Maria Sofia de Hesse-Cassel

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Maria Sofia Frederica
Rainha consorte da Dinamarca e da Noruega
Pintor: Jens Juel
Governo
Consorte Frederico VI da Dinamarca
Vida
Nascimento 28 de Outubro de 1767
Hanau, Alemanha
Morte 21 de Março de 1852 (84 anos)
Palácio de Frederiksberg, Dinamarca
Filhos Cristiano da Dinamarca
Maria Luísa da Dinamarca
Carolina da Dinamarca
Luísa da Dinamarca
Cristiano da Dinamarca
Juliana Luísa da Dinamarca
Frederica Maria da Dinamarca
Guilhermina Maria da Dinamarca
Pai Carlos de Hesse-Cassel
Mãe Luísa da Dinamarca

Maria Sofia de Hesse-Cassel (Maria Sofia Frederica), (28 de outubro de 1767 - 21 de março de 1852) foi uma rainha-consorte da Dinamarca e Noruega, bem como regente destes países entre 1814 e 1815.

Família[editar | editar código-fonte]

Maria Sofia era a filha mais velha do conde Carlos de Hesse-Cassel e da princesa Luísa da Dinamarca. Os seus avós paternos eram o conde Frederico II de Hesse-Cassel e a princesa Maria da Grã-Bretanha. Maria era filha do rei Jorge II da Grã-Bretanha e da marquesa Carolina de Ansbach. Os seus avós maternos eram o rei Frederico V da Dinamarca e a princesa Luísa, outra filha do rei Jorge II da Grã-Bretanha. O seu pai era o segundo filho do conde de Hesse-Cassel e, como tal, não tinha nenhum principado seu. Assim, as suas posições dependiam de outros membros cadetes de outras casas reais pela Europa. Como a Dinamarca era a que oferecia uma posição melhor, Carlos mudou-se para lá.

Assim, Maria cresceu principalmente na Dinamarca, onde o seu pai era uma figura influente, principalmente por ser o governador de várias províncias. A sua mãe era a terceira filha do rei Frederico V da Dinamarca e, como tal, Maria Sofia era sobrinha do rei Cristiano VII.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Maria Sofia a segurar uma miniatura do seu marido.

A 31 de julho de 1790, Maria Sofia casou-se com o seu primo direito, o príncipe-herdeiro Frederico da Dinamarca, na altura regente do reino e futuro rei Frederico VI da Dinamarca. O seu marido era regente desde 1784, quando tinha apenas dezasseis anos de idade, em nome do seu pai, o rei Cristiano VII da Dinamarca que tinha enlouquecido e viria a morrer em 1808. O casal real assumiu o trono após a morte do rei, tendo já sido monarcas de facto nas duas décadas anteriores. Como consequência da derrota de Napoleão Bonaparte, aliado da Dinamarca, o país perdeu a Noruega e os reis perderam o título de rei e rainha da Noruega em 1814. A rainha Maria foi regente da Dinamarca em 1814-1815, durante a ausência do seu marido que tinha ido viajar ao estrangeiro.

Maria foi escolhida pelo seu primo para esposa principalmente para que ele mostrasse como era independente da Corte que queria um casamento com mais vantagens políticas. O casamento foi celebrado com muito entusiasmo pelo público visto que Maria Sofia era considerada completamente dinamarquesa e não estrangeira, sendo recebida com grande entusiasmo pelos seus súbditos quando chegou a Copenhaga. Na corte real era ofuscada pela irmã do seu marido que era a Primeira Dama da corte. Era muito pressionada para dar à luz um herdeiro masculino e quando o seu último parto lhe provocou um ferimento grave que a impedia de voltar a ter relações sexuais, foi obrigada a aceitar o adultério do marido com Frederikke Dannemand. Teve muito êxito a gerir o estado em 1814 e 1815. Interessava-se por política e genealogia e escreveu e publicou um livro intiulado Exposé de la situation politique du Danemarc entre 1807–14 e em 1822-24 publicou o suplemento genealógico Tafeln zu Joh que inspirou o seu marido a aceitar a entrada do futuro rei Cristiano IX da Dinamarca no seu círculo familiar. Protegia a organização caritativa Det Kvindelige Velgørende Selskab desde 1815. Como viúva retirou-se da vida publica, sendo respeitada como um símbolo da velha dinastia.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Maria Sofia Frederica.

Maria Sofia e Frederico tiveram oito filhos, contudo, nenhum dos meninos sobreviveu aos primeiros anos de vida e, quando o rei morreu em 1839, foi sucedido pelo seu primo, o rei Cristiano VIII da Dinamarca. Os seus filhos foram os seguintes:

A rainha Maria Sofia lamentava o facto de não ter filhos que pudessem herdar o trono nem netos. Quando a sua irmã mais nova, a duquesa Luísa Carolina de Hesse-Cassel, ficou viúva quando grande parte do grande número de filhos que tinham ainda eram muito novos, a rainha Maria aceitou receber os mais novos no seu palácio. Eram muito mais novos do que as duas filhas da rainha e pode-se considerar que a rainha se sentia como uma avó com eles. Uma dessas crianças era o príncipe Cristiano de Lyksborg, nascido em 1818, que se tornaria no rei Cristiano IX da Dinamarca.

Cristiano e a sua esposa Luísa deram o nome de Maria Sofia Frederica Dagmar à sua segunda filha, nascida em 1847, em honra da rainha. Já depois da sua morte, essa menina tornou-se na czarina Maria Feodorovna da Rússia, mantendo o nome da rainha.

Maria Sofia tornou-se a 292.ª dama da Ordem Real da Rainha Maria Luísa a 17 de abril de 1834.

Referências

Commons
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