Marquês de Alorna

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Brasão da família Almeida-Portugal, Condes de Assumar e Marqueses de Alorna.
Brasão da família Mascarenhas, Marqueses de Fronteira, que vieram a herdar a casa de Alorna.

Marquês de Alorna foi um título criado por D. João V de Portugal, por carta de 9 de Novembro de 1748, a favor de D. Pedro Miguel de Almeida, 3.º conde de Assumar e, desde 1748, marquês de Castelo Novo. Enquanto este último título foi concedido em vida, o de marquês de Alorna é de juro e herdade. D. Pedro Miguel era um afamado nobre e militar, quando jovem, como governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, no Brasil, e, mais tarde, um próspero vice-rei e governador da Índia.

Durante muito tempo o título de conde de Assumar, de juro e herdade, foi usado pelo herdeiro presuntivo dos marqueses de Alorna.

Lista dos marqueses de Alorna[editar | editar código-fonte]

  1. D. Pedro Miguel de Almeida (1688–1756) – 3.º conde de Assumar e 1.º marquês de Castelo Novo.
  2. D. João de Almeida Portugal (1726–1802) – 4.º conde de Assumar, marido de uma das escassas descendentes da família Távora, embora não conservasse nenhum título nobiliárquico.
  3. D. Pedro José de Almeida Portugal (1754–1813) – 5.º conde de Assumar, falecido na Prússia.
  4. D. Leonor de Almeida Portugal (1750–1839) – 8.ª condessa de Assumar, um dos maiores vultos da literatura portuguesa conhecida como Alcipe, e a mais famosa detentora do título, irmã do predecessor (sucedeu nos títulos devido aos dois filhos do seu irmão, respectivamente os 6.º e 7.º condes de Assumar, não terem sobrevivido ao pai).
  5. D. Leonor Benedita Maria de Oyenhausen de Almeida (1776–1850) – 9.ª condessa de Assumar, casou-se com D. João de Mascarenhas Barreto, 6.º marquês de Fronteira, 7.º conde da Torre e 7.º conde de Coculim, unindo assim as casas de Alorna e de Fronteira.
  6. D. Maria de Mascarenhas Barreto (1822–1914) – 8.ª marquesa de Fonteira e 9.ª condessa da Torre, neta da predecessora (filha de D. José de Mascarenhas Barreto, 7.º marquês de Fronteira, 10.º conde de Assumar, 8.º conde da Torre e 8.º conde de Coculim).

Após a proclamação da República e o fim do sistema nobiliárquico, foram pretendentes ao título D. José Maria Mascarenhas (1856–1930), D. José Maria Mascarenhas (1882–1944) e D. Fernando José Fernandes Costa Mascarenhas (1945–2014).

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Marqueses de Alorna - Aristocracia Portuguesa

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nobreza de Portugal e do Brasil, Vol. II, páginas 250–257 e página 509. Editora Zairol Ltda. Lisboa, 1989.
  • NORTON, Artur, "D. Pedro de Almeida Portugal", Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1967.
  • FRANCISCO, Filipe do Carmo, "O Primeiro Marquês de Alorna", Tribuna da História, Lisboa, 2010.
  • NORTON, José, "O Último Távora", Livros de Hoje/D. Quixote, Lisboa, 2007.
  • NORTON, José "Marquês de Alorna - Memórias Políticas", Tribuna da História, Lisboa, 2008.
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