Mariliasuchus

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Como ler uma caixa taxonómicaMariliasuchus Amarali
Mariliasuchus BW.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Infraclasse: Archosauromorpha
Superordem: Crocodylomorpha
Subordem: Notosuchia
Género: Mariliasuchus
Espécies
  • M. amarali Carvalho & Bertini, 1999
  • M. robustus Nobre et al., 2007[1]

Mariliasuchus (Crocodilo de Marília) foi um gênero de crocodilo pré-histórico terrestre que viveu durante o fim do período Cretáceo no Brasil. Seus restos provém de rochas da Formação Adamantina, uma das unidades geológicas aflorantes no oeste do estado de S. Paulo. Os primeiros restos fossilizados desse crocodilo foram descobertos em junho de 1995 pelo paleontólogo William Nava, do Museu de Paleontologia de Marília.

Uma antiga pedreira abandonada, há 10 km a sul de Marília no vale do Rio do Peixe, conhecida como afloramento "Estrada Velha" é que revelou os primeiros vestígios desse réptil. Eram fragmentos de ossos longos, vértebras, dentes, mandíbulas e outros materiais indeterminados. Sómente em março de 1996 foi descoberto o primeiro espécime com cranio e parte do esqueleto pós-craniano articulados.

Esse exemplar, um espécime juvenil, foi estudado e descrito em 1999 pelos paleontólogos Ismar de Souza Carvalho,da UFRJ e Reinaldo José Bertini da Unesp Rio Claro-SP, como Mariliasuchus amarali. Os estudos posteriores com espécimes melhor articulados e de indivíduos adultos,revelaram um pequeno crocodilo cujo tamanho girava em torno de 1 a 1,20 metro de comprimento, rostro curto, cranio alto, dentição curta e especializada, composta por dentes incisiformes, caniniformes e dentes posteriores globosos apresentando discreta carena denticulada. A robustez dos dentes e da mandíbula sugere um réptil com hábitos alimentares variados, provavelmente peixes, moluscos, carcaças da própria espécie e de outros vertebrados e também alguns tipos de vegetação.

Vários fósseis de Mariliasuchus,desde formas juvenis até adultos tem sido coletados, ora articulados com cranio, ou apenas restos pós cranianos e mesmo fragmentos isolados. A associação com ninhadas de ovos fossilizados e restos de cascas, indica que possivelmente ocupavam nichos estabelecidos às margens de pequenos lagos e rios primitivos, quando então eram sepultados por eventos de inundação repentina, ou submetidos a drásticas alterações climáticas, como grandes secas, que muitas vezes os surpreendia em vida, daí a explicação para tantos restos articulados, muitos ainda em posição de vida.

Alguns dos principais materiais de Mariliasuchus depositados em instituições e museus são:

SIGLA

  • UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • MN - Museu Nacional da UFRJ
  • URC- Museu de Paleontologia e Estratigrafia "Prof. Paulo M.B. Landim", Universidade Estadual Paulista/Unesp, Rio Claro-SP
  • MZSP - Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
  • MPM - Museu de Paleontologia de Marília-SP

ESPÉCIMES

  • UFRJ DG 50-R, holótipo.
  • UFRJ DG 56-R
  • UFRJ DG 105 R
  • UFRJ DG 106 R
  • UFRJ DG 129 Ic V, coprólitos
  • MN 6298 V
  • MN 6756 V
  • URC R 67
  • URC R 68
  • URC R 69
  • MZSP-PV 50
  • MZSP-PV 51
  • MPM 114 Ic V, ovos
  • MPM 115 R
  • MPM 116 R espécime juvenil
  • MPM 117 R
  • MPM 119 R

Referências

  1. Pedro Henrique Nobre; Ismar de Souza Carvalho; Felipe Mesquita de Vasconcellos & Willian Roberto Nava. (2007). "Mariliasuchus robustus, a new Crocodylomorpha (Mesoeucrocodylia) from the Bauru Basin, Brazil". Anuário do Instituto de Geociências 30 (1): 38–49. ISSN 0101-9759.pdf
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