]

O primeiro Ato do Parlamento sob o reinado de Maria foi validar retroativamente o casamento de Henrique VIII de Inglaterra com Catarina de Aragão, repondo assim a sua legitimidade.

Uma de suas primeiras ações foi mandar executar o Duque de Northumberland, que planejara o golpe contra ela. Depois, remodelou o leque de conselheiros reais, afastando todos os aliados de Northumberland. Joana Grey, o seu pai, o Duque de Suffolk e o marido Guilford Dudley foram presos e executados. [6]

No início do reinado a Inglaterra se encontrava em grande corrupção, fruto da enorme quantidade de protestantes que viviam às custas do Estado na época de Eduardo. A rainha, chocada com tamanhos desvios, ordenou a diminuição das despesas da casa real e a expulsão dos protestantes da corte. Maria reduziu os impostos, a redução deixou a renda mais baixa que a despesa, então a rainha criou direitos aduaneiros sobre a importação de fazendas e taxou a importação de vinhos franceses. Entretanto, as medidas, que pretendiam ajudar aos mais pobres, provocaram a retração comercial. Maria criticou a alta burguesia (comerciantes ricos) por pagar baixos salários aos seus empregados, e proibiu terminantemente o salário em espécie. Porém, a monarca não estava cercada de bons elementos e muitas de suas ordens não chegaram a ser cumpridas. Maria emitiu moedas de prata finas e planejou uma planta para retirar as moedas rebaixadas que vieram a ser usufruídas em 1560-61, no reinado de sua irmã Isabel Tudor, também incluiu um novo livro das taxas que foi introduzido no fim de seu reinado em 1558.

Moeda cunhada durante o reinado de Maria I

Maria também realizou um grande trabalho na via diplomática, em seu reinado, a Inglaterra entrava em contato com a Rússia. A rainha, então, pela primeira vez, recebeu e acreditou em sua corte o embaixador russo Osep Nepeja e em contraprestação, mandou uma missão diplomática inglesa a Moscou. Em 1555, uma carta patente da rainha foi emitida à Muscovy Company que dava direito de trocas comerciais exclusivas entre Rússia e Inglaterra, expedições adicionais foram enviadas em 1556, em 1568 e em 1580. Ainda no ramo do comércio exterior, Maria estabeleceu novas rotas de comércio para o pano inglês na [[Espanha[[, em Portugal e na África - especialmente em Marrocos, que forneceu o açúcar e o salitre, e na Guiné, uma fonte de ouro.

Como uma monarca da dinastia Tudor, as artes tiveram grande destaque em seu reinado. Maria patrocinou e mandou vir artistas de toda Europa como Thomas Tallis, John Sheppard e Willian Roper, genro de Thomas Morus, que escreveu uma rica biografia sobre seu sogro no reinado de Maria I[7] .

Casamento e revolta de Wyatt[editar | editar código-fonte]

Como a primeira mulher a ser coroada rainha na Inglaterra, Maria teve que lidar com o assuntos referente ao seu matrimônio, que lhe daria um herdeiro, continuando a dinastia. Como primeira reação, de acordo com Judith Richards em seu artigo: "Mary Tudor as Sole Quene". Maria negou, dizendo que já havia se casado com a Inglaterra, tal visão é apenas mostrada pela parte de Isabel; entretanto, sua irmã também negou a proposta de casamento. Contudo, acabou aceitando a hipótese, de início parecia inclinada em aceitar Eduardo Courtenay, conde de Devon, mas mudou de ideia quando o Imperador Carlos V sugeriu o seu filho único, o Príncipe Filipe. Tanto o Parlamento como os seus principais conselheiros imploraram que reconsiderasse a decisão, receando a perda de independência de Inglaterra face à temida Espanha, que era a mais poderosa potência europeia na época. Maria manteve-se firme ao seu casamento com Filipe, o que iniciou uma onda de protestos na Inglaterra marcando o início de sua impopularidade principalmente entre os protestantes. O Duque de Suffolk decidiu tomar uma atitude e aliciou Isabel a pretensão à coroa, suportados pela revolta popular de Thomas Wyatt mas a tentativa de golpe foi esmagada pelas forças da rainha. Wyatt e Suffolk foram presos e executados. Após a revolta de Wyatt, a rainha mudou sua política de tolerância, o conselho de Maria havia lhe urgido para que largasse a política de clemência e começasse a agir com rigor. A Princesa Isabel, beneficiária da manobra de Wyatt, tornou-se num alvo de suspeita e foi presa na Torre de Londres, mas nada foi provado sobre o envolvimento da princesa. Filipe de Espanha exigiu que ela fosse executada para eliminar futuras conspirações, mas Maria recusou-se a assinar a sentença de morte da irmã e em vez disso expulsou-a da corte, sob prisão domiciliar.

Maria e Filipe se casaram a 25 de Julho de 1554 na Catedral de Winchester numa grande cerimônia católica. Nos termos do contrato de casamento, Filipe passou a ser designado como "Rei Consorte da Inglaterra" (título esse que fora atribuído somente às rainhas consortes até então). O seu casamento com um monarca estrangeiro e católico marcou o fim da popularidade da rainha junto aos ingleses orgulhosos da sua independência. Maria, no entanto, ficou extremamente feliz com a união e apaixonou-se imediatamente pelo marido onze anos mais novo. Em Novembro de 1554, julgou-se grávida e mandou rezar uma missa de acção de graças pelo facto, mas pouco tempo depois as esperanças desmoronaram e apesar do abdómen da rainha ter aumentado e os seus seios começarem a produzir leite, foi constatado que se tratava apenas uma gravidez psicossomática. Ao fim de cerca de catorze meses em Inglaterra, Filipe decidiu regressar a Espanha para cuidar de assuntos de estado, frustrado pelo fato de Maria e seu parlamento não o deixarem governar a Inglaterra.

Maria Tudor e seu marido Filipe de Espanha em 1554

A rainha dedicou-se então ao seu projeto pessoal de reverter a ruptura com a Igreja de Roma estabelecida pelo seu pai e o reforçar do protestantismo pelo irmão Eduardo VI. Sua política primária de tolerância aos protestantes havia sido quebrada após a revolta de Wyatt. Reginald Pole, um cardeal católico e amigo de Maria desde a infância, foi nomeado conselheiro pessoal e Arcebispo da Cantuária. Juntos aboliram as reformas religiosas de Eduardo VI e deram início ao que ficou conhecido como as persecuções marianas. Nos três anos seguintes cerca de 300 protestantes foram queimados na fogueira por heresia incluindo Thomas Cranmer (ex Arcebispo da Cantuária), Nicholas Ridley (ex-bispo de Londres) e o reformista Hugh Latimer. Estes actos, dos quais Maria não foi a única responsável moral, valeram-lhe o cognome Bloody Mary e uma crescente impopularidade junto dos ingleses. A rainha disse para seu amigo Pole, que "A punição dos hereges, deve ser feita sem pressa, deve, entretanto, se aplicar a justiça para aqueles que, pela inteligência, procuram iludir as almas simples." Nos reinados seguintes, a sua memória foi vilipendiada, em parte como propaganda religiosa protestante. John Foxe escreveu um livro intitulado The Actes and Monuments of these latter and perilous Dayes, touching matters of the Church, wherein are comprehended and described the great Persecution and horrible Troubles that have been wrought and practised by the Romishe Prelates, Epeciallye in this Realme of England and Scotland, from the yeare of our Lorde a thousande to the time now present, abreviadamente The Book of Martyrs, onde basicamente transformava Maria numa vilã católica.

Filipe regressou à Inglaterra em 1557, depois de ter herdado a coroa de Espanha e o controle dos Países Baixos pela abdicação do seu pai, com o objectivo de convencer Maria a entrar numa guerra contra França. Maria concordou com o marido, apesar da forte objecção popular inglesa, e, em resultado, as tropas inglesas foram derrotadas e a Inglaterra perdeu a posse de Calais, a última relíquia das possessões continentais inglesas, que em tempos já haviam incluído a Normandia e Aquitânia. Em resultado desta visita, Maria sofreu ainda uma última gravidez psicológica e chegou a ditar um testamento onde nomeava Filipe regente de Inglaterra durante a menoridade do herdeiro inexistente.

Morte e Legado[editar | editar código-fonte]

Em seus últimos dias Maria estava deprimida pelo abandono do marido, possíveis conspirações de sua irmã e sua baixa popularidade, passava horas e horas com os joelhos perto do queixo e perambulava pela sua corte como um fantasma.

Maria morreu em Novembro de 1558, provavelmente de cancro do útero ou dos ovários, e foi sucedida pela sua irmã a princesa Isabel, que acreditava ter conseguido converter ao Catolicismo. Foi sepultada na Abadia de Westminster, onde, mais tarde, Isabel juntar-se-lhe-ia.[8] Na inscrição da sua tumba comum lê-se Parceiras no Trono e Sepultura, aqui descansam duas irmãs, Maria e Isabel, na esperança de uma ressurreição. conjunta.[9]

Maria certamente é uma figura trágica, teve uma infância dourada, até que os atos de seu próprio pai a traumatizaram profundamente. Tem uma má fama devido a propaganda protestante, já que ela foi uma rainha católica, entretanto seus atos não foram mais cruéis do que os de seu pai Henrique VIII e irmãos Eduardo VI e Isabel I. Definitivamente há muito mais no reinado de Maria Tudor do que as perseguições aos protestantes pelas quais ela é tão julgada, ela iniciou um trabalho de expansão marítima e econômica que seria concluído brilhantemente por sua irmã depois dela.

O historiador Will Durant se refere a Maria I: "Em relação a Maria I, pode-se dizer algumas palavras complacentes. Dor, doença e muitas injustiças sofridas deformaram seu espírito. Sua clemência deu origem à crueldade só depois que conspirações tentaram retirar a sua coroa. Seguiu o conselho da igreja de confiança, que tinha sofrido perseguições e buscava vingança. Ao final, penso eu, com as performances, estava cumprindo suas obrigações para com a religião que ela amava como uma razão para sua própria vida. Ela não merece o apelido de "Maria, a sanguinária", a menos que o adjetivo seja aplicado a todos de seu tempo; adjetivo que resume o caráter de forma errada, já que havia muito amor. Embora pareça estranho, é notável que ela tem tomado a frente o trabalho do pai [Henrique VIII], para separar a Inglaterra de Roma. Ela mostrou ao país que era ainda da igreja católica a pior característica que era servida. Quando ela morreu, a Inglaterra estava mais preparada do que nunca para aceitar a nova fé que ela se esforçou para destruir."

Referências

  1. Waller, p. 16; Whitelock, p. 8
  2. Hoyle, R.W.. The Pilgrimage of Grace and the Politics of the 1530s. [S.l.]: Oxford University Press, 2001. 407 pp. ISBN 0199259062
  3. The Tudors: Mary I (em inglês) The Royal Household. Página visitada em 31 outubro de 2006.
  4. Porter, pp. 188–189
  5. Waller, pp. 48–49; Whitelock, p. 165
  6. England Under The Tudors: Bishop Stephen Gardiner, (c.1493-1555) (em inglês).
  7. (Music review) ligação externa
  8. Maria I de Inglaterra (em inglês) no Find a Grave.
  9. Regno consortes & urnâ, hîc obdormimus Elizabetha et Maria sorores, in spe resurrectionis.[1]

Leituras adicionais[editar | editar código-fonte]

Leitura secundária[editar | editar código-fonte]

  • "Mary I". (1911). Encyclopædia Britannica, 11.ª ed. Londres: Cambridge University Press.
  • Williamson, D. (1998). The Kings and Queens of England New York: National Portrait Gallery.
  • Weir, Alison. "The Children of Henry VIII".
  • Lee, Elizabeth *Título não preenchido, favor adicionar

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Maria I de Inglaterra


Maria I de Inglaterra
Casa de Tudor
18 de fevereiro de 1516 – 17 de novembro de 1558
Precedida por
Eduardo VI
Coat of Arms of England (1554-1558).svg
Rainha da Inglaterra e Irlanda
19 de junho de 1553 – 17 de novembro de 1558
Sucedida por
Isabel I
Precedida por
Isabel de Portugal
Rainha Consorte da Espanha
16 de janeiro de 1556 – 17 de novembro de 1558
Sucedida por
Isabel de Valois