Marinus van der Lubbe

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Marinus van der Lubbe em 1933.

Marinus van der Lubbe (Oegstgeest, 13 de Janeiro de 1909 - Lipsia, 10 de Janeiro de 1934) foi um Conselhista nascido nos Países Baixos. Ativista antifascista, foi acusado de atear diversos incêndios em Berlim, entre os quais incêndio do Reichstag, o parlamento alemão, em 27 de fevereiro de 1933, ato pelo qual foi controversamente executado. Foi perdoado postumamente pelo governo alemão em 2008.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de pais separados, fica órfão de mãe aos 12 anos e é criado com a família de uma meia-irmã.

Aos 20 anos faz uma formação de pedreiro, e dada a sua força física é alcunhado de Dempsey (antigo campeão do mundo de boxe), pelos seus colegas e amigos.

Devido a um acidente de trabalho ocorrido em 1925, de que resultou uma incapacidade parcial da visão, não pode continuar a exercer a profissão de pedreiro. No decorrer dos anos seguintes adere a uma organização de extrema-esquerda, a Oposição Operária de Esquerda (LAO).

Devido a um desentendimento com sua irmã, van Lubbe muda-se para Leiden em 1927, onde funda a Casa Lenine, onde organizou conferências sobre política. Enfrentou problemas com a polícia e esteve preso duas semanas devido ao facto de ter partido os vidros de um gabinete de ajuda social. Politicamente, afasta-se cada vez mais dos comunistas parlamentaristas, por os achar pouco radicais e pouco combativos, sendo ele um defensor de mais acções directas.

Entre 1928 e 1932 van Lubbe viaja através da Europa perseguindo o seu sonho de entrar na União Soviética, entrada essa que lhe é recusada. Ao mesmo tempo sua capacidade de visão vai se deteriorando e os médicos que consulta lhes comunicam que está condenado à cegueira.

Passa a viver em Berlim a partir de 1933, onde decide incendiar edifícios estatais como forma de ação direta contra o governo nazista. É detido pela polícia no interior do parlamento alemão (Reichstag) após atear fogo em diversas partes do grande edifício.

Após sua prisão os grupos de oposição ao nazismo se dividem: enquanto o partido comunista alemão rotula-o de desequilibrado e afirma ter sido ele manipulado pelos nazi, os comunistas de conselho e os anarquistas se organizam em sua defesa criando um Comitê Internacional van Lubbe.

Condenado à morte, Van Lubbe é executado por decapitação na guilhotina em 10 de janeiro de 1934, precisamente três dias antes de fazer 25 anos. Segundo a pesquisa histórica contemporânea a sua culpabilidade no incêndio do Reichstag é plausível, mas não está completamente assegurada.

Referências

  1. Marinus van der Lubbe was officially pardoned by the German state in January 2008, 75 years after his conviction and beheading. In 1967 a Berlin court had symbolically changed the sentence of van der Lubbe to an eight-year prison and in 1980 the same court had lifted the sentence altogether. In 1981 a West German court overturned the conviction of van der Lubbe on the grounds that he was insane, however campaigners pressed for full state pardon on account of van der Lubbe having been convicted by a Nazi court. The full state pardon of van der Lubbe was made possible by a law passed in Germany in 1998. This exoneration is symbolic and will not lead to compensation for van der Lubbe's heirs.
    Source: Kate Connolly, 75 years on, executed Reichstag arsonist finally wins pardon, The Guardian, Saturday 12 January 2008. [1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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