Maria Teresa de Áustria-Este (1773–1832)
| Maria Teresa de Áustria-Este | |
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| Princesa de Módena e Reggio Arquiduquesa da Áustria Rainha da Sardenha |
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| Governo | |
| Consorte | Vítor Emanuel I da Sardenha |
| Casa Real | Casa de Áustria-Este |
| Dinastia | Habsburgo |
| Vida | |
| Nascimento | 1 de Novembro de 1773 |
| Milão, |
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| Morte | 29 de março de 1832 (58 anos) |
| Genebra, |
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| Filhos | Maria Beatriz Maria Adelaide Carlos Emanuel Maria Ana Maria Teresa Maria Cristina |
| Pai | Fernando Carlos de Áustria-Este |
| Mãe | Maria Beatriz d'Este |
Maria Teresa Josefa Joana de Áustria-Este (em italiano: Maria Teresa Giuseppa Giovanna d'Asburgo-Este; em alemão: Maria Theresia Josefa Johanna von Österreich-Este) (Milão, 1 de novembro de 1773 - Genebra, 29 de março de 1832), foi princesa de Módena e Reggio e arquiduquesa da Áustria por nascimento e rainha da Sardenha pelo casamento.
Índice |
Biografia [editar]
Família [editar]
Maria Teresa era a segunda filha do arquiduque Fernando Carlos de Áustria-Este, regente do Ducado de Milão e herdeiro do Ducado de Módena e Reggio; e de Maria Beatriz d'Este, soberana do Ducado de Massa e Carrara. Seus avós paternos foram Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico e Maria Teresa I, imperatriz da Áustria; e seus avós maternos foram o duque Hércules III de Módena e Maria Teresa Cybo-Malaspina, duquesa soberana de Ducado de Massa e Carrara.
Casamento e filhos [editar]
Casou-se por procuração em Milão, a 29 de junho de 1788 e em pessoa, a 25 de abril de 1789, em Novara, com o então duque de Aosta, herdeiro do trono da Sardenha. Maria Teresa tinha apenas 16 anos e o noivo já contava com 30 (e ainda aguardaria mais treze anos até subir ao trono, como Vítor Emanuel I da Sardenha), quando fizeram sua entrada triunfal em Turim, em 26 de abril de 1789. O casal teve sete filhos:
- Maria Beatriz (1793-1840), casada com o duque Francisco IV de Módena, com descendência.
- Maria Adelaide (1794-1802).
- Carlos Emanuel (1796-1799), morto prematuramente pela varíola.
- uma filha (1800-1801).
- Maria Ana (1803-1884), casada com o imperador Fernando I da Áustria, sem descendência.
- Maria Teresa (1803-1879), casada com o duque Carlos II de Parma, com descendência.
- Maria Cristina (1812-1836), casada com o rei Fernando II das Duas Sicílias, com descendência.
Rainha da Sardenha [editar]
Quando as tropas de Napoleão invadiram o Piemonte, em 1798, a família real fugiu, refugiando-se primeiro na Toscana e, posteriormente, na Sardenha. Em 4 de junho de 1802, com a abdicação de seu cunhado, Carlos Emanuel IV, e a aclamação de seu marido, Maria Teresa torna-se rainha da Sardenha. Tendo já perdido o Piemonte, a família real teve que ficar na Sardenha até a queda de Napoleão, em 1814, e só então voltou para o Palácio Real de Turim.
Maria Teresa foi inicialmente saudada com grande entusiasmo, mas logo despertou o descontentamento de seus súditos, sendo acusada de querer eliminar o máximo possível as medidas adotadas durante o período napoleônico. Além disso, a rainha tratava com desprezo todos aqueles que haviam colaborado com Napoleão. Esses atos contribuíram para a explosão dos tumultos de 1821 no Piemonte. Os rebeldes proclamaram a adoção de uma nova Constituição, segundo o modelo do espanhol. Mesmo durante esses movimentos a rainha fez valer a sua vontade. Ela estava disposta a atuar como regente, se necessário. Mas, em 13 de março de 1821, o rei abdicou em favor de seu irmão Carlos Félix e partiu para Nice, onde passou a residir com Maria Teresa no Castello di Moncalieri. Vítor Emanuel morreu em 10 de janeiro de 1824, aos 65 anos. Maria Teresa mudou-se em seguida para Gênova, onde comprou o Palazzo Doria-Tursi. Por causa de seu parentesco com a Casa de Habsburgo, foi falsamente acusada de tentar persuadir seu cunhado, o rei Carlos Félix, a elaborar um testamento, no qual seu irmão, Francisco IV de Módena (casado com sua filha, Maria Beatriz), passaria a ser o herdeiro do Reino da Sardenha. No entanto, Carlos Félix acabou nomeando o príncipe de Carignano, Carlos Alberto de Sabóia, para sucedê-lo. As tensões originadas por este incidente obrigou a rainha-viúva a afastar-se da corte de Sabóia, de modo que somente em 1831 ela voltou a Turim para comemorar o casamento de sua filha Maria Ana com o imperador Fernando I da Áustria.
Morte [editar]
Maria Teresa morreu em 29 de março de 1832, em Genebra. Seu corpo foi sepultado ao lado de seu marido, na Basílica de Superga, em Turim.
Ancestrais [editar]
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Nota [editar]
- Este artigo foi elaborado a partir tradução do artigo Maria Teresa d'Asburgo-Este (1773-1832), da Wikipédia em italiano, que se encontrava nesta versão.
Referências
- Hamann, B.: Die Habsburger. Ein biographisches Lexikon. Verlag Carl Ueberreuter, Wien 1988, P. 345f.
- Festorazzi, R.: La regina infelice. Lettere d'amore segrete di Maria Teresa di Savoia, Mursia, 2002.