Mario Puzo

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Mario Puzo
Mário Gianluigi Puzo
Nacionalidade Estados Unidos Itália Ítalo-americano
Data de nascimento 15 de outubro de 1920
Local de nascimento Manhattan, Nova Iorque
 Estados Unidos
Data de falecimento 2 de julho de 1999 (78 anos)
Local de falecimento Bay Shore, Nova Iorque
 Estados Unidos
Gênero(s) Romance policial
Pseudónimo(s) Mario Cleri
Ocupação Escritor, roteirista e ex-militar
Grupo étnico Branco
Alma mater City College of New York
Período de atividade 1955-1999 (44 anos)
Temas abordados Máfia, entre outros
Magnum opus The Godfather (1969)
Obra(s) de destaque The Godfather (1969)
O Siciliano (1984)
The Last Don (1996)
Os Bórgias (2001 - póstumo)
Cônjuge Erika Puzo (1921-1978)
Filhos Anthony Puzo
Joseph Puzo
Dorothy Antoinette Puzo
Virginia Erika Puzzo
Eugene Puzo
Influências Shakespeare, Balzac, Weil, Dostoyevsky
Prêmios Oscar de melhor roteiro adaptado por The Godfather (1973) e The Godfather: Part II (1975)
Assinatura Mario Puzo signature.svg
Página oficial http://www.mariopuzo.com/

Mario Gianluigi Puzo (Manhattan, Nova Iorque, 15 de outubro de 1920  — Bay Shore, 2 de julho de 1999) foi um escritor estadunidense conhecido pelo seus livros de ficção acerca da máfia. Também escreveu algumas obras sob o pseudônimo de Mario Cleri.

Puzo nasceu numa família de imigrantes italianos que moravam em Hell's Kitchen, um bairro de Nova Iorque. Criado num bairro pobre e violento de Manhattan, e atraído desde cedo pelo jogo, paixão que nunca abandonou, desenvolveu também o gosto pela literatura. Quando anunciou para sua família o projeto de se tornar escritor, a declaração foi tomada como uma demonstração de insanidade. Muitos de seus livros descrevem a herança siciliana. Ele entrou na Força Aérea dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e foi mandado para a Ásia e Alemanha.

Foi na revista "American Vanguard" que Puzo publicou seu primeiro conto, "O último natal" ("The last Christimas"), em 1950. Cinco anos mais tarde, buscando avidamente o sucesso, lançou "A Guerra Suja" ("The Dark Arena") um vigoroso romance sobre um veterano de guerra, desambientado num país em paz. Mas suas pretensões permaneceram frustradas: muito bem recebido pela crítica, o livro passou despercebido pelo grande público.

Em 1965, escreveu "The Fortunate Pilgrim" (br: "O Imigrante Feliz" ou "Mamma Lucia"), com idêntico resultado. Até que surgiu uma oferta irrecusável: um adiantamento de cinco mil dólares para escrever um livro sobre a Máfia. A ideia veio depois que Puzo ouviu sobre a máfia enquanto trabalhava como jornalista. O resultado foi "The Godfather" (br: "O Poderoso Chefão", pt: "O Padrinho", 1969) e uma nova vida para Mario Puzo. Narrando a emocionante e violenta história de Don Vito Corleone, um dos chefes da Máfia, o romance transformou o autor numa celebridade literária. Se tornou sua obra-prima.

Sobre seu credo literário, Puzo declarou: "Tenho duas razões para continuar a escrever as histórias que tenho para contar: primeiro, porque me divirto; e segundo, porque cheguei à conclusão de que ler é muito melhor que comer, beber, jogar e ter mulher. Enfim, tudo o que já conheci na vida."[1]

"O Poderoso Chefão" foi depois adaptado para o cinema pelo diretor Francis Ford Coppola, numa série de três filmes, lançados em 1972, 1974 e 1990, que fizeram imenso sucesso, ganhando diversos Oscars (nove prêmios no total), Puzo roteirizou junto com Coppola os três filmes de uma das séries de mais sucesso no cinema. Os dois primeiros filmes são considerados por muitos críticos de cinema como os maiores de todos os tempos. Puzo ajudou a escrever o roteiro destes filmes, e também se envolveu com outros filmes, como Earthquake, Superman: The Movie, Superman II e Christopher Columbus: The Discovery

Puzo morreu de ataque cardíaco em 2 de julho de 1999, em sua casa em Bay Shore, Long Island, New York. Sua família vive hoje em East Islip.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

Roteiros para o cinema[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Guerra Suja, A - pg. 278, ed. Círculo do Livro

Ligações externas[editar | editar código-fonte]