Marie Windsor

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Marie Windsor
Marie Windsor em 1954
Nome completo Emily Marie Bertelsen
Nascimento 11 de dezembro de 1919
Marysvale, Utah
Nacionalidade  Estados Unidos
Morte 10 de dezembro de 2000 (80 anos)
Beverly Hills, Califórnia
Ocupação Atriz
Cônjuge Ted Steele (1946-1946)
Jack Hupp (1955-2000)

Marie Windsor (Marysvale, Utah, 11 de dezembro de 1919Beverly Hills, Califórnia, 10 de dezembro de 2000) foi uma atriz norte-americana, conhecida como a "Rainha dos Filmes B".

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Nascida em uma comunidade rural, aos dezessete anos Marie já estudava na Universidade Brigham Young, onde ficou dois anos. Em 1940,o prêmio de um concurso radiofônico de uma emissora de Salt Lake City permitiu-lhe matricular-se como aluna de arte dramática da atriz Maria Ouspenskaya, em Nova Iorque. Estreou em Hollywood no ano seguinte na comédia musical Pândega Universitária (All American Co-Ed), em papel não creditado. Até 1948, participou sem créditos de mais de duas dúzias de filmes, entre eles Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, 1948), estrelado por Gene Kelly.

A sorte de Marie começou a mudar com A Força do Mal (Force of Evil, 1948), ao lado de John Garfield. A partir daí, ainda que nunca atingisse o estrelato, consolidou-se como atriz coadjuvante de prestígio, sempre requisitada pelos estúdios. Foi principalmente prostituta, vigarista, adúltera, presidiária, aventureira, fora-da-lei, dona de bordel, garota de saloon etc em filmes B como Posto Avançado em Marrocos (Outpost in Morocco, 1949), Cidade Que Não Dorme (The City That Never Sleeps, 1953), Mulheres do Pântano (Swamp Women, 1956) e A Vergonha de Ser Profana (The Unholy Wife, 1957).

Participou de muitos faroestes, sejam de baixo orçamento, (Destino Violento/The Parson and the Outlaw, 1957, com Anthony Dexter), sejam produções mais bem cuidadas, como Latigo, O Pistoleiro (Support Your Local Gunfighter, 1971), com James Garner. Em Cahill, O Xerife do Oeste (Cahill, United States Marshall, 1973), foi a viúva apaixonada por John Wayne, um de seus raros personagens simpáticos.

Na televisão, onde trabalhou com regularidade desde a década de 1950, atuou não só em filmes (O Caçador/The Manhunter, 1974) mas também em muitas séries famosas, como convidada: Hawaii Five-O (Havaí Cinco-0, no Brasil), Charlie's Angels (As Panteras), Murder, She Wrote (Assassinato por Escrito), Gunsmoke, Fantasy Island (A Ilha da Fantasia), The Incredible Hulk (O Incrível Hulk), Bonanza e um longo etc.

Apesar de uma filmografia permeada por papéis e produções modestos, pelo menos em três oportunidades Marie mostrou seu talento dramático: primeiramente, no despretensioso porém significativo faroeste Fogo do Inferno (Hellfire, 1949), de R. G. Springsteen, como a complexa malfeitora que é redimida pelo cowboy Bill Elliott, depois no suspense de Richard Fleischer Rumo ao Inferno (The Narrow Margin, 1952), em que faz a viúva de um gângster em perigo e, por último, no clássico de Stanley Kubrick O Grande Golpe (The Killing, 1956), no papel da esposa manipuladora, vil e traiçoeira de Elisha Cook, Jr..

Marie casou-se em 1946 com o bandleader Ted Steele, mas conseguiu a anulação poucos meses depois, porque "ele continuava apaixonado pela ex-mulher, de modo que raramente vivíamos juntos", declarou na ocasião. Somente em 1955 Marie encontraria o homem de sua vida, o corretor imobiliário Jack Hupp, com quem viveu até falecer e com quem teve seu único filho, Richard Rodney.

Os últimos anos da atriz não foram fáceis: após uma cirurgia na coluna, em 1996, ela perdeu os movimentos das pernas. Seguiu-se um longo e pesado programa de fisioterapia, no meio do qual contraiu pneumonia e, logo após, uma infecção que os médicos não conseguiram localizar. Para piorar, seu marido sofria de mal de Parkinson e de um tipo de neuropatia. Com a vida de pernas para o ar, pulando de um quarto de hospital para outro, Marie caiu em profunda depressão, de que só começou a sair quando recebeu autorização para continuar o tratamento em casa. Aos poucos conseguiu ficar de pé e andar com auxílio de uma bengala até que, por fim, recobrou totalmente o movimento dos membros afetados. A essa altura passou a dedicar-se à pintura e à escultura. Faleceu um dia antes de completar oitenta e um anos de idade, de complicações cardíacas.[1] [2] [3]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Todos os títulos em Português referem-se a exibições no Brasil. Estão listados apenas os filmes em que a atriz recebeu créditos.

Referências

  1. UNONIUS, Kristian Erik, Marie Windsor, Luz Fulgurante dos Filmes "B", in MATINÊ 30, Ribeirão Preto, SP: Divino Rodrigues da Silva, 2002, periodicidade variável
  2. JEWELL, Richard B. e HARBIN, Vernon, The RKO Story, 3a. impressão, Londres, Inglaterra: Octopus Books, 1984
  3. BERGAN, Ronald, The United Artists Story, Londres, Inglaterra: Octopus Books, 1986

Ligações externas[editar | editar código-fonte]