Mark Rothko
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Mark Rothko, nascido Markus Rotkovičs - Rothkowitz, (Daugavpils, 25 de setembro de 1903 — 25 de fevereiro de 1970) foi um pintor expressionista abstrato (embora ele rejeitasse tal classificação), nascido na Letónia e naturalizado estadunidense,
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[editar] Biografia
De origem judaica, Rothko emigrou com a mãe e a irmã para Portland (Oregon), em 1913, para se reunir ao pai e irmãos. Fez seus estudos no Lincoln High School de Portland, depois na Universidade Yale.
Em 1929, tornou-se professor de desenho para crianças.
Casou-se com Edith Sachar, em 1932. Em 1934, fundou a Artist Union de Nova York.
Em 1940, adotou o nome anglicizado “Mark Rothko”, dois anos após ter conseguido a nacionalidade americana.
De acordo com seus amigos, tinha uma natureza difícil. Profundamente ansioso e irascível, podia ser também extrememente afetuoso. É nos anos 1950 que sua carreira verdadeiramente deslancha, graças sobretudo ao colecionador Duncan Philips que lhe comprou vários quadros e, após uma longa viagem do pintor à Europa, consagrou uma sala inteira à sua coleção (um sonho de Rothko, que desejava que os visitantes não fossem perturbados por outras obras).
Os anos 1960 foram para ele um período de grandes encomendas públicas - da Universidade Harvard, da Marlborought Gallery de Londres, a capela em Houston) - e de desenvolvimento das suas idéias sobre a pintura. Mas este impulso criador e de reconhecimento foi interrompido por um aneurisma de aorta - doença incapacitante que o impediu de pintar em grandes formatos.
Mark Rothko suicidou-se em 1970.
[editar] Obra
Rothko era um intelectual, um homem extremamente culto que amava a música e a literatura e era muito interessado pela filosofia, em particular pelos escritos de Nietzsche e pela mitologia grega. Influenciado pela obra de Henri Matisse – a quem ele homenageou em uma de suas telas – Rothko ocupou um lugar singular na Escola de Nova York.
Após ter experimentado o expressionismo abstrato e o surrealismo, ele desenvolveu, no final dos anos 1940, uma nova forma de pintar. Hostil ao expressionismo da Action Painting, Mark Rothko (assim como Barnett Newman e Clyfford Still) inventa uma forma meditativa de pintar, que o crítico Clement Greenberg definiu como Colorfield Painting ("pintura do campo de cor").
Em suas telas, ele se exprime exclusivamente por meio da cor em tons indecisos, em superfícies moventes, às vezes monocromáticas e às vezes compostas por partes diversamente coloridas. Ele atinge assim uma dimensão espiritual particularmente sensível.
[editar] Maturidade artística
Rothko se separou de sua esposa no verão de 1937, em seguida ao sucesso de Edith no ramo das jóias. Aparentemente, ele não tinha prazer em trabalhar com sua esposa e se sentia ameaçado por seu sucesso financeiro. Edith e ele se reconciliaram no outono, mas a relação permaneceu difícil.
Em 21 de fevereiro de 1938, Rothko obtém a nacionalidade americana, incitado por seus medos de que a influência nazista, crescente na Europa, pudesse provocar a deportação de judeus americanos. A aparição de simpatizantes do nazismo nos Estados Unidos aumentou seus temores; em Janeiro de 1940, adotou o nome Mark Rothko. A partícula “Roth” era identificada como judaica.
Após o pacto germano-soviético entre Hitler e Stalin, em 1939, Rothko, Avery Gottlieb e outros deixaram o Congresso dos artistas americanos em sinal de protesto contra a aproximação do congresso com o comunismo radical. Em junho, ele forma com outros artistas, a Federação dos pintores e escultores modernos, cujo objetivo era manter a arte isenta de propaganda política.
[editar] Inspiração nietzscheana
Um livro crucial para Rothko foi O nascimento da tragédia de Friedrich Nietzsche. A nova visão de Rothko tentava dirigir-se às exigências da espiritualidade do homem moderno e às exigências criativas mitológicas, como Nietzsche, clamando que a tragédia grega é uma tentativa humana de compensar os terrores de uma vida mortal. Os objetivos artísticos modernos deixam de ser importantes para Rothko e sua arte terá como finalidade, aliviar o vazio espiritual fundamental do homem moderno; um vazio criado pela ausência de uma mitologia voltada corretamente “ao crescimento de um espírito infantil e (...) para a vida e as lutas de um homem” e para fornecer o reconhecimento estético necessário à liberação das energias inconscientes, precedentemente liberadas pelas imagens, símbolos e rituais mitológicos.
Rothko se considerava como um “fazedor de mitos”. “A experiência trágica fortificante” escreveu ele, “é para mim a única fonte de arte”.
[editar] Valor monetário de suas obras
Em novembro de 1999, uma de suas telas de 1952 foi vendida por 10,215 milhões de euros.
[editar] Bibliografia
- Mark Rothko, Ecrits sur l'art. Textes réunis et préfacés par Miguel Lopez-Remiro (ed. Flammarion, 2005)
- ROTHKO. Jacob Baal-Teshuva. (ed. particulière pour Le Monde, 2005)
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Site sobre Rothko da National Gallery of Art de Washington (em inglês)
- Quadros de Rothko (em francês)
- A capela Rothko (em francês)
- Mark Rothko em Artcyclopedia (em inglês)

