Maria de Hesse-Darmstadt
| Maria Alexandrovna | |
|---|---|
| Imperatriz da Rússia; Princesa de Hesse-Darmstadt | |
Imperatriz Maria Feodorovna |
|
| Governo | |
| Consorte | Alexandre II da Rússia (1818-1881) |
| Casa Real | Romanov |
| Vida | |
| Nascimento | 8 de Agosto de 1824 |
| Hesse-Darmstadt, |
|
| Morte | 8 de Junho de 1880 (56 anos) |
| Palácio de Alexandre, |
|
| Filhos | Nicolau Alexandrovich da Rússia
Alexandra Alexandrovna da Rússia Vladimir Alexandrovich da Rússia Alexis Alexandrovich da Rússia |
| Pai | Luís II, Grão-duque de Hesse |
| Mãe | Guilhermina de Baden |
A princesa Maximiliana Guilhermina Maria de Hesse e do Reno (8 de agosto de 1824 — 8 de junho de 1880) foi uma princesa do grão-ducado de Hesse e, como Maria Alexandrovna (em russo Мария Александровна), imperatriz consorte de Alexandre II da Rússia.
Índice |
[editar] Família
Nascida em Darmstadt, Maria era a terceira e única filha sobrevivente da grã-duquesa Guilhermina (1788-1836), a irmã mais jovem da ex-imperatriz russa Isabel Alexeievna. Conforme se alega, seu pai biológico foi o barão Augusto de Senarclens de Grancy; entretanto, para evitar um escândalo, Luís II, grão-duque de Hesse, marido de sua mãe, reconheceu Maria e seu irmão Alexandre (também filho de Augusto), como seus filhos. Contudo, o grão-duque morava em Darmstadt, enquanto que eles residiam em Heiligenberg. Acredita-se que seus dois irmãos mais velhos, entre eles Luís III, eram filhos de Guilhermina e de Luís II.
[editar] Noivado e casamento
Em 1838, o czarevich Alexandre Nikolayevich viajou pela Europa para procurar uma esposa e acabou apaixonando-se por Maria, então com catorze anos de idade. Eles se casaram em 16 de abril de 1841, embora ele estivesse sabendo muito bem da "irregularidade" do nascimento de Maria. A mãe do czarevich, Alexandra Feodorovna, foi contrária ao casamento, mas Alexandre insistiu.
Como Maria era muito tímida, ela foi considerada à época como uma mulher esquisita, áustera, sem gosto para vestir-se, lábia ou charme. O úmido clima de São Petersburgo provocou nela tosse e períodicas febres. Apesar disso, Maria Alexandrovna foi mãe de sete filhos. Tais gravidezes e sua saúde afastaram-na das festividades da corte russa, trazendo tentações ao seu marido.
Embora Alexandre a tratasse bem, Maria sabia que ele era infiel e tinha muitas amantes. Sua favorita, a princesa Catarina Dolgorukov, e os três filhos que teve com essa chegaram a se mudar para o palácio imperial. Alexandre e ela casaram-se morganaticamente em 6 de julho de 1880, ou seja, menos de um mês depois da morte de Maria.
Maria tinha uma grande admiração pela Imperatriz Isabel Alekseievna, esposa do czar Alexandre I da Rússia. Embora nunca a tivesse conhecido pessoalmente, uma vez que a Imperatriz morreu quando Maria tinha apenas dois anos de idade, sempre ouviu muitas histórias e os mais rasgados elogios sobre ela da parte da mãe, a Princesa Guilhermina de Baden que era irmã de Isabel. Assim, quando chegou à Rússia, uma das primeiras coisas que fez foi reunir material sobre ela, desde cartas a diários, um passatempo que manteve até pouco antes da sua morte. As mais de mil cartas que Maria coleccionou passaram directamente para o seu filho Sérgio que, seguindo o exemplo da mãe, continuou a reunir informação sobre a sua tia-avó, chegando a traduzir centenas de cartas dela de alemão para russo. Com o tempo este material tornou-se tão preponderante que Sérgio o entregou ao seu primo, o Grão-duque Nicolau Mikhailovich, que era um afamado historiador. Assim, em inícios do século XX, foi publicada a primeira biografia desta Imperatriz na Rússia.
[editar] Imperatriz russa
Em 1855, Alexandre tornou-se o imperador, o que obrigou Maria a realizar suas funções de Estado doente ou não. De 1858 para frente, ela notou que seu marido tinha sentimentos por outra. A morte de seu filho mais velho e favorito, Nicolau Alexandrovich da Rússia, em 1865, foi uma grande desgraça para Maria.
Maria tinha permissão para visitar seu irmão Alexandre e sua esposa morganática, Julia von Hauke, que viviam em Heiligenberg. Lá, ela conheceu a princesa Alice do Reino Unido, filha da rainha Vitória e do príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota. Alice era casada com o príncipe Luís, seu sobrinho.
Maria não gostou da ideia, sugerida por Alice, de casar sua filha com Alfredo, duque de Edimburgo, irmão de Alice, mas essa união acabou acontencendo no final. Quando Alice morreu em 1878, Maria freqüentemente passou a convidar os órfãos da princesa inglesa para visitas em Heiligenberg.
Foi durante essas visitas que o filho de Maria, o grão-duque Sérgio Alexandrovich, conheceu sua futura esposa, Isabel Feodorovna (filha de Alice). A irmã menor de Isabel, Alexandra, acabou por sua vez desposando o neto mais velho de Maria, Nicolau II.
[editar] Rumores sobre assombrações
Existem pelo menos dois relatos publicados sobre possíveis fenómenos paranormais relacionados com a Imperatriz Maria Alexandrovna, ambos descritos pela ama das filhas de Nicolau II, Margaret Eagar. No primeiro ela fala sobre a sua primeira estadia no Palácio de Inverno depois de chegar à Rússia, quando ficou a dormir no quarto da filha mais velha do czar, Olga Nikolaevna. Durante a noite, Margaret disse ter ouvidos uma mulher chorar compulsivamente mesmo ao pé de si enquanto se lamentava em francês. Embora assustada, Eagar não fez caso do sucedido, pensando que o choro vinha de outro quarto. No entanto, ao fim de três noites sempre a ouvir o mesmo som, a ama decidiu contar o que estava a acontecer à imperatriz Alexandra Feodorovna. Esta olhou-a espantada. "É extraordinário!" Terá dito ela. "O quarto onde a senhora está pertencia à imperatriz Maria Alexandrovna. Há pouco tempo mudei toda a mobília, mas decidi deixar ficar a cama onde a senhora dorme. Se não me engano foi nessa cama que ela morreu." Eagar conta depois que os criados mais antigos do palácio lhe falaram sobre o facto de a imperatriz sofrer imensamente com as infidelidades do marido e, sempre que descobria alguma, tinha o costume de se fechar no seu quarto e chorar na sua cama, lamentando-se sempre em francês para que não a percebessem.
O segundo relato terá ocorrido alguns meses depois, quando Olga tinha já cerca de três anos de idade e a família estava novamente a passar alguns dias no Palácio de Inverno. A pequena Grã-duquesa insistia em contar à sua ama que falava todos os dias com uma senhora vestida de azul, algo ao qual ela deu pouca importância, atribuindo estes relatos a amigos imaginários próprios da época. No entanto, um dia, enquanto as duas passeavam pelos longos corredores do palácio, Olga deteve-se junto de um quadro da sua bisavó, Maria Alexandrovna e disse prontamente: "É esta! É esta a senhora que fala comigo!"
[editar] Descendência
Seus filhos foram: