Maria Isabel da Baviera

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Maria Isabel
Princesa da Baviera
Cônjuge Pedro Henrique de Orléans e Bragança
Descendência
Luís Gastão
Eudes
Bertrand
Isabel Maria
Pedro de Alcântara
Fernando
Antônio
Eleonora
Francisco
Alberto
Maria Thereza
Maria Gabriela
Nome completo
Maria Isabel Francisca Josefa Teresa
Casa Wittelsbach
Pai Francisco da Baviera
Mãe Isabel de Croÿ
Nascimento 4 de Setembro de 1914
Palácio Nymphenburg, Munique, Reino da Baviera
Morte 13 de maio de 2011 (96 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Enterro Vassouras, Rio de Janeiro

Dona Maria Isabel Francisca Teresa Josefa de Wittelsbach e Croy-Solre (em alemão: Maria Elisabeth Franziska Theresia Josepha von Wittelsbach und Croy-Solre), (Munique, 9 de setembro de 1914 - Rio de Janeiro, 13 de maio de 2011)[1] [2] princesa da Baviera e imperatriz-mãe do Brasil. Foi, também, pintora especializada em porcelanas, arte tradicional da Baviera.

Nasceu no Castelo de Nymphenburg, Munique, então a capital do então Reino da Baviera, pertencente ao Império Alemão. A teuto-brasileira Maria Isabel era a segunda filha de Francisco (1875-1957), príncipe da Baviera, filho de Luís III da Baviera, último rei da Baviera, e de Isabel (1890-1982), princesa de Croy.

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

A princesa nasceu no início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Grande parte de seus familiares combateram no evento, inclusive seu pai. Tendo infância e juventude bastante problemáticas em função dos regimes que foram se estabelecendo na Alemanha após o fim da guerra.

A princesa viveu até a maioridade no Castelo de Sárvar, na Hungria, propriedade de sua avó, a rainha Maria Teresa, que era nascida arquiduquesa da Áustria, princesa da Hungria e de Módena, entre outros. A família real bávara retornou à Baviera na década de 1930. O governo republicano foi pressionado a devolver a grande parte dos bens e castelos que foram confiscados em 1918.

Os tempos na Alemanha entre–guerras (1918-1938) foram sombrios, haja vista a Grande Depressão de 1929 e a ascensão dos nazistas, na pessoa de Adolf Hitler, no governo alemão. O tio de Maria Isabel, príncipe Rodolfo (1869-1955), chefe da Casa Real da Baviera, declarou-se inimigo de Hitler. Tal fato custou caro à família real, pois foram obrigados à fugir para a Itália, porém a segunda esposa do príncipe Rupprecht, a princesa Antonieta de Luxemburgo (1899-1955), foi interceptada pela milícia nazista, que a torturou impiedosamente. Em decorrência disso, ela faleceu alguns anos depois.

A princesa Maria recebeu uma educação esmerada dos pais, além de pintora, especializada em porcelanas, arte tradicional da Baviera.

Casamento e partida para o Brasil[editar | editar código-fonte]

Foi desposada em 19 de agosto de 1937, na capela do Castelo de Nymphenburg por Dom Pedro Henrique de Orléans e Bragança, então chefe da casa imperial do Brasil, e, portanto, de jure, imperador do Brasil, fazendo-a princesa de Orléans e Bragança e, de jure, imperatriz do Brasil. O casamento serviu de pretexto para o duque da Baviera confrontar o governo nazista; afinal compareceram dois soberanos e vários chefes de casas reais da Europa, menos os altos comandantes alemães.

O casal imperial viveu primeiramente na França; tentaram inúmeras vezes embarcar para o Brasil, porém, devido à Segunda Guerra Mundial (1938-1945), eles ficaram impedidos. Somente em 1945 conseguem consegue embarcar para o Brasil; chegando no país se instalam primeiramente no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, Rio de Janeiro, e depois em uma casa no bairro do Retiro. Em 1951, D. Pedro Henrique adquire a Fazenda Santa Maria, em Jacarezinho, interior do Paraná, onde a família reside até 1964. Em 1965, muda-se com a família para Vassouras, no interior do Rio de Janeiro.

Após o falecimento do marido[editar | editar código-fonte]

Em 1981, falece em Vassouras D. Pedro Henrique, fazendo com que seu filho primogênito se tornasse o novo chefe da casa imperial do Brasil, e D. Maria da Baviera a imperatriz-mãe do Brasil, de jure. D. Maria passa a viver entre a fazenda Santa Maria e o apartamento da filha, D. Isabel, no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro. Visita ainda a Baviera e a Bélgica, onde vivem outras filhas suas.

Em 2004, foi celebrada na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro, uma missa pelo seu aniversário, celebrada pelo abade emérito de São Bento do Rio de Janeiro, dom José Palmeiro Mendes OSB, e co-celebrada pelos padres Sérgio Costa-Couto, juiz do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese do Rio de Janeiro e capelão da Glória do Outeiro, e Jorge Luís Pereira da Silva – carinhosamente conhecido na cidade do Rio de Janeiro como Padre Jorjão.

Na ocasião estiveram presentes todos os seus doze filhos e inúmeros netos, fazendo com que o evento fosse noticiado pela imprensa brasileira.

Faleceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio (abolição) de 2011, acompanhada de filhos e netos. Foi enterrada em Vassouras.

Descendência[editar | editar código-fonte]

De sua união com D. Pedro Henrique ela teve doze filhos:

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • S.A.R. Maria Isabel de Wittelsbach, princesa da Baviera.
  • S.A.I.&R. D. Maria Isabel de Orléans e Bragança, imperatriz-consorte do Brasil, de jure.

Além desses ela é dama das Ordens de Santa Isabel e de Santa Teresa e da Baviera; Dama grã-cruz de Justiça de todas as Ordens Imperiais Brasileiras, além da Ordem Constantiniana de São Jorge, da Realeza Napolitana.

Referências

  1. Morre no Rio a princesa de Baviera, aos 96 anos (em Português) Último Segundo. Visitado em 15 de Maio de 2011.
  2. Adeus à ‘Imperatriz-Mãe’! (em Português) O Dia Online. Visitado em 16 de Maio de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]