Marketing de guerrilha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde Abril 2013).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Julho 2014).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.


Marketing
Composto
Marketing | Marketing mix | Produto | Preço | Promoção | Comunicação | Distribuição
Promoção
Propaganda (comunicação) | Publicidade | Campanha Publicitária | Criação (publicidade) | Relações públicas | Marketing direto | Buzz marketing | E-mail marketing | Marketing viral | Marketing de Relacionamento | Marketing de guerrilha | Marketing de utilidade | Marketing de massa | Trade Marketing
Mídias
Televisão | Rádio | Jornal | Revista | Internet
Produto
Produto | Design de produto | Metodologia de projeto | Estratégias de produto
Estratégia e conceitos
Estratégia | Estratégia competitiva | Estratégias competitivas genéricas | Estratégias de marketing | Planejamento estratégico | Plano de marketing | Cultura de Massa | Marketing de serviços | Marketing político | Mercado | Mídia | Pesquisa de mercado | Veículos | Posicionamento (marketing) | Segmentação de mercado | Telemarketing | Valor | Vantagem competitiva | Variáveis Mercadológicas
Tecnologias
Animação | Hipermídia | Podcasting | Radiodifusão | Telecomunicações
Outros verbetes
Ver Categoria:Marketing

Guerrilla marketing é um termo norte-americano, criado por Jay Conrad Levinson, considerado o “pai do marketing de guerrilha”[carece de fontes?]. Traduzido para a língua portuguesa como marketing de guerrilha, surge na década de 70, em um contexto no qual a publicidade causava a desconfiança do consumidor em relação à oferta dos produtos[carece de fontes?]. O termo guerrilha teve origem na Guerra do Vietnã (1959-1975), o qual colocou os vietnamitas reconhecidos por serem os estrategistas da guerra, pelo uso de instrumentos de defesa inferiores aos dos Estados Unidos[carece de fontes?]. É uma estratégia composta de diversas ferramentas que permitem ter os seus dispositivos reconfigurados no tempo e espaço, de acordo com a realidade, os recursos e as intenções do anunciante[carece de fontes?].

Conceito[editar | editar código-fonte]

Por princípio, as ferramentas de Marketing de Guerrilha são utilizadas por empresas menores com o objetivo de combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem[carece de fontes?]. O Marketing de Guerrilha, como descrito por Jay Conrad Levinson no seu popular livro Guerrilla Marketing de 1982, utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas atividades de marketing e com orçamentos “apertados”[carece de fontes?]. Levinson diz que pequenas empresas empreendedoras são diferentes de empresas grandes. Ele menciona um artigo da Harvard Business Review de Welsh e White que diz que pequenos negócios não são versões menores de um negócio grande. Por causa da falta de recursos dos pequenos negócios, estes precisam utilizar diferentes tipos de estratégias de marketing e táticas[carece de fontes?].

Porém, na atual sociedade saturada de comunicação, grandes empresas começam a utilizar o Marketing de Guerrilha em seu mix de marketing para atingirem os corações e mentes de seus públicos-alvo e trazerem atitude para suas marcas.

Em geral, táticas de guerrilha são usadas por uma parte mais fraca contra uma mais forte[carece de fontes?]. Se por um lado os guerrilheiros muitas vezes carecem de equipamento e treinamento militar adequados, por outro contam com a ajuda de populações que os defendem e com ataques-surpresa ao inimigo, sem necessidade de manter uma linha de frente. O conhecimento do terreno de combate também é uma arma bastante usada na guerra de guerrilhas[carece de fontes?].

É, portanto, uma estratégia que utiliza meios e ações inusitados a fim de alcançar o resultado almejado. Levinson (2010)[1] descreve o marketing de guerrilha como uma estratégia capaz de “atingir as metas convencionais, tais como lucros e alegria, com métodos não convencionais, como investir energia em vez de dinheiro.” (p. 1). Ao adaptar os conceitos e práticas da guerrilha bélica para os negócios, Levinson(2010) demonstra que pequenas empresas podem adotar táticas alternativas de marketing para sobreviver nos mercados atuais, cada vez mais competitivos.

Assim, pode-se afirmar que o marketing de guerrilha é caracterizado como uma alternativa para as pequenas empresas, pois propõe uma maneira criativa de se pensar outras aplicabilidades para certos dispositivos, sem os altos investimentos que as mídias convencionais demandam[carece de fontes?]. Serve também para as grandes empresas, como uma estratégia complementar às campanhas publicitárias que buscam estabelecer mais interatividade com os receptores, com vistas à promoção da mídia espontânea, invisível ou buzz marketing[carece de fontes?].

Há uma tendência de se utilizar como sinônimos os termos marketing de guerrilha e propaganda de guerrilha. Se a propaganda é um elemento do composto de marketing - o P de promoção, exclui, portanto, os demais elementos que o integram: o de preço, produto e praça. A propaganda de guerrilha está no ato de “comunicar de modo diferente, captando a atenção do público de maneira pouco comum, porém com meios surpreendentemente adequados ao produto ou serviço anunciado.” (p. 18)[2] .

Ferramentas de ação[editar | editar código-fonte]

Marketing de Emboscada - Ambush Marketing[editar | editar código-fonte]

O marketing de emboscada originou-se na década de 80, quando, nos Jogos Olímpicos, a empresa Kodak se aproveitou dessa estratégia. Ela fez a transmissão das competições, com apoio ao time dos Estados Unidos, sendo que a patrocinadora oficial do evento era a Fuji, sua principal concorrente [carece de fontes?]. Discute-se a legalidade desta ação, uma vez que as empresas oficialmente patrocinadoras de um evento consideram-se prejudicadas. Essas, realizam um alto investimento e perdem a exclusividade de apoio, apelando para a falta de ética das empresas que recorrem a esse tipo de estratégia[carece de fontes?].

Astroturfing[editar | editar código-fonte]

O astroturfing surge da alusão à marca de grama sintética AstroTurf utilizada nos Estados Unidos. A expressão grassroots é empregada pelo senador norte-americano Lloyd Bentsen para se referir a movimentos espontâneos de um grupo. Dessa forma, o astroturfing começa a ser utilizado como uma ação “que pareça ser popular para que as outras pessoas sejam influenciadas a comprarem a ideia. Uma ação sem raízes e que parece real, mas não é.” Daí a grama artificial. [carece de fontes?].

Eventos e Patrocínios[editar | editar código-fonte]

Eventos e patrocínios são exemplos de mídias tradicionais utilizadas pelo marketing de guerrilha[3] . Os eventos são promovidos pelas empresas com o intuito de despertar certas sensações no público participante, na tentativa de “traduzir na ação o posicionamento da marca” (p. 4)[3] . Os patrocínios possuem esse mesmo objetivo, mas nesse caso, a empresa investe financeiramente ou com a cessão de seus produtos/serviços em eventos que a empresa considera propícios associar sua marca[carece de fontes?].

Flashmob[editar | editar código-fonte]

Multidão Espontânea é a tradução literal para o termo flash mob, que no Brasil corresponde à expressão arrastão. É uma performance organizada no local, sem ensaios prévios, onde o precursor da ação apresenta um plano de ideias a ser seguido por todos[carece de fontes?].

Marketing Invisível[editar | editar código-fonte]

O marketing invisível é geralmente utilizado no lançamento de produtos, no sentido de se prever e conhecer a reação do target[carece de fontes?], permitindo que uma ideia seja repassada entre as pessoas, sem que elas estejam cientes da exposição da mensagem e da persuasão a qual estão submetidas[3] .

Marketing Viral[editar | editar código-fonte]

O marketing viral é uma forma de disseminação da mensagem visando um aumento exponencial de conhecimento da marca, muito utilizado nas redes sociais na internet. A base de planejamento para se aplicar essa estratégia deve conferir um sentimento, um desejo de compartilhar uma mensagem com outras pessoas, para que se efetive essa ideia de disseminação e compartilhamento de conteúdo naturalmente[carece de fontes?].

Performance[editar | editar código-fonte]

A performance é algo inerente ao homem, a partir do momento em que ele estabelece uma relação com o tempo e o espaço[carece de fontes?]. De forma mais objetiva, encontra-se no blog de guerrilha a tradução dessa ação como sendo geralmente executada nas ruas, em lugar aberto ao público, onde os performers usam do próprio corpo para divulgar um conceito, uma ideia ou marca, em função de promover a interação da "mídia humana" com o público[carece de fontes?].

PR Stunt[editar | editar código-fonte]

A ferramenta PR Stunt está ligada ao papel desempenhado por profissionais de relações públicas na imprensa, por isso as iniciais PR, Public Relations. Traduz-se Stunt como golpe, truque, proeza, façanha. Os profissionais de relações públicas preparam press-releases a serem enviados à imprensa a fim de causar impacto na mídia e promover polêmica e buzz[carece de fontes?].

Culture Jamming[editar | editar código-fonte]

O primeiro autor a conceituar o culture jamming, na década de 90, foi Dery [carece de fontes?]. Os cultures jammers efetuam usos “inesperados de lugares comuns da linguagem publicitária, interferências em produtos, brinquedos, cartazes, outdoors ou marcas e, re-atualizam toda uma tradição, ou anti-tradição, de contestação e inconformismo.” [carece de fontes?]. Para Dery, o jamming vai além de uma ferramenta de expressão e representa a própria cultura dos grupos que pretendem, muitas vezes, questionar o sistema econômico e político[carece de fontes?].

Happening[editar | editar código-fonte]

É um termo criado por Krapow (1969), que, sob a influência do minimalismo, esteve paralelamente ligado ao movimento hippie, nos anos 60, característico do movimento da contracultura[carece de fontes?]. Acontecimento é a tradução literal do termo, que segue a mesma proposta da performance, pela forma de expressão, pelo ambiente por onde perpassa a ação e pela ferramenta à qual ambas atividades geralmente utilizam - o próprio corpo[carece de fontes?]. Não tende a se preocupar com a estética como resultado final, o que devido a isso, não é considerado como arte por alguns artistas[carece de fontes?].

Land Art - Arte da Terra[editar | editar código-fonte]

Como o próprio nome diz, relaciona-se às obras que transformam um espaço natural utilizando o ambiente como suporte e ferramenta. Surgiu, na década de 60, pelo interesse às causas ambientais e a partir da contraposição de vários artistas europeus e americanos ao minimalismo que compunha as obras da época. A land art é percebida como uma obra que rompeu com museus e galerias, devido à dimensão dos projetos que nem sempre são efetivados [4] .

Referências

  1. Levinson, J. C., & Hicks, G. (2003). Guerrilla Marketing for Financial Advisors. Trafford Publishing.
  2. Dorrian, M. & Lucas, G. (2006). Publicidad de guerrilha: otras formas de comunicar. Barcelona: Editorial Gustavo Pili.
  3. a b c Santos, J. M. & Athaydes, Andréia. A ética nas ações do Marketing de Guerrilha. Artigo apresentado no INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, IX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul. 2008. Acedida a 17 Setembro 2011 em [1]
  4. Fiz, S. M. (1986). Del arte objetual al arte de concepto (Vol. 4). Ediciones Akal.