Maria Madalena

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Santa Maria Madalena
Maria Madalena
por Pietro Perugino (c. 1500).
Penitente; Igual aos apóstolos
Nascimento Século I AD em Magdala (?)
Morte Século I AD em (?)
Veneração por Igreja Católica,
Igreja Anglicana e
Igreja Ortodoxa
Festa litúrgica 22 de Julho
Atribuições Ocidente: Alabastro com pomada, cabelos longos e agarrada à parte inferior da cruz.
Oriente: pote de pomada de mirra, segurando um ovo de páscoa (símbolo da ressurreição), abraçando os pés de Cristo após a Ressurreição.
Padroeira Atrani, boticários, cabeleireiros, Casamicciola Terme, convertidos, curtumeiros, Elantxobe, fabricantes de perfumes, fabricantes de luvas, farmacêuticos, La Magdeleine, mulheres, pecadores arrependidos, pessoas ridicularizadas por sua piedade, prostitutas, tentação sexual e vida contemplativa.[1]
Gloriole.svg Portal dos Santos

Maria Madalena (em grego: Μαρία ἡ Μαγδαληνή) é descrita no Novo Testamento como uma das discípulas mais dedicadas de Jesus Cristo. É considerada santa pelas por diversas denominações cristãs e sua festa é celebrada no dia 22 de julho.

A Igreja Católica, seguindo São Gregório Magno, além de a identificar como a "pecadora" de Lucas 8:2, também a identifica como sendo a mesma Maria de Betânia, irmã de Lázaro, e celebra as "Três Marias" em uma única festa. A Igreja Ortodoxa, ao contrário, seguindo Orígenes, distingue as três figuras, celebrando três festas diferentes[2] , nomeadamente no segundo domingo após a Páscoa.

O nome de Maria Madalena a descreve como sendo natural de Magdala, cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galileia.

Maria Madalena no Novo Testamento[editar | editar código-fonte]

Ela acreditava que Jesus Cristo realmente era o Messias. (Lucas 8:2; Lucas 11:26; Marcos 16:9). Esteve presente na crucificação e no funeral de Cristo, juntamente com Maria de Nazaré e outras mulheres. (Mateus 27:56; Marcos 15:40; Lucas 23:49; João 19:25). No sábado após a crucificação, saiu do Calvário rumo a Jerusalém com outros crentes para poder comprar certos perfumes a fim de preparar o corpo de Cristo da forma como era de costume funerário. Permaneceu na cidade durante todo o sábado, e no dia seguinte, de manhã muito cedo, "quando ainda estava escuro", foi ao sepulcro, achou-o vazio, recebeu de um anjo a notícia de que Cristo havia ressuscitado e foi-lhe dito que devia informar tal fato aos apóstolos. (Mateus 28:1-10; Marcos 16:1-11; Lucas 24:1-10; João 20:1-2). Nada mais se sabe sobre ela a partir da leitura dos evangelhos canônicos.

Em Lucas 8:2, faz-se menção, pela primeira vez, de "Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios". Não há qualquer fundamento bíblico para considerá-la como a prostituta arrependida dos pecados que pediu perdão a Cristo; também não há nenhuma menção de que tenha sido prostituta.[3] [4] Este episódio é frequentemente identificado com o relato de "Maria aos pés de Jesus" em Lucas, ainda que não seja referido o nome da mulher em causa.

Ensinamentos da Igreja[editar | editar código-fonte]

São Gregório Magno comenta que Santa Maria Madalena amava tanto ao Senhor que não se afastava do sepulcro, chorando, sentia saudade daquele que julgava ter sido roubado. Por isso, somente ela o viu, porque somente ela perseverara. Ele a compara a Davi, quando no Salmo diz: Minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo (Sl 41,3). Ao reconhecer Jesus, imediatamente o coloca acima, chamando-o Mestre. O termo empregado por ela, "Rabuni", é mais solene que o habitual "Rabi", e é usado principalmente quando se refere a Deus, da mesma maneira que o faz, por exemplo, São Tomé.

Teorias[editar | editar código-fonte]

Maria Madalena, obra de Gregor Erhart. Louvre.
Tintoretto, Maria Magdalena

Alguns escritores e estudiosos contemporâneos, principalmente Margaret George, Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, autores do livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (1982), e Dan Brown autor do romance O Código da Vinci (2003), narram Maria Madalena como uma apóstola, mulher de Cristo que teve com ele, inclusive, filhos. Nessas narrações, tais fatos teriam sido escondidos por revisionistas cristãos que teriam alterado os Evangelhos.

Estes escritores teriam baseado suas afirmações nos Evangelhos Canônicos e nos livros apócrifos do Novo Testamento, além dos escritos gnósticos. Segundo os evangelhos aceitos pela Igreja Católica, Jesus Cristo, o suposto "filho de Deus", não veio à Terra para se casar com uma humana e muito menos ter filhos com ela. Portanto, para os preceitos desta Igreja, Maria Madalena não foi e nem poderia ter sido a esposa de Jesus Cristo.

Tornou-se muito célebre, com a divulgação do livro de Dan Brown, o argumento de que na tela A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, a personagem que está à sua direita, com traços femininos, seja Maria Madalena e não o apóstolo João, como outros defendem. O facto de Jesus não envergar nenhum cálice - o Graal - poderá levar a interpretações que consideram "flagrantemente abusivas" do ponto de vista histórico e religioso, como acreditar que Maria Madalena é, de facto, o "cálice sagrado" onde repousa o "sangue de Cristo" ou seja, que ela estaria grávida de Jesus Cristo.

Praticamente todos os teólogos e historiadores sérios consideram inaceitável e totalmente destituída de qualquer credibilidade a história narrada no romance fictício de Dan Brown. Argumentam que Leonardo da Vinci se inspirou no Evangelho de João (no texto João 21:20) em que se fala do discípulo amado - que seria o próprio apóstolo João - e não propriamente nas passagens referentes à instituição da Última Ceia, sendo São João Evangelista apresentado como o jovem imberbe pintado ao lado de Cristo na célebre obra renascentista.

Madalena, o Mito[editar | editar código-fonte]

A face feminina de Deus, como o foi Ísis e Eurídice, a representação da Sofia grega, que Pitágoras e Parmênides encaravam como a uma deusa é representada por Maria Madalena e o seu histórico banimento. Não basta aceitar e declarar a união espiritual da Madalena e de Jesus, para Margareth Starbird, é necessário reconhecer o papel arquetípico da sua união, uma união sagrada que também ocorreu no plano físico.

O Evangelho de Maria Madalena[editar | editar código-fonte]

Maria Madalena, Giovanni Girolamo Savoldo

O Evangelho de Maria Madalena traz uma nova interpretação de quem teria sido Maria de Madalena. . Segundo este evangelho, ela teria sido uma discípula de suma importância à qual Jesus teria confidenciado informações que não teria passado aos outros discípulos, sendo por isso questionada por Pedro e André. Ela surge ali como confidente de Jesus, alguém, portanto, mais próximo de Jesus do que os demais.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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