Maria de Medeiros

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Maria de Medeiros
Maria de Medeiros no Festival de Cannes, 2007
Nome completo Maria de Medeiros Esteves Victorino de Almeida
Nascimento 19 de agosto de 1965 (48 anos)
Lisboa,  Portugal
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação Atriz, cineasta, cantora
Atividade 1980 - presente
Página oficial

Maria de Medeiros Esteves Victorino de Almeida DmSE (Lisboa, 19 de agosto de 1965) é uma actriz, cineasta e cantora portuguesa.

Família[editar | editar código-fonte]

Filha do maestro António Vitorino de Almeida e de Maria Armanda de Saint-Maurice Ferreira Esteves, jornalista, tem uma irmã mais nova, a também actriz Inês de Medeiros. A avó materna, Odette de Saint-Maurice, era escritora juvenil e autora radiofónica.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Passou a infância na Áustria, regressando a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Em Lisboa frequentou o Lyceé Français Charles Lepierre.

Actriz[editar | editar código-fonte]

Também em Paris, a actriz iniciou uma nunca terminada licenciatura em Filosofia, na Universidade de Sorbonne, frequentou a École Nationale Superieure des Arts et Techniques du Théatre e o Conservatoire National d'Art de Paris.

Fluente em seis idiomas, está radicada em Paris.[1]

Com a encenadora Brigitte Jacques — que a dirigiu em espectáculos como A Morte de Pompeu, de Pierre Corneille ou Elvire Jouvet 40, de Louis Jouvet — iniciou definitivamente a sua carreira como actriz, primeiro no teatro, depois no cinema. Contudo a sua estreia no cinema ocorrera durante a juventude, com a participação no filme Silvestre, do realizador João César Monteiro (1982). Henry e June (1990), de Philip Kaufman, onde contracena com Fred Ward e Uma Thurman, e Pulp Fiction, de Quentin Tarantino (1994), onde actua ao lado de Bruce Willis, John Travolta e Samuel L. Jackson, contribuíram para o seu reconhecimento como a mais internacional das actrizes portuguesas. Salienta ainda as participações em A Divina Comédia, de Manoel de Oliveira (1991), Huevos de Oro, de Bigas Lunas (1993), Três Irmãos, de Teresa Villaverde (1994) (que lhe valeu os prémios de Melhor Actriz no Festival de Veneza e no Festival de Cancun), Adão e Eva, de Joaquim Leitão (1995) (Globo de Ouro como Melhor Actriz) e O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr. (2001).

Realizadora[editar | editar código-fonte]

Estreou-se como realizadora com Sévérine C. (1987), lançando em seguida Fragmento II (1988). Em 2000, lançouCapitães de Abril, um longa-metragem sobre a Revolução dos Cravos, seleccionado para o Festival de Cannes e premiado no Festival de São Paulo. Posteriormente assinou Bem-Vindo a São Paulo (2004), Mathilde au Matin (2004), Je t'aime moi non plus (2004) e o segmento "Aventuras de um Homem Invisível" em Mundo Invisível.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

A 10 de Junho de 1992 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[2]

A 2003 recebe a Ordre des Arts et des Lettres. Em França.

Galardões[editar | editar código-fonte]

Foi nomeada Artista da UNESCO para a Paz (2008), sendo a primeira portuguesa a assumir este papel.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Longas-metragens[editar | editar código-fonte]

Curtas-metragens[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Realização[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Actriz[editar | editar código-fonte]

Encenação[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Distinções[editar | editar código-fonte]

Nomeações[editar | editar código-fonte]

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

É casada com Agustí Camps i Salat, um cenógrafo espanhol catalão, filho de Joaquim Camps e de sua mulher Maria Salat, com quem tem duas filhas, Júlia (1997) e Leonor (2003).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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