Marius von Mayenburg

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Marius von Mayenburg[editar | editar código-fonte]

Nascido em 1972, em Munique, Alemanha, trabalha desde 1999 na Schaubüehne am Lehniner Platz em Berlim, junamente com Thomas Ostermeier, como autor e dramaturgo residente, tradutor e, desde 2001, também como co-diretor. Suas peças têm sido encenadas por diretores teatrais de renome, tais como o já citado Thomas Ostermeier, Luc Perceval, e outros, o que demonstra o peso da obra desse jovem autor. Em 1997, com o texto Feuergsicht (Cara de Fogo), recebeu o Prêmio Kleist de dramaturgia jovem, bem como um prêmio da Fundação de Autores (Autorenstiftung) de Frankfurt.

Escreveu as peças Haarmann, Messerhelden, Fräulein Danzer, Monsterdämmerung e Feuergsicht

"Qualquer relação amorosa entre pessoas é uma prova do quanto-se-agüenta", diz Marius von Mayenburg. A peça Parasitas mostra esse princípio "nec sine nec tecum" em uma variação amaldiçoada e destrutiva. O dilema do "precisar-se e ao mesmo tempo destruir-se" é encenado e se revela um meio de destruição e tortura.

O espectador vivencia uma pequena parte de uma história de pessoas, sem introdução e sem início, sem fim e sem solução. A situação é desesperadora. É a existência triste e sem esperança daqueles que não se encontram no lado bom da vida e sim em situações desastrosas. A intenção de von Mayenburg é a de contar histórias, porém não contá-las para "os anais da história da literatura e sim para que sejam colocadas no palco" para que todos possam assistir e se dar conta de como é a vida daqueles que tiveram menos ou nenhuma sorte.

"Eu sou com certeza um engano, esqueceram-se de mim…" (Sr. Multscher, em "Parasitas")

Programa de contraste ao das telenovelas diárias, aonde mesmo os menos sortudos acabam se dando bem e mesmo os mais pobres têm a alma feliz e tranqüila, sem rancor e sem ressentimento. Von Mayenburg nos acorda do sonho de que tudo e todos são bons e bonitos - nos megulha no fundo do poço para que saiamos purificados.

A Companhia Silenciosa é a primeira a encenar, em caráter oficial, este texto em território brasileiro.

Não há saída, tubo de ensaio onde todos são reagentes. A área pura de um verde insuspeitado que acolhe solenemente a todos, autoritária e escandalosamente viva, ricocheteante, penetrando sem remorsos nas retinas nervos pele ossos dos presentes. Elemento estranho: a platéia largada em um espaço desreferencializado, único e teatral. A proximidade é elemento constante: a relação discreta com o outro, o outro ator, o outro platéia. Ninguém está (ou está) a quilômetros de seus interlocutores. O espaço cênico como área de confronto, de encontro, tátil talvez, sinestésico com certeza. O olhar que recebe o olhar do outro, que também olha. O olhar se vê no olhar do outro. Não há como desviar. Todos são reagentes.

    • A tradução:

De Marius von Mayenburg à Companhia Silenciosa, Parasitas passa pelas hábeis mãos da tradutora Christine Röhrig. Ela faz parte do Núcleo Suspeito, grupo de artistas que atuam em diversas áreas, principalmente teatro. Têm diversos artigos publicados nos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. Coordenou a publicação e traduziu diversas peças de autores do teatro contemporâneo alemão, como Bertolt Brecht, Heiner Müller, Renné Polesch, Armin Petras, Dea Loher, além do próprio Mayenburg.

O sentido de Parasitas é construído pelo enredo do texto. Porém, grande parte da recepção acontece através da forma como o mesmo foi escrito. Diversas cenas rápidas, de diálogos precisos, pouca interjeições e muita violência. Christinie transpõe, com objetividade, a sonoridade do original alemão para a Língua Portuguesa.

Referências Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

    • Parasitas / Marius von Mayenburg. Trad.: Christine Röhrig. - (Texto inédito - cópia eletrônica), 2002. - 30 p.

Peça: 05 pers., ca. de 50 cenas Originalsacht.: Parasiten

    • Parasitas / Marius von Mayenburg. Trad. de João Barrento. Encenação de Nuno Cardoso. Grupo Ao Cabo Teatro, Porto, Teatro Nacional de S. João, 2003.

Peça: 05 pers., ca. de 50 cenas Originalsacht.: Parasiten

    • Cara de Fogo / Marius von Mayenburg. Trad. de Vera San Payo de Lemos. Centro de Dramaturgias Contemporâneas - Porto/Livros Cotovia - Lisboa, 2001, 59 p.

Peça: 05 pers. (Cadernos Dramat 7) ISBN 972-795-017-5 Originalsacht.: Feuergesicht

    • Senhorita Danzer: uma paisagem florescendo / Marius von Mayenburg. Trad.: André Itaparica e Bernadeth Alves. - (Texto inédito - cópia eletrônica), 2004. - 9 p.

Peça: 06 pers., fig., 01 ato Originalsacht.: Fräulein Danzer