Marisa Monte

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Marisa Monte
Marisa Monte - Turnê Verdade uma Ilusão outubro 2013.JPG
A cantora Marisa Monte durante o último show da turnê "Verdade, uma Ilusão" no Rio de Janeiro, em outubro de 2013.
Informação geral
Nome completo Marisa de Azevedo Monte
Nascimento 1 de julho de 1967 (46 anos)
Origem Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Gênero(s) MPB
Pop
Samba
Música contemporânea
Ocupação(ões) Cantora, compositora, instrumentista, produtora Musical
Instrumento(s) Voz
Violão
Ukulele
Piano
Bateria
Extensão vocal soprano
Período em atividade 1987 — presente
Gravadora(s) EMI (1989–1998)
Phonomotor Records (1999–presente)
Afiliação(ões) Tribalistas, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Erasmo Carlos, Nando Reis, Nelson Motta, Nasi, Arto Lindsay, Adriana Calcanhotto, Renato Russo, Seu Jorge, Cássia Eller, Arto Lindsay
Influência(s) Elizeth Cardoso, Roberto Carlos, Tim Maia, Caetano Veloso, Os Mutantes, Milton Nascimento, Jorge Ben, Gal Costa, Maria Bethânia
Página oficial MarisaMonte.com.br

Marisa de Azevedo Monte (Rio de Janeiro, 1 de julho de 1967) é uma cantora, compositora, instrumentista e produtora musical brasileira de música pop e samba. Marisa já vendeu mais de 10 milhões de álbuns e ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Grammy Latino, sete Video Music Brasil, nove Prêmio Multishow de Música Brasileira, cinco APCA e seis Prêmio TIM de Música. Marisa é considerada pela revista Rolling Stone Brasil como a maior cantora do Brasil.[1] Ela também tem dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos 100 melhores discos da música brasileira.[2]

Início[editar | editar código-fonte]

Nasceu no Rio de Janeiro, filha do engenheiro Carlos Saboia Monte e de Sylvia Marques de Azevedo Monte. Através do pai, descende da família Saboia, uma das famílias italianas mais antigas radicadas no Brasil.[3]

Estudou canto, piano e bateria na infância. Na adolescência participou do musical The Rocky Horror Show, dirigido por Miguel Falabella, com alunos do Colégio Andrews. Iniciou o estudo de canto lírico aos catorze anos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

1987—1990: Início e primeiro álbum[editar | editar código-fonte]

Aos dezenove, mudou-se para Roma, na Itália, onde durante dez meses estudou belcanto. Após esse período, passou a fazer apresentações em bares e casas noturnas cantando música brasileira, acompanhada de amigos. Um desses espetáculos foi assistido pelo produtor musical Nelson Motta, que se tornou diretor do primeiro show no Rio de Janeiro após o retorno de Marisa, em 1987. O show Veludo Azul teve temporadas no Rio e em São Paulo e despertou o interesse das gravadoras.

Marisa Monte já fazia muito sucesso de público e crítica antes de ter o primeiro disco. Na época, Marisa foi convidada pela TV Manchete a gravar seu primeiro especial, que logo após foi lançado em dois formatos: LP e VHS, com o nome MM. A este disco com repertório eclético pertence o primeiro grande sucesso de Marisa, Bem Que Se Quis (versão de Nelson Motta para E Po' Che Fa do compositor italiano Pino Daniele), que foi executada exaustivamente nas emissoras de rádio brasileiras e fez parte da trilha sonora da novela da Rede Globo O Salvador da Pátria, de Lauro César Muniz (1989). Este álbum vendeu 500 mil cópias, um sucesso para uma artista estreante no Brasil. O disco está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira feita pela revista Rolling Stone Brasil na posição #62.

1991—1996: Desenvolvimento artístico[editar | editar código-fonte]

Marisa Monte

Em 1991, Marisa Monte lançou o segundo álbum, intitulado Mais, através da EMI. As críticas positivas, afirmando que a cantora tinha amadurecido do álbum anterior, introduziu-a no mercado internacional, sendo este o seu primeiro disco autoral. Este disco vendeu ainda mais que o anterior e produziu a faixa "Beija Eu", classificada como uma das melhores músicas pop brasileiras, em pesquisa realizada pelo jornalista Zeca Camargo através do Portal G1[4] figurando a vigésima sexta posição. Em 1994, lançou o terceiro álbum, Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão. Produzido por Arto Lindsay, mesmo produtor do anterior, e co-produzido pela própria cantora, foi muito bem recebido por crítica e público, sendo considerado o melhor da carreira da cantora. Entre as canções lançadas está o single "Segue o Seco", que ganhou cinco MTV Video Music Brasil 1995, nas categorias Melhor Videoclipe do ano, Melhor Videoclipe de MPB, Melhor direção de Videoclipe, Melhor fotografia de Videoclipe e Melhor edição de Videoclipe. As vendas de Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão chegaram a marca de 1 milhão de cópias.[5] Este disco está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira na posição #87.

  • Em 1996, Marisa lançou Barulhinho Bom - Uma Viagem Musical, seu primeiro álbum duplo. O trabalho traz o registro ao vivo de alguns sucessos dos trabalhos anteriores, além de canções inéditas, gravadas em estúdio. Barulhinho Bom também provocou grande polêmica pela capa, um desenho do artista pornô-naif Carlos Zéfiro, que foi censurado ao ser lançado nos EUA. Este CD marcou uma aproximação maior de Marisa com diversas escolas e gerações do samba carioca. No mesmo ano, ela abre sua editora a Monte Songs Edições Musicais Ltda.

1998—1999: Conquista de independência musical[editar | editar código-fonte]

Em 1998, conquista sua independência musical ao comprar todas as fitas matrizes de suas músicas, desde seu álbum de estréia até Barulhinho Bom. Além disso, abre seu próprio selo, a Phonomotor Records, com distribuição da gravadora EMI.[6] Como produtora, atua em Omelete Man (1998), segundo disco de Carlinhos Brown e colabora com a cantora cabo-verdeana Cesária Évora em seu disco Café Atlantico, produzindo a faixa É Doce Morrer No Mar, na qual também participa fazendo um belo dueto. Em 1999, apresenta-se também ao lado da Velha Guarda da Portela, tendo produzido e participado do CD Tudo Azul.[7]

2000—2001: Carreira musical consolidada[editar | editar código-fonte]

Em 2000 Marisa lança o disco Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, trabalho centrado no tema amor e muito aclamado pela crítica. Trabalhando juntamente com Arnaldo Antunes, Cury, Carlinhos Brown, entre outros. Com ele, Marisa ganha um Disco de Diamante, concedido pela venda superior a 2 milhões de cópias no Brasil. Este álbum foi puxado pelo hit "Amor I Love You", música mais tocada do ano de 2000 que rendeu um MTV Video Music Brasil 2000 na categoria Melhor Videoclipe de MPB. Teve cinco indicações: Melhor Website de Artista, Videoclipe do Ano, Melhor Fotografia em Videoclipe, Melhor Direção de Arte em Videoclipe e Melhor Direção em Videoclipe. No mesmo ano, Marisa inicia sua quarta tour mundial Memórias, Crônicas e Declarações de Amor Tour. A turnê teve 150 shows e durou mais de um ano.

O álbum ganhou vários prêmios, sendo o mais importante deles um Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro. Além disso, a faixa "Amor I Love You" foi indicada como Melhor Canção Brasileira. O clipe "O Que Me Importa" ganhou ainda o MTV Video Music Brasil 2001, na categoria Melhor Videoclipe de MPB. O álbum ganhou ainda dois Prêmio Multishow de Música Brasileira.

Em 2001, Marisa lança o DVD gravado ao vivo no Rio de Janeiro, com um orçamento de 1,5 milhão de reais.[8] Para divulgar o DVD, a sua gravadora lança um EP com duas faixas, incluindo a então inédita "A Sua", uma das mais tocadas de 2001, que ajudou o DVD a se tornar um sucesso de vendas. Após vender mais de 100 mil cópias, o DVD obteve o certificado de diamante.

2002—2003: Tribalistas[editar | editar código-fonte]

Marisa Monte

Em Novembro de 2002 a cantora lançou seu sexto álbum, em parceira com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, trio que adotou o nome de Tribalistas. O álbum foi gravado entre 8 e 24 de abril daquele ano no estúdio na casa de Marisa no Rio de Janeiro. A venda do CD alcançou a marca de 1,5 milhão de cópias no Brasil e mais de 1 milhão no resto do mundo. O DVD também foi um grande sucesso. Nele, o trio registrou a gravação do disco. Todas as canções lançadas atingiram o sucesso rapidamente, principalmente "Já Sei Namorar" - hit de 2002, "Velha Infância" - hit de 2003, e "É Você", trilha sonora da novela Da Cor do Pecado (2004), da Rede Globo.

O curioso é que o trio apenas tocou juntos três vezes: no Grammy Latino, no DVD Ao Vivo no Estúdio de Arnaldo Antunes e em uma ocasião no Sarau do Brown, o único show que foi aberto ao público. Além disso, eles só concederam uma entrevista, no site oficial do grupo. Em 2003, o trio ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro. Além disso, o disco recebeu outras três indicações, nas categorias Gravação do Ano e Melhor Canção Brasileira para "Já Sei Namorar" e Álbum do Ano.

2006—2009: Retorno depois de seis anos[editar | editar código-fonte]

Marisa Monte em 2007, durante uma apresentação da Tour Mundial Universo Particular

Três anos e meio após o lançamento de Tribalistas e seis anos após seu último disco solo, Marisa voltou ao cenário musical no primeiro semestre de 2006, quando lançou simultaneamente dois discos: Infinito Particular e Universo ao Meu Redor, o primeiro dedicado a canções inéditas Pop, feitas em parceria com Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Pedro Baby, Seu Jorge, entre outros. O segundo com um repertório de Samba, incluindo canções inéditas e regravações de D. Yvone Lara, Moraes Moreira, Argemiro Patrocínio, entre outros. Cada disco vendeu 450 mil cópias, o que fez Marisa ultrapassar a marca de 10 milhões de discos vendidos no Brasil. Isso fez a artista entrar para lista de recordistas de vendas no Brasil.

No mesmo ano, Universo ao Meu Redor ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba ou Pagode. Além disso, Marisa recebeu duas outras indicações para o Grammy Latino: Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro para "Infinito Particular" e Melhor Canção Brasileira para "O Bonde do Dom".

Ainda em 2006, a artista inicia sua quinta turnê mundial, Universo Particular, que durou quase dois anos, e gerou o documentário Infinito ao Meu Redor. O DVD registra os dois anos de trabalho de Marisa, desde o lançamento dos discos até o fim da turnê, mostrando os bastidores com viagens, ensaios, relação dos fãs com seu trabalho e alguns registros dos shows, que também foram lançados em um CD bônus no mesmo estojo do DVD. É neste disco que foi lançada a música "Não é Proibido".

O ano de 2008 marcou a estreia de Marisa como produtora de cinema. É que neste ano é lançado o filme "O Mistério do Samba", que retrata a história e o cotidiano dos integrantes da Velha Guarda da Portela e o trabalho de pesquisa de Marisa no resgate de composições quase esquecidas e que existiam apenas na tradição oral, já que os antigos bambas não tinham o costume de registrá-las. Esse filme fez parte da seleção oficial do Festival de Cannes. "O Mistério do Samba", lançado nas salas de cinema em 2008, foi lançado também em DVD em 2009. Além disso, a faixa "Não é Proibido" recebeu uma indicação ao Grammy Latino em 2009, na categoria Melhor Canção Brasileira.

2011—presente: "O Que Você Quer Saber de Verdade" e a sexta turnê[editar | editar código-fonte]

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Cinco anos após seus dois últimos discos solo, em outubro de 2011 foi lançado o nono álbum de sua carreira: O Que Você Quer Saber de Verdade, sendo o oitavo álbum da cantora que debutou em primeiro lugar na posição de discos mais vendidos no Brasil. "Ainda Bem", o primeiro single, recebeu críticas geralmente positivas e ganhou um clipe contando com a participação especial do lutador Anderson Silva. O disco foi produzido pela própria Marisa, e co-produzido pelo seu parceiro de anos, Dadi Carvalho. As faixas do álbum foram compostas com novos e antigos parceiros, como Arnaldo AntunesCarlinhos Brown e Rodrigo Amarante, integrante da banda Los Hermanos, que também canta com Marisa em uma das faixas, além de uma regravação de Jorge Ben Jor e uma versão da canção "El Panuelito" feita por Haroldo Barbosa.

Começando em Curitiba em junho de 2012, a tour mundial "Verdade, Uma Ilusão" traz Marisa de volta aos palcos cantando novos e velhos sucessos de seu repertório. A turnê foi encerrada após 1 ano e meio, em dezembro de 2013, com 116 apresentações.

Em agosto de 2012, ela participou da Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 para apresentação formal dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. Ela cantou "Bachianas Brasileiras" interpretando a rainha do mar Iemanjá, e "Aquele Abraço" com BNegão e Seu Jorge.

O novo DVD da cantora será lançado no primeiro semestre de 2014. Já foram lançados como singles promocionais "Ilusão" e Verdade, Uma Ilusão. Em 17 de abril de 2014 a capa e o título do DVD (Verdade, Uma Ilusão Tour 2012/2013) foram divulgados pela cantora em seu Facebook oficial.

Sucessos nacionais e trilhas sonoras[editar | editar código-fonte]

Entre as gravações mais representativas da carreira de Marisa Monte, seu maiores sucessos são: "Bem Que Se Quis", "Beija Eu", "Segue o Seco", "Amor I Love You", "A Sua", "Já Sei Namorar", "Velha Infância", "Não é Proibido". Muitas de suas músicas foram inclusas em trilhas sonoras de novelas, sendo no total 24 músicas. Em 2012, três canções do último disco, entraram para trilha sonora de novelas da Rede Globo: "Depois", tema do casal Nina (Débora Falabella) e Jorginho (Cauã Reymond) em Avenida Brasil, "Ainda Bem", tema do casal Carlos (Gabriel Braga Nunes) e Miriam (Letícia Persiles) em Amor Eterno Amor e "Aquela Velha Canção", tema da personagem Roberta Leone (Glória Pires) em Guerra dos Sexos.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Marisa tem três irmãs: Lívia, Letícia e Carolina.

Letícia é casada com o produtor e diretor Luiz Buarque de Hollanda [9] . Carolina, a mais nova, é DJ e engenheira de áudio.

Marisa foi casada com Pedro Bernardes, músico, e dessa união tiveram um filho, Mano Wladimir, nascido em 17 de dezembro de 2002. Marisa também é mãe de Helena, nascida em 03 de novembro de 2008, de sua relação com Diogo Pires.

Discografia[editar | editar código-fonte]