Maria Isabel de Lizandra

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Maria Isabel de Lizandra (São Paulo, 5 de junho de 1946) é um atriz brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Isabel de Lizandra construiu uma carreira vitoriosa nas décadas de 1970 e 1980, participando em várias telenovelas, séries, especiais de TV, filmes e peças de teatro.

Estreou-se em 1964 na TV Tupi com a novela Se o Mar Contasse, de Ivani Ribeiro, dirigida por Geraldo Vietri, e no cinema em Vereda da Salvação, filme de Anselmo Duarte que provocou a crítica e o público em festivais de todo o mundo.

A partir de 1966, na TV Excelsior, Maria Isabel de Lizandra torna-se um dos rostos mais habituais das novelas. Nesse ano, marca presença em Anjo Marcado, de Ivani Ribeiro como Maria Elisa e em As Minas de Prata, uma superprodução para a época, adaptada por Ivani Ribeiro e dirigida por Wálter Avancini, como Raquel.

Em 1967, marca presença na primeira novela da TV Bandeirantes, uma adaptação de Wálter Negrão para Os Miseráveis, vivendo a jovem Cosette ao lado de Leonardo Villar e Geraldo Del Rey. Regressa posteriormente à TV Excelsior para viver a Eulália Terra de outra superprodução, O Tempo e o Vento, uma adaptação de Teixeira Filho para a obra de Érico Veríssimo.

Ainda na TV Excelsior, em 1968, Maria Isabel faz o papel de duas grandes personagens: a Ruth de O Terceiro Pecado, primeira obra de Ivani Ribeiro a falar do sobrenatural e que foi readaptada como O Sexo dos Anjos pela Rede Globo (na nova versão essa personagem foi da atriz Silvia Buarque), e a Rosália, uma das filhas de Mãe Cândida, em A Muralha, que foi a maior produção realizada no gênero pela TV Excelsior, e também escrita por Ivani Ribeiro e readaptada em 2000 pela TV Globo com a atriz Regiane Alves interpretando a mesma personagem. Na versão da TV Excelsior, Maria Isabel de Lizandra fazia par romântico com Paulo Goulart.

Em seguida faz a Glorinha adulta de A Menina do Veleiro Azul e a Marília de Dirceu de Dez Vidas, ambas novelas escritas por Ivani Ribeiro e já no fim da TV Excelsior.

Estrela da TV Tupi[editar | editar código-fonte]

Em 1970 estreia na TV Tupi fazendo a Renée de As Bruxas e, em seguida, a Cristina de Hospital. Em 1971, na TV Record, participa na telenovela Sol Amarelo, um fracasso de público, regressando à TV Tupi, onde faz duas telenovelas de sucesso: Na Idade do Lobo (como Belinha) e Camomila e Bem-Me-Quer (como Elisa).

O grande sucesso junto ao público chega com a rebelde Malu da novela Mulheres de Areia de Ivani Ribeiro, um dos maiores sucessos das novelas até hoje e da TV Tupi. Sua parceria com o ator Antônio Fagundes que viveu Alaor foi um dos grandes trunfos da novela e fez com que os dois protagonizassem em O Machão, uma adaptação de Ivani Ribeiro para A Megera Domada de William Shakespeare e uma das novelas mais longas da TV (371 capítulos).

Nessa época, estreia também no cinema nacional e participa em duas comédias no estilo pornochanchada, As Mulheres Sempre Querem Mais do diretor (Roberto Mauro) e O Supermanso, de Ary Fernandes. Regressa às novelas em 1975 como a Carolina na adaptação de O Alienista, que se chamou Vila do Arco e foi apresentada pela TV Tupi.

Suas duas últimas aparições no cinema nacional foram ainda na década de 1970, onde estrelou Belas e Corrompidas e fez um dos principais papéis de Ensaio Geral- A Noite das Fêmeas. Ainda na TV Tupi ela faria o principal papel feminino, a Lúcia, da novela Xeque Mate, a Isabel adulta, filha de dona Lola, em Éramos Seis e, por último, já nos momentos finais da TV Tupi, a novela Salário Mínimo.

No começo da década de 1980 participa em Cara a Cara, a primeira novela da nova fase da Rede Bandeirantes, de Vicente Sesso, transferindo-se depois para a TV Cultura, onde faz vários teleteatros, minisséries, teleromances e apresenta alguns programas educativos.

A estréia na TV Globo[editar | editar código-fonte]

Estreou-se na Rede Globo em 1983 com a minissérie Moinhos de Vento, a que seguuiram a telenovela Champagne de Cassiano Gabus Mendes, a minissérie Tenda dos Milagres e a participação nas séries Caso Verdade e Você Decide. Em 1986 vai para a Rede Manchete onde participa do sucesso de "Dona Beija". Sua personagem, a dona Josefa, é um dos destaques da trama ao ficar viúva e se apaixonar por um jovem pianista, muitos anos mais jovem, interpretado pelo ator Jayme Periard.

Em 1988 regressa à Rede Globo, onde tem uma participação especial na telenovela Vale Tudo, como a vizinha da personagem de Regina Duarte, faz uma participação especial na telenovela "Tieta e vive Dona Clara na telenovela Pacto de Sangue. Em 1991 retorna à Rede Manchete onde faz episódios de Fronteiras do Desconhecido e participa na minissérie Filhos do Sol.

Seus últimos trabalhos na TV tiveram lugar na segunda metade da década de 1990, participando em episódios do programa Você Decide e na minissérie Labirinto (na Rede Globo) e na telenovela Por Amor e Ódio em 1997 na Rede Record.

Foi ainda uma presença constante nos palcos brasileiros estrelando e participando em dramas e comédias que foram sucesso de público e crítica. Entre os vários espetáculos em que participou se destacam: Quarto de Empregada, O Duelo, Felisberto do Café, Elas Complicam Tudo, Adiós Geralda e Freud, Além da Alma.

A atriz foi casada com o ator Ênio Gonçalves, tem duas filhas e leciona História do Teatro em universidades paulistas, dando ainda aulas de teatro e participando em leituras dramáticas.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na Televisão[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]