Marinha da Rússia

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Marinha da Rússia
Emblem of the Военно-Морской Флот Российской Федерации.svg
Emblema da Marinha Russa
País  Rússia
Subordinação Forças Armadas da Rússia
Denominação Marinha Imperial (1696-1917)
Marinha Soviética (1917-1991)
Criação 17 de janeiro de 1992
Aniversários Último Sábado de Julho (Dia da Marinha)
19 de março (Dia do Marinheiro)
Cores Azul e branco
História
Guerras/batalhas Grande Guerra do Norte
Guerra Russo-Turca (1806-1812)
Guerras Napoleônicas
Guerra Russo-Japonesa
I Guerra Mundial
Revolução Russa
II Guerra Mundial
Guerra Fria
Guerra Russo-Georgiana
Logística
Efetivo 133 000 militares[1]
Insígnias
Insígnia Naval Naval Ensign of Russia.svg
Jaque da Rússia Naval Jack of Russia.svg
Comando
Comandante Almirante Viktor Chirkov
Sede
Guarnição Cais do Almirante, São Petersburgo

A Marinha da Rússia (em russo: Военно-Морской Флот) é o ramo naval das Forças Armadas da Rússia. Sucedeu a Marinha da Comunidade dos Estados Independentes, que sucedeu a Marinha Soviética após a dissolução da União Soviética no fim da Guerra Fria, em 1991. A Marinha Imperial Russa foi originalmente criada por Pedro I da Rússia, em outubro de 1696. A bandeira do Santo André, a insígnia (vista à direita), e a maioria de suas tradições foram estabelecidas pessoalmente por Pedro I.

A Marinha Russa possui a grande maioria das forças navais da antiga União Soviética e, atualmente, compreende a Frota do Norte, Frota do Pacífico, Frota do Mar Negro, Frota do Báltico, e a Flotilha do Mar Cáspio.

História[editar | editar código-fonte]

As origens da Marinha Russa podem ser atribuídas ao período entre os séculos IV e VI, quando os primeiros eslavos do leste estavam engajados em uma batalha contra o Império Bizantino. As primeiras flotilhas eslavas consistiam de pequenos barcos a vela e remo, que possuíam navegabilidade e eram capazes de navegar nos leitos dos rios. Nos séculos IX e XII, havia flotilhas no Principado de Kiev constituídas por centenas de embarcações com um, dois ou três mastros. Os cidadãos de Novgorod são conhecidos por terem realizado campanhas militares no Mar Báltico (como o cerco de Sigtuna em 1187). Lad'ya (ладья em russo, ou barco) era uma embarcação típica utilizada pelo exército de Novgorod (comprimento - 30 m, largura - de 5 a 6 m, 2 ou 3 mastros, armamento - aríetes e catapultas, complementos - 50 a 60 homens). Existiam também veleiros menores e barcos a remo, como os Ushkuys (ушкуи) para navegar em rios, lagos e recifes, e os Kochis (кочи) e Nosads (носады), utilizados para transporte de cargas. Nos séculos XVI e XVII, os cossacos realizaram campanhas militares contra o Canato da Crimeia e o Império Otomano, utilizando veleiros e barcos a remo. Os Dons Cossacos os chamavam de Strugs (струг). Estas embarcações eram capazes de transportar até 80 homens. As flotilhas cossacas consistiam de 80 a 100 barcos.

Sucedendo a marinha imperial, a força naval soviética se tornou uma das mais poderosas do mundo, especialmente logo após a segunda guerra mundial, operando modernos navios de guerra, porta-aviões e submarinos nucleares.[2]

Após o colapso da União Soviética, a marinha russa sofreu com falta de recursos financeiros para aquisição de novos equipamentos e manutenção dos velhos navios. A crise financeira também afetou os programas de treinamento de recrutas e oficiais, reduzindo a eficiência da marinha como um todo. A indústria naval também encolheu.[3] No começo da década de 2010, iniciou-se um programa de modernização da marinha de guerra da Rússia, liderada pelo então ministro da defesa Sergei Shoigu. Melhorias na capacidade naval do país e reequipamento das frotas foi prioridade, além de melhor capacitação dos profissionais que serviam na marinha. Segundo analistas, os maiores investimentos foram uma resposta a maior presença de forças navais da OTAN na Europa e da maior colaboração da organização com a Ucrânia, uma ex república soviética.[4]

Fotos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ъ-Газета - Какой флот остался после главкома Куроедова Kommersant.ru. Visitado em 9 de outubro de 2012.
  2. Goldstein, Lyle; John Hattendorf; Zhukov, Yuri. (2005) The Cold War at Sea: An International Appraisal. Journal of Strategic Studies. ISSN 0140-2390
  3. Jane's.com, Russian Navy facing 'irreversible collapse'
  4. "Russia vows naval expansion to counter NATO; move in response to Ukraine tensions", Washington Times (20 de agosto de 2014)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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